[en] EYE IN THE SKY: WASHINGTON, HOLLYWOOD AND THE ANNIHILATION-IMAGE
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
MAXWELL
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=65837&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=65837&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.65837 |
Resumo: | [pt] O objetivo desta tese é abrir os olhos à violência contida na imagem enquanto agente semiótico-material da guerra contemporânea. No século XXI, o drone armado militar, uma arma imagem-centrada, tem encabeçado a curadoria geopolítica dos EUA no âmbito da guerra ao terror. Na esteira do emaranhado entre Washington e Hollywood, observa-se que a violência drônica guarda as mesmas características do cinema: imagem e movimento. Contudo, a imagem de um drone não é puramente o reflexo da natureza da guerra; ela é mais que representacional, é performativa. A partir do conceito de imagem-aniquilação, esta tese argumenta que a imagem possui uma agência destrutiva ao transitar da reflexão à difração (Haraway, 1992; Barad, 2007). Ao invés de espelhar a realidade, a imagem-aniquilação cria um brutal padrão de diferença no mundo. Trata-se de uma ontologia destrutiva na qual ver e aniquilar estão em estado de superposição. Logo, tudo aquilo que está enquadrado, está potencialmente morto. É dizer, ao enquadrar corpos e objetos no terreno, cria-se um estado de violência superposicional em que se está vivo, mas virtualmente morto. Tal movimento ocorre a partir de um forte apelo transdisciplinar, no qual a disciplina de Relações Internacionais (RI) é apoiada por conceitos e ideias da Filosofia, da História da Arte, dos Estudos Culturais e dos Estudos Fílmicos do cinema. A criação do conceito de imagem-aniquilação é fruto da combinação entre a filosofia de Gilles Deleuze (Deleuze e Guattari, 1996), entendida como prática que fabrica conceitos, e a abordagem de Michael Shapiro (2020), que busca extrair teoria política das imagens fílmicas. Para a realização desde exercício, aborda-se o filme Eye in the Sky (2015), do diretor Gavin Hood. A escolha desta obra cinematográfica advém da sua crítica amplamente positiva, bem como seu status como filme que revela a realidade da guerra de drones. Desse modo, esta tese contribui tanto para a compreensão dos imaginários sociotécnicos da guerra contemporânea a partir do continuum guerra-imagem-cinema, quanto para a inovação epistêmica e metodológica nas RI. |
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[en] EYE IN THE SKY: WASHINGTON, HOLLYWOOD AND THE ANNIHILATION-IMAGE[pt] EYE IN THE SKY: WASHINGTON, HOLLYWOOD E A IMAGEM-ANIQUILAÇÃO[pt] CINEMA[pt] IMAGEM-ANIQUILACAO[pt] EYE IN THE SKY[pt] DRONE[pt] GUERRA[en] MOVIE[en] ANNIHILATION-IMAGE[en] EYE IN THE SKY[en] DRONES[en] WAR[pt] O objetivo desta tese é abrir os olhos à violência contida na imagem enquanto agente semiótico-material da guerra contemporânea. No século XXI, o drone armado militar, uma arma imagem-centrada, tem encabeçado a curadoria geopolítica dos EUA no âmbito da guerra ao terror. Na esteira do emaranhado entre Washington e Hollywood, observa-se que a violência drônica guarda as mesmas características do cinema: imagem e movimento. Contudo, a imagem de um drone não é puramente o reflexo da natureza da guerra; ela é mais que representacional, é performativa. A partir do conceito de imagem-aniquilação, esta tese argumenta que a imagem possui uma agência destrutiva ao transitar da reflexão à difração (Haraway, 1992; Barad, 2007). Ao invés de espelhar a realidade, a imagem-aniquilação cria um brutal padrão de diferença no mundo. Trata-se de uma ontologia destrutiva na qual ver e aniquilar estão em estado de superposição. Logo, tudo aquilo que está enquadrado, está potencialmente morto. É dizer, ao enquadrar corpos e objetos no terreno, cria-se um estado de violência superposicional em que se está vivo, mas virtualmente morto. Tal movimento ocorre a partir de um forte apelo transdisciplinar, no qual a disciplina de Relações Internacionais (RI) é apoiada por conceitos e ideias da Filosofia, da História da Arte, dos Estudos Culturais e dos Estudos Fílmicos do cinema. A criação do conceito de imagem-aniquilação é fruto da combinação entre a filosofia de Gilles Deleuze (Deleuze e Guattari, 1996), entendida como prática que fabrica conceitos, e a abordagem de Michael Shapiro (2020), que busca extrair teoria política das imagens fílmicas. Para a realização desde exercício, aborda-se o filme Eye in the Sky (2015), do diretor Gavin Hood. A escolha desta obra cinematográfica advém da sua crítica amplamente positiva, bem como seu status como filme que revela a realidade da guerra de drones. Desse modo, esta tese contribui tanto para a compreensão dos imaginários sociotécnicos da guerra contemporânea a partir do continuum guerra-imagem-cinema, quanto para a inovação epistêmica e metodológica nas RI.[en] The purpose of this thesis is to shed light on the violence inherent in the image as a semiotic-material agent in contemporary warfare. In the 21st century, the armed military drone, an image-centered weapon, has spearheaded the geopolitical curatorship of the USA in the context of the war on terror. In the wake of the entanglement between Washington and Hollywood, it is observed that drone violence shares the same characteristics as cinema: image and movement. However, a drone s image is not purely a reflection of the nature of war; it is more than representational, it is performative. Building upon the concept of annihilation-image, this thesis argues that the image wields a destructive agency as it transitions from reflection to diffraction (Haraway, 1992; Barad, 2007). Rather than mirroring reality, annihilation-image creates a brutal pattern of difference in the world. It is a destructive ontology in which seeing and annihilating are in a state of superposition. Therefore, everything that is framed is potentially dead. That is to say, by framing bodies and objects in the terrain, a state of superpositional violence is created in which one is alive, but virtually dead. This movement is driven by a strong transdisciplinary appeal, in which the discipline of International Relations (IR) is informed by concepts and ideas from Philosophy, Art History, Cultural Studies, and Film Studies. The development of the concept of annihilation-image is the result of the combination of Gilles Deleuze s philosophy (Deleuze and Guattari, 1996), understood as a practice that create concepts, and Michael Shapiro s approach (2020), which seeks to extract political theory from cinematic images. For the purpose of this exercise, we examine the film Eye in the Sky (2015), directed by Gavin Hood. The choice of this cinematic work is derived from its widely positive critical acclaim, as well as its status as a film that exposes the reality of drone warfare. Thus, this thesis contributes to both the understanding of the sociotechnical imaginaries of contemporary warfare within the war-image-cinema continuum and to the epistemic and methodological innovation in (IR).MAXWELLMAIRA SIMAN GOMESMAIRA SIMAN GOMESGABRIEL FERNANDES CAETANO2024-01-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=65837&idi=1https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=65837&idi=2http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.65837porreponame:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)instacron:PUC_RIOinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-07-12T00:00:00Zoai:MAXWELL.puc-rio.br:65837Repositório InstitucionalPRIhttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/ibict.phpopendoar:5342024-07-12T00:00Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)false |
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[pt] O objetivo desta tese é abrir os olhos à violência contida na imagem enquanto agente semiótico-material da guerra contemporânea. No século XXI, o drone armado militar, uma arma imagem-centrada, tem encabeçado a curadoria geopolítica dos EUA no âmbito da guerra ao terror. Na esteira do emaranhado entre Washington e Hollywood, observa-se que a violência drônica guarda as mesmas características do cinema: imagem e movimento. Contudo, a imagem de um drone não é puramente o reflexo da natureza da guerra; ela é mais que representacional, é performativa. A partir do conceito de imagem-aniquilação, esta tese argumenta que a imagem possui uma agência destrutiva ao transitar da reflexão à difração (Haraway, 1992; Barad, 2007). Ao invés de espelhar a realidade, a imagem-aniquilação cria um brutal padrão de diferença no mundo. Trata-se de uma ontologia destrutiva na qual ver e aniquilar estão em estado de superposição. Logo, tudo aquilo que está enquadrado, está potencialmente morto. É dizer, ao enquadrar corpos e objetos no terreno, cria-se um estado de violência superposicional em que se está vivo, mas virtualmente morto. Tal movimento ocorre a partir de um forte apelo transdisciplinar, no qual a disciplina de Relações Internacionais (RI) é apoiada por conceitos e ideias da Filosofia, da História da Arte, dos Estudos Culturais e dos Estudos Fílmicos do cinema. A criação do conceito de imagem-aniquilação é fruto da combinação entre a filosofia de Gilles Deleuze (Deleuze e Guattari, 1996), entendida como prática que fabrica conceitos, e a abordagem de Michael Shapiro (2020), que busca extrair teoria política das imagens fílmicas. Para a realização desde exercício, aborda-se o filme Eye in the Sky (2015), do diretor Gavin Hood. A escolha desta obra cinematográfica advém da sua crítica amplamente positiva, bem como seu status como filme que revela a realidade da guerra de drones. Desse modo, esta tese contribui tanto para a compreensão dos imaginários sociotécnicos da guerra contemporânea a partir do continuum guerra-imagem-cinema, quanto para a inovação epistêmica e metodológica nas RI. |
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