Da validação do craniocervical dysfunction index para o português do Brasil à verificação do impacto da dor cervical, mobilidade e do índice de massa corporal no controle postural de professores
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | O comprometimento musculoesquelético da região da coluna cervical acomete cerca de 50% da população adulta em alguma fase de sua vida. Entre as classes de trabalhadores mais acometidas, está a dos professores, devido à elevada carga de trabalho, atividades laborais, muitas vezes, desfavoráveis. A sobrecarga de trabalho dessa classe pode levar à exaustão e, consequentemente, à redução da prática de exercícios físicos, resultando em maiores índices de distúrbios osteomusculares, dentre eles, a cervicalgia e o sedentarismo, que podem levar à obesidade e comprometimento da funcionalidade do professor. OBJETIVO: O objetivo do estudo um (1) foi traduzir e validar para o português do Brasil o Craniocervical Dysfunction Index (CDI). O objetivo do estudo dois (2) foi verificar o impacto da dor e mobilidade cervical, por meio da aplicação do CDI (versão brasileira) traduzido e validade para a população brasileira, e correlacionar a sensação de dor cervical e de alterações da mobilidade cervical com o índice de massa corporaç (IMC) de professores dos ensinos fundamental e médio. METODOLOGIA: A tese foi desenvolvida por meio de dois estudos transversais, como parte de um projeto maior, denominado PRÓ-MESTRE. Em ambos os estudos, foi realizada anamnese inicial para as informações das obtenções clínicas. O estudo 1 foi composto por 50 professores da rede estadual de Ensino da cidade de Londrina – Pr, em que foi efetuada a validação do CDI para o português do Brasil, através da tradução e adaptação transcultural de tal índice. As etapas do processo de tradução e validação do instrumento seguiram as recomendações de Beaton et al. Sendo verificado o conteúdo e aplicabilidade do protocolo do CDI (versão brasileira); os instrumentos utilizados para avaliar os subitens do CDI (versão brasileira) foram o software para avaliação postural (SAPO) que avalia a postura corporal, o índice de mobilidade descrito no próprio CDI (versão brasileira) e o flexímetro que avalia a amplitude de movimento. O estudo 2, foi composto por 54 professores dos ensinos fundamental e médio que completaram as avaliações sendo essas: CDI (versão brasileira), plataforma de força, questionário internacional de atividade física (IPAQ), IMC e EVA (Escala Visual Analógica). Após a validação do CDI (versão brasileira) realizada no estudo 1, a avaliação com o CDI (versão brasileira) observou o impacto da disfunção craniocervical nos professores. A EVA avaliou a sensação da dor, IPAQ avaliou a prática de atividade física, o IMC, calculado pela relação da massa corporal pela estatura ao quadrado, para a verificação da composição corporal, e a estabilometria pela plataforma de força para a verificação do equilíbrio postural. RESULTADO: No estudo 1, algumas expressões foram adaptadas à cultura brasileira, com o CDI (versão brasileira) apresentando boa consistência interna e confiabilidade satisfatória, medida pelo α de Cronbach (α = 0,717). Houve forte correlação entre o CDI (versão brasileira) e o escore da Escala Visual Analógica (EVA) (ρ = 0,735). No estudo 2, 68,5% dos participantes eram do gênero feminino, 59,3% apresentavam dificuldade leve no movimento, sendo observado que no EVA 64,8% relataram não apresentar dor cervical, 51,9% eram eutróficos e 55,6% de acordo com o IPAQ apresentaram baixa prática de atividade física. Os professores com cervicalgia e comprometimento severo da mobilidade cervical apresentaram maior desequilíbrio postural na posição semitandem, com p = 0.008* e p = 0.037* respectivamente; já na posição bipodal, foi observado que os professores que apresentavam leve alteração da mobilidade e dor cervical tiveram um deslocamento menor, comparado aos que não apresentavam dor, p = 0.037*. A população de professores obesos apresentou, na posição bipodal, uma redução da amplitude de deslocamento antero-posterior (AP) com p = 0.003* e médiolateral (ML) com p = 0.030*. O IMC apresentou uma fraca correlação na posição semitandem entre EVA e D-TOTAL e IMC e D-TOTAL, assim como na posição bipodal também houve uma fraca correlação entre o IMC e a AMP-AP e ML. CONCLUSÃO: No estudo 1, após todo o processo de tradução e adaptação do CDI para o português do Brasil, assim como a validação desse instrumento, foi possível determinar que o CDI (versão brasileira) é um instrumento objetivo, de fácil compreensão, válido e confiável para avaliar a alteração funcional da região craniocervical. Assim como, foi possível observar que o CDI (versão brasileira) é capaz de detectar disfunções em indivíduos assintomáticos. O CDI (versão brasileira) apresentou correlação estatisticamente significativa quando comparado com a EVA, visto que quanto maior o escore da EVA, maior a gravidade de acordo com o CDI (versão brasileira). No estudo 2, os participantes com cervicalgia e com comprometimento severo da mobilidade cervical apresentaram maior desequilíbrio postural na posição semitandem. Na posição bipodal foi observado que os professores com leve alteração da mobilidade cervical e dor cervical, tiveram uma menor A-COP. Os professores obesos tiveram uma menor amplitude de deslocamento nas direções AP e ML na posição bipodal. Nas avalições o IMC não apresentou relação com a cervicalgia. Na análise de regressão demonstrou que para a A-COP e AMP-AP foram previsores a mobilidade grave e obesidade, já para o D-TOTAL foram previsores a dor cervical e a mobilidade grave. Visto que o estímulo visual é um dos fatores importantes para a manutenção do equilíbrio e nesse estudo as avaliações foram feitas apenas com os olhos abertos, tal estímulo pode ter induzido à adaptação do equilíbrio da população obesa, através da adaptação da base de apoio – tornozelo e pé, com toda a reestruturação dos músculos e articulações. Com a avaliação detalhada da região craniocervical e a avaliação da interferência da dor e mobilidade cervical no controle postural de professores, é possível potencializar o processo de avaliação e reabilitação, assim como, através da análise do CDI (versão brasileira) a detecção da presença de disfunção craniocervical pode ser feita de forma precoce o que torna possível a prevenção do desenvolvimento de tais lesões, levando a uma melhor execução do trabalho e das atividades realizadas no cotidiano desses professores. |
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O objetivo do estudo dois (2) foi verificar o impacto da dor e mobilidade cervical, por meio da aplicação do CDI (versão brasileira) traduzido e validade para a população brasileira, e correlacionar a sensação de dor cervical e de alterações da mobilidade cervical com o índice de massa corporaç (IMC) de professores dos ensinos fundamental e médio. METODOLOGIA: A tese foi desenvolvida por meio de dois estudos transversais, como parte de um projeto maior, denominado PRÓ-MESTRE. Em ambos os estudos, foi realizada anamnese inicial para as informações das obtenções clínicas. O estudo 1 foi composto por 50 professores da rede estadual de Ensino da cidade de Londrina – Pr, em que foi efetuada a validação do CDI para o português do Brasil, através da tradução e adaptação transcultural de tal índice. As etapas do processo de tradução e validação do instrumento seguiram as recomendações de Beaton et al. 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Os professores obesos tiveram uma menor amplitude de deslocamento nas direções AP e ML na posição bipodal. Nas avalições o IMC não apresentou relação com a cervicalgia. Na análise de regressão demonstrou que para a A-COP e AMP-AP foram previsores a mobilidade grave e obesidade, já para o D-TOTAL foram previsores a dor cervical e a mobilidade grave. Visto que o estímulo visual é um dos fatores importantes para a manutenção do equilíbrio e nesse estudo as avaliações foram feitas apenas com os olhos abertos, tal estímulo pode ter induzido à adaptação do equilíbrio da população obesa, através da adaptação da base de apoio – tornozelo e pé, com toda a reestruturação dos músculos e articulações. 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O objetivo do estudo dois (2) foi verificar o impacto da dor e mobilidade cervical, por meio da aplicação do CDI (versão brasileira) traduzido e validade para a população brasileira, e correlacionar a sensação de dor cervical e de alterações da mobilidade cervical com o índice de massa corporaç (IMC) de professores dos ensinos fundamental e médio. METODOLOGIA: A tese foi desenvolvida por meio de dois estudos transversais, como parte de um projeto maior, denominado PRÓ-MESTRE. Em ambos os estudos, foi realizada anamnese inicial para as informações das obtenções clínicas. O estudo 1 foi composto por 50 professores da rede estadual de Ensino da cidade de Londrina – Pr, em que foi efetuada a validação do CDI para o português do Brasil, através da tradução e adaptação transcultural de tal índice. As etapas do processo de tradução e validação do instrumento seguiram as recomendações de Beaton et al. Sendo verificado o conteúdo e aplicabilidade do protocolo do CDI (versão brasileira); os instrumentos utilizados para avaliar os subitens do CDI (versão brasileira) foram o software para avaliação postural (SAPO) que avalia a postura corporal, o índice de mobilidade descrito no próprio CDI (versão brasileira) e o flexímetro que avalia a amplitude de movimento. O estudo 2, foi composto por 54 professores dos ensinos fundamental e médio que completaram as avaliações sendo essas: CDI (versão brasileira), plataforma de força, questionário internacional de atividade física (IPAQ), IMC e EVA (Escala Visual Analógica). Após a validação do CDI (versão brasileira) realizada no estudo 1, a avaliação com o CDI (versão brasileira) observou o impacto da disfunção craniocervical nos professores. 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CONCLUSÃO: No estudo 1, após todo o processo de tradução e adaptação do CDI para o português do Brasil, assim como a validação desse instrumento, foi possível determinar que o CDI (versão brasileira) é um instrumento objetivo, de fácil compreensão, válido e confiável para avaliar a alteração funcional da região craniocervical. Assim como, foi possível observar que o CDI (versão brasileira) é capaz de detectar disfunções em indivíduos assintomáticos. O CDI (versão brasileira) apresentou correlação estatisticamente significativa quando comparado com a EVA, visto que quanto maior o escore da EVA, maior a gravidade de acordo com o CDI (versão brasileira). No estudo 2, os participantes com cervicalgia e com comprometimento severo da mobilidade cervical apresentaram maior desequilíbrio postural na posição semitandem. Na posição bipodal foi observado que os professores com leve alteração da mobilidade cervical e dor cervical, tiveram uma menor A-COP. 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