Prevalência de características prototípicas da psicopatia em usuários de drogas com histórico de conflito com a lei, em um CAPSad DE Salvador-ba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Vasconcelos, Ariane Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/6153
Resumo: Introdução: A psicopatia é uma das personalidades que tem consequências sociais mais graves, caracterizada por charme superficial, superestima, tendência ao tédio, mentira patológica, manipulação, ausência de remorso ou culpa, insensibilidade afetivo-emocional, falta de empatia, estilo de vida parasitário, descontrole comportamental, impulsividade e irresponsabilidade. Difere do Transtorno de Personalidade Antissocial, principalmente, por este estar associado a condutas transgressoras, enquanto na psicopatia destacam-se aspectos emocionais. Ademais, as características da psicopatia podem se distinguir em afetivas e interpessoais, que são herdadas geneticamente e, por isso, chamadas de características primárias; e estilo de vida e conduta antissocial, que são desencadeadas por ambiente aversivo, sendo consideradas como características secundárias. Objetivo: Descrever a prevalência de características prototípicas da psicopatia em usuários de um serviço para tratamento de dependência química, com histórico de conflito com a lei. Os objetivos específicos foram: classificar os participantes conforme critérios da Escala Psychopathy Checklist - Revised (PCL-R) e analisar relação de características prototípicas da psicopatia com o delito/contravenção e com as substâncias psicoativas (SPA’s) usadas. Método: Tratase de um estudo de corte transversal que envolveu 73 participantes do sexo masculino, matriculados em um Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Outras Drogas de Salvador. Para coleta de dados, foram utilizados como instrumentos um questionário sociodemográfico, a Escala PCL-R e análise de prontuário. As variáveis numéricas foram representadas como média e desvio padrão e as variáveis categóricas como frequência e porcentagem, além de utilizar o Teste Qui-quadrado de Pearson para avaliar a associação proposta no objetivo específico. Resultados: 30% (95%IC 21-41) dos participantes foram classificados como psicopatas. Dentre as características do fator 1, a prevalência foi alta apenas em ausência de remorso ou culpa (45%, 95%IC 34-57). No fator 2 ressaltam-se: transtorno de conduta na infância (40%, 95%IC 29-51), delinquência juvenil (44%, 95%IC 33-55), ausência de metas realistas e de longo prazo (52%, 95%IC 41-63), impulsividade (52%, 95%IC 41-63), irresponsabilidade (55%, 95%IC 43-66) e descontrole comportamental (58%, 95%IC 46-68). A pesquisa demonstrou associação entre psicopatia e uso de drogas ilícitas (p = 0,011), se destacando os atributos: estilo de vida parasitário, transtorno de conduta na infância, ausência de metas realistas, incapacidade de aceitar responsabilidades pelos próprios atos, delinquência juvenil e versatilidade criminal. A psicopatia também apresentou associação com a prática de crime e contravenção (p = 0,004), sobressaindo as características: manipulação, ausência de remorso e culpa, transtorno de conduta na infância, incapacidade de aceitar responsabilidades pelos próprios atos, delinquência juvenil e versatilidade criminal. Conclusão: A pesquisa demonstrou que 30% da amostra foi contemplada como psicopata, além da associação entre psicopatia com o uso de drogas ilícitas e a prática de crime e contravenção. A amostra pontuou alto no fator 2, que refere estilo de vida e comportamento antissocial, e baixo no fator 1, que mensura aspectos afetivos e interpessoais, sugerindo se aproximar da definição de psicopatia secundária.
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