Comparação de dois programas de prevenção e controle de doenças cardiovasculares em uma empresa de petróleo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: ROCHA, Maria Lúcia Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/7655
Resumo: Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) causaram 74% das mortes em todo o mundo em 2019 e a doença isquêmica do coração se manteve como primeira causa, tendo sido responsável por 16% dos eventos. No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) foram responsáveis por 27% do total de mortes neste mesmo ano. Estes dados colocam as DCV como grave problema de saúde pública, demandando esforços de vários setores da sociedade para reduzir a sua ocorrência. Neste sentido, serviços de saúde de empresas podem contribuir na prevenção e controle de DCNT, já que acompanham percentual importante da população mais sujeita ao adoecimento por estas patologias. Objetivo: Verificar se o efeito do modelo A de um programa de prevenção e controle de DCV foi superior ao modelo B na redução do risco cardiovascular (RCV) entre trabalhadores. Método: Estudo de coorte retrospectiva, com 670 trabalhadores de uma empresa de petróleo, no período de 01.01.2016 a 31.12.2018. Os trabalhadores foram divididos em dois grupos, de acordo com o modelo do programa ao qual estavam vinculados. Os dados de trabalhadores que preencheram critérios de inclusão foram coletados de prontuário eletrônico e analisados com SPSS, versão 14.0. Para verificar resultados dos programas o RCV foi comparado entre os anos 2016 e 2018, intra e entre grupos, assim como prevalência de fatores de risco associados às DCV. Para todos testes estatísticos assumiu-se p<0,05. Resultados: Os modelos de programas avaliados não reduziram a prevalência de fatores de risco para DCV e nem o RCV entre trabalhadores acompanhados. Os dois grupos elevaram a média da glicemia em cerca de 6 mg/dL, e o A reduziu HDL para homens (-5,8 ± 8,6 mg/dL) e elevou colesterol LDL (6,5 ± 36,1mg/dL). No modelo A o RCV “alto” passou de 0,6% para 1,4%, enquanto no B o RCV “intermediário” foi de 14,1% para 16,7%, mantendo em 0,6% o RCV “alto”. Na comparação entre grupos o modelo A apresentou maior prevalência de hipertensão arterial, colesterol HDL alterado e diabetes, e menor frequência de sobrepeso e colesterol total elevado. O modelo A elevou o nível de atividade física, do consumo de frutas, legumes e verduras (FLV), reduziu consumo de álcool e aumentou de bebida açucarada, fato também observado no modelo B. O risco de morte em 10 anos por DCV para o grupo A foi maior que o do B. Conclusão: Os programas não apresentaram redução do RCV e de fatores de risco para DCV após dois anos de seguimento, apesar do impacto positivo sobre variáveis relacionadas a hábitos de vida, sugerindo que as estratégias adotadas pela empresa devem ser revistas.
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