Fontes e mecanismos de resistência de clones de cajueiro-anão à traça-da-castanha.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: DUARTE, P. M.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1101909
Resumo: Ao longo de seu desenvolvimento, o cajueiro-anão é atacado por várias pragas, destacando-se a traça-da-castanha (Anacampis phytomiella), praga-chave dos frutos verdadeiros (castanha de caju). Os prejuízos causados pelo controle químico, atualmente único método utilizado para manejo desta espécie, revelam a necessidade de desenvolvimento de métodos sustentáveis de controle tais como a resistência de plantas a insetos. Esta pode ser expressa por características morfológicas e químicas desfavoráveis ao inseto fitófago. A identificação dessas características pode contribuir na seleção de genótipos resistentes a insetos-praga em programas de melhoramento genético. Neste trabalho, objetivou-se (1) determinar os níveis de resistência de 13 genótipos de cajueiro-anão à traça-da- castanha; (2) identificar caracteres morfológicos e (3) químicos da castanha relacionados à resistência. Para quantificar o ataque da traça-da-castanha, foram estudados genótipos comerciais experimentais, em três anos consecutivos (2014-16). Avaliaram-se as características biométricas das castanhas, tais como peso, comprimento, largura, espessura distal e espessura da inserção da castanha com o pseudofruto. A análise química do líquido da castanha de caju foi realizada em cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), comparando-se os três genótipos mais resistentes com o genótipo mais suscetível. Quanto as características biométricas das castanhas o genótipo MG 113 apresentou maior peso, comprimento e largura diferindo dos demais genótipos. Já para a espessura distal da casca da castanha, os genótipos PRO 105/5 e PRO 112/8, foram os mais espessos; enquanto para a espessura da inserção os genótipos MG 113, PRO 143/7, PRO 105/5, PRO 120/4, H 111/2 e PRO 112/8 apresentaram os maiores valores. Na análise química, em castanhas furadas, os genótipos MG 170 e PRO 155/2 apresentaram o maior teor de ácidos anacárdicos, seguido pelo genótipo PRO 143/7. Já os genótipos PRO143/7, PRO 155/2 e MG 170, considerados moderadamente resistentes a A. phytomiella, mostraram maiores teores de dieno. Os genótipos PRO 143/7, PRO 155/2 e MG 170 são moderadamente resistentes, e as características morfológicas que mais contribuem para a resistência do cajueiro-anão à traça-da-castanha são o comprimento, largura e espessura da inserção da castanha. Em castanhas furadas, o teor de ácidos anacárdicos foi maior nos genótipos PRO 143/7, PRO 155/2 e MG 170, e nesses genótipos identificou-se o maior teor de dieno e monoeno.
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