Verdades duvidosas: literatura e autoficcionalidade em La tia Julia y el escribidor, de Mario Vargas Llosa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Castro, Sandra de Pádua
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens
Brasil
CEFET-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1055
Resumo: Nesta tese, desenvolvemos um estudo sobre memórias e desmemórias na configuração dos personagens escritores em La tía Julia y el escribidor, de Mario Vargas Llosa. Almejamos identificar e examinar os processos pelos quais se deu a criação literária neste romance, assim como analisar o resultado desse processo nos personagens escritores, tendo em vista o projeto do autor que afirma sua pretensão em realizar, simultaneamente, uma autobiografia e a narração dos feitos literários de uma pessoa que conhecera em sua juventude. Trata-se, em La tía Julia y el escribidor, de um discurso deflagrado pela memória, sobre literatura e vocação literária, no qual se concretizam, imersos na arte melodramática, os personagens escritores. Inicialmente, identificamos a memória como protagonista da criação literária a partir da análise dos termos "deicidio" e "demônio", empregados por Vargas Llosa em García Márquez: historia de un deicidio. Em seguida, demarcamos o tempo da enunciação do romance em estudo: o presente em que o narrador efetuou um recorte no passado para torná-lo ficção. Posteriormente, ao constatarmos que a pretensão autobiográfica do romancista redundou em autoficção, analisamos a formação dos personagens escritores a partir dos tipos de autoficção estudados por Vincent Colonna; especificamente no tipo especular, examinamos o emprego das técnicas narrativas dos vasos comunicantes e da caixa chinesa operadas por Vargas Llosa. Concluímos que os personagens escritores, soma de memórias e desmemórias, servem à construção de uma imagem de "escritor", de uma ficção de si mesmo, e à apologia da vocação literária.
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