INFLUÊNCIA DA POSTURA NO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL EM HIPERTENSOS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Goes, Ana Lucia Barbosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/428
Resumo: Introdução: Sistema nervoso simpático (SNS) tem sido considerado como sistema integrador na regulação da Pressão Arterial (PA). Postura, forma que o corpo adquire em determinado momento, é regulada também pelo SNS. Sistemas que regulam a PA também atuam no controle da postura. Objetivo: Testar a hipótese que desalinhamentos posturais podem estar associados com controle pressórico em indivíduos hipertensos. Metodologia: Estudo transversal, analítico, com 40 indivíduos hipertensos, em uso de medicamento anti-hipertensivo. Todos foram submetidos a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), questionários sociodemográficos e de hábitos de vida, avaliação da circunferência abdominal da cintura (CC) e da postura pelo software de avaliação postural (SAPO). Para associação entre ângulos de postura e variáveis pressóricas, utilizou-se testes t de student, Mann-Whitney e exato de Fisher. Todos os testes com nível de significância de 5%. Resultados: Idade foi 48,7±7,2anos, IMC de 29,4±4,4kg/m2, CC de 91,7±6,9cm no sexo feminino e 96,8±3,4cm no sexo masculino. A maioria foi do sexo feminino (75%) e cor da pele preta (51,5%). Para pressão arterial sistólica (PAS), indivíduos com deslocamento anterior de tronco apresentaram menor variação vigília/sono (14,7%vs25,3%, p=0,004), tornozelo dorsifletido obteve maiores cargas pressóricas: 21,9%vs7,8% para carga total (p=0,021), 21,8%vs9% durante vigília (p=0,038) e 21,9%vs7,9% durante sono (p=0,022). Para pressão arterial diastólica (PAD), deslocamento de tronco posterior obteve maior carga pressórica (24,0%vs16,2%, p=0,035) e deslocamento anterior menor variação vigília/sono (14,4%vs25,5%, p=0,003), quadril em flexão apresentou maior carga pressórica (29,4%vs18,3%, p=0,016) e menor variação vigília/sono (13,4%vs22,3%, p=0,056). A partir de Escore de postura, postura alterada apresentou menor variação vigília/sono, tanto para PAS (13,7%vs22,8%, p=0,032) como PAD (11,5%vs23,5%, p=0,005), e maior carga pressórica da PAD durante sono (28%vs18%, p=0,019). Conclusão: Postura pode se associar com controle pressórico. Três ou mais alterações de postura apresentaram menor variação da pressão vigília/sono e maior carga diastólica durante sono.
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