Reflexões sobre o cuidar na terminalidade: uma perspectiva da atividade
| Ano de defesa: | 2019 |
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Resumo: | Na sociedade contemporânea, a morte ocorre no ambiente hospitalar, com o indivíduo isolado e expropriado de si. Propostas como os cuidados paliativos ou a defesa do direito de morrer, exigem a atuação do profissional da saúde, que não é preparado para lidar com a terminalidade. Publicações científicas enfocam, frequentemente, o doente, suas demandas ou qual a forma correta de morrer. Com essa pesquisa, propõe-se a aproximação do tema a partir do processo de cuidado, objetivando analisar o cuidado na terminalidade a partir da perspectiva da atividade, contribuindo para as discussões na área da saúde. As reflexões se deram em três etapas: análise teórica sobre discursos circulantes quanto ao cuidado na terminalidade na área da saúde, análise da atividade em cuidados paliativos e análise da atividade em um hospital geral, sem equipe de cuidados paliativos para pacientes internados. Os resultados são apresentados em três artigos. O primeiro, já publicado, discute a presença, em unidade especializada em cuidados paliativos, de uma potência para a atuação dos profissionais, que viam contemplados seus valores quanto ao cuidado realizado e alívio de sintomas de seus pacientes. Demonstrou-se que a associação de habilidades dos profissionais com as condições disponibilizadas pela instituição era fundamental para o sucesso do cuidado. O segundo artigo, um ensaio teórico, discute a evolução da relação da sociedade ocidental com a morte, focalizando os discursos contemporâneos. Com o referencial teórico da Ergologia, identificou-se alguns elementos que permeiam os discursos sobre o cuidado nessas situações. O terceiro artigo apresenta a análise de dados produzidos por pesquisa em um hospital geral, sem equipe de cuidados paliativos na internação. A compreensão dos profissionais quanto aos cuidados adequados para os pacientes terminais girou em torno da oferta de conforto. Destaca-se a necessidade de um comprometimento institucional (Estado e serviços) e não somente de mudanças na formação e atuação dos profissionais. Ao final, considera-se que o profissional da saúde deve gerir diversas contradições (institucionais e socioculturais) para o cuidado ao paciente terminal, por isso não deve ser o único responsabilizado pela realização do cuidado adequado. Isso aponta a necessidade de contextualizar, a partir da atividade de profissionais de saúde, ações, políticas e propostas de cuidado na terminalidade. |
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Kappaun, Nádia Roberta ChavesMuniz, Hélder PordeusOliveira, Simone Santos2020-03-02T18:28:06Z2020-03-02T18:28:06Z2019KAPPAUN, Nádia Roberta Chaves. Reflexões sobre o cuidar na terminalidade: uma perspectiva da atividade. 2019. 128 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2019.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/40173Na sociedade contemporânea, a morte ocorre no ambiente hospitalar, com o indivíduo isolado e expropriado de si. Propostas como os cuidados paliativos ou a defesa do direito de morrer, exigem a atuação do profissional da saúde, que não é preparado para lidar com a terminalidade. Publicações científicas enfocam, frequentemente, o doente, suas demandas ou qual a forma correta de morrer. Com essa pesquisa, propõe-se a aproximação do tema a partir do processo de cuidado, objetivando analisar o cuidado na terminalidade a partir da perspectiva da atividade, contribuindo para as discussões na área da saúde. As reflexões se deram em três etapas: análise teórica sobre discursos circulantes quanto ao cuidado na terminalidade na área da saúde, análise da atividade em cuidados paliativos e análise da atividade em um hospital geral, sem equipe de cuidados paliativos para pacientes internados. Os resultados são apresentados em três artigos. O primeiro, já publicado, discute a presença, em unidade especializada em cuidados paliativos, de uma potência para a atuação dos profissionais, que viam contemplados seus valores quanto ao cuidado realizado e alívio de sintomas de seus pacientes. Demonstrou-se que a associação de habilidades dos profissionais com as condições disponibilizadas pela instituição era fundamental para o sucesso do cuidado. 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Isso aponta a necessidade de contextualizar, a partir da atividade de profissionais de saúde, ações, políticas e propostas de cuidado na terminalidade.Death in hospital environments in contemporary society often happens when individuals are isolated or expropriated from themselves. Propositions such as palliative care or the defense for the "right to die" demand the action of healthcare professionals who are not prepared to deal with terminality. Scientific publications often address patients, their demands or the "right" way to die. The topics terminality or terminal care are herein approached based on the caregiving process; therefore, the aim of the study is to assess caregiving at patients' terminal stage based on the perspective of the terminal care activity. The idea is to contribute to the debate about this topic in the healthcare field. Reflections encompassed three stages: theoretical analysis of the current discourse about the topic terminal care in the healthcare field, analysis of palliative care activity setting and the analysis of overall hospital activity – without a specialized team to give palliative care to inpatients. Results are presented in three articles; the first – which was already published – addresses a powerful team to act in units specialized in palliative care that have been seen their concepts about the care to be given to their patients, and the relieve of their symptoms, be put in place. It stated that the association between professional skills and the conditions made available by the institution was essential for a successful caregiving. The second article, which is a theoretical essay, addresses the evolution of Western society's relationship with death by focusing on the contemporary discourses. Based on theoretical references in the Ergology field, it was possible identifying some elements approached in discourses about caregiving to patients under the herein addressed conditions. The third article presents the analysis of data collected through a research carried out in a general assistance hospital, which does not have a palliative care team for hospitalized patients. Professionals' understanding about the proper care to terminal patients lied on offering comfort. The need of institutional engagement (State and services) is outstanding, rather than just changes in professional qualification and performance. Finally, it is concluded that healthcare professionals must manage several contradictions (institutional and sociocultural) in order to take care of terminal patients, they are not supposed to be just the professionals responsible for giving adequate care. This conclusion points towards the need of contextualizing actions, policies and propositions on the care given to terminal patients, based on the caregiving activity conducted by healthcare professionals.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porDoente TerminalPessoal de SaúdeProfissional de SaúdeMorteCuidados PaliativosTerminally IllHealth PersonnelDeathDeath and DyingPalliative CareDoente TerminalPessoal de SaúdeMorteCuidados PaliativosAssistência TerminalAssistência ao Paciente03 Saúde e Bem-EstarReflexões sobre o cuidar na terminalidade: uma perspectiva da atividadeReflections on terminal care: an activity perspectiveinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2019Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo CruzFundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/4e307735-68d5-41ee-919d-e4b0435e0f97/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALve_Nadia_Roberta_Chaves_ENSP_2019application/pdf1091107https://arca.fiocruz.br/bitstreams/836d5652-cbc8-46b6-86d6-bd9ff2776a11/download6c4900025a12237219747b4a2a980a7aMD52trueAnonymousREADTEXTve_Nadia_Roberta_Chaves_ENSP_2019.txtve_Nadia_Roberta_Chaves_ENSP_2019.txtExtracted texttext/plain103053https://arca.fiocruz.br/bitstreams/5a246ae3-2891-42e9-a5c6-1634b907843b/download2170259ad8a120b579a29ef0e54d6d26MD59falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Nadia_Roberta_Chaves_ENSP_2019.jpgve_Nadia_Roberta_Chaves_ENSP_2019.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2411https://arca.fiocruz.br/bitstreams/b2b2d464-ffa2-4606-8793-fec1a6779581/download604997ed92c7b9fe3643c4ae8c283ffbMD510falseAnonymousREADicict/401732025-07-30 01:06:06.284open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/40173https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T04:06:06Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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