Avaliação radiográfica do quadril de pacientes com síndrome da zika congênita

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: TORRES, Mônica Alexandra Sampaio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/7650
Resumo: Introdução: No início de 2016 a infecção pelo Zika Vírus passou a ser considerada, pela OMS, como uma emergência de saúde pública, de caráter internacional. Ela é uma condição preocupante durante o período gestacional, visto que pode gerar microcefalia congênita e síndromes motoras espásticas, deformidades em membros e artrogripose grave nas extremidades. Dentre as alterações musculoesqueléticas relacionadas a artrogripose, tem sido descrito na literatura a Displasia do Quadril, associada ou não a um deslocamento parcial (subluxação) ou completo (luxação) da cabeça femoral. Objetivo: Descrever as alterações radiográficas do quadril em pacientes com Síndrome da Zika Congênita (SZC) atendidos no ambulatório de ortopedia do Hospital Santa Izabel. Métodos: Estudo observacional de coorte transversal. Foram estudados 25 pacientes com o diagnóstico sorológico da SZC e amostra foi composta por 50 quadris. Tais pacientes realizaram avaliação radiográfica no Serviço de radiologia do Centro Médico Bahiana Saúde, sendo traçadas linhas e ângulos na radiografia em AP da bacia para avaliar a relação entre a cabeça femoral e o acetábulo. Foi realizada a correlação entre as alterações radiográficas do quadril em pacientes com SZC, o sexo, a presença de artrogripose, espasticidade e microcefalia. Utilizamos o SPSS versão 25 para todas as análises estatísticas. Resultados: A média de idade foi de 36 meses (29-45 meses), 15 pacientes eram do sexo feminino (60%), com o predomínio de pretos e pardos (72%). A média de idade materna foi de 28 anos (16-44 anos), 11 (44%) delas apresentaram a doença antes das 12º semanas de gestação e todas apresentaram sintomas clínicos relacionados a infecção pelo ZIKA vírus. Ao nascer os pacientes apresentavam como média o perímetro cefálico de 26 cm (26-32 cm). Dos 50 quadris avaliados no estudo, em 38 (76%) quadris os pacientes apresentavam deformidades ortopédicas e em 20 (40%) quadris os pacientes apresentaram artrogripose. Na microcefalia entre os pacientes do estudo, em 40 (80%) quadris dos pacientes, o perímetro cefálico foi inferior a 31 cm. Nas alterações radiográficas do quadril, dos 50 quadris da amostra, sobre a Classificação IHDI, 12 (24%) quadris foram grau I, 22 (44%) subluxados (grau II), 9 (18%) luxados baixos (grau III) e 7 (14%) luxados altos (grau IV). O IR foi alterado em 43 (86%) quadris. O ACD foi valgo em 45 (90%) quadris. O ACEW foi alterado em 13 (26%) quadris. O IA foi alterado em 18 (36%) dos quadris avaliados. Observou-se que as meninas apresentaram maior gravidade de alterações do quadril, tanto no IA quanto para a classificação do IHDI. Conclusão: A SZC deve ser adicionada ao diagnóstico diferencial de infecções congênitas e artrogripose. Encontramos maior frequência complicações ortopédicas e microcefalia nos pacientes da amostra e maior percentual de luxações do que em outros estudos epidemiológicos. Por isso recomendamos a investigação radiológica do quadril crianças com microcefalia e suspeitas de SZC.
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