Atividades instrumentais de vida diária e risco de quedas em pessoas idosas participantes do centro de convivência do idoso no município de Vitória da Conquista-Ba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Gomes, Maria de Lourdes de Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/3921
Resumo: O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea, sobretudo nos países em desenvolvimento. A queda em pessoas idosas é considerada uma importante causa de morbimortalidade, representando preditor de incapacidade funcional. O presente estudo objetivou investigar a associação entre Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) com risco de queda em indivíduos idosos de uma cidade de médio porte no estado da Bahia, Brasil. Trata-se de estudo transversal em um grupo com idade ≥60 anos, de ambos os sexos, cadastrados no Centro de Convivência do Idoso. Aplicou-se um questionário sobre as características sociodemográficas. Para estimar o risco de queda, foi usada a Escala de Downton. A dependência para as Atividades Instrumentais de Vida Diária foi avaliada pela escala de Lawton e Brody e, para investigar a mobilidade funcional, utilizou-se o Time Up and Go. A análise estatística foi realizada através de regressão logística multivariada para estimação das medidas de associação e seus respectivos intervalos de confiança a 95%. Nossos achados evidenciaram que a maior parte dos idosos são do sexo feminino, com média de idade de 71,8 anos, alfabetizados, sendo metade da amostra sem união conjugal estável. O relato prévio de queda foi reportado por 55,1% dos indivíduos idosos (IC95%: 46,3%-63,9%). O risco de queda foi de 60,6% enquanto a dependência para execução das AIVDs foi identificada em 67,7% dos investigados. Observou-se aumento no risco de queda associado à dependência para as AIVDs (OR: 2,82; IC95%: 1,13-7,06), após ajuste por sexo, idade, situação conjugal e mobilidade funcional. A dependência para realização de qualquer atividade instrumental associou-se a um aumento dose-resposta no risco de queda nas pessoas idosas. É importante considerar a avaliação das AIVDs como ferramenta nas práticas de atenção integral à saúde do idoso, assim como no planejamento de medidas preventivas e reabilitadoras, no sentido de diminuir o risco de queda nessa população.
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