[pt] AS MARIONETES DIVINAS: O FUNDAMENTO DA RESPONSABILIDADE MORAL NO PENSAMENTO DE PLATÃO
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
MAXWELL
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | [pt] Numa perspectiva objetiva, o fundamento da responsabilidade moral é objeto do Livro IX das Leis, onde Platão desenvolve sua teoria da punição, baseada na tese de que ninguém comete o mal voluntariamente, que ele concilia com a necessidade prática de graduar as penas, a partir da distinção tradicional entre delitos voluntários e involuntários. Identificando no delito dois aspectos independentes, dano e injustiça, Platão afirma que o primeiro requer apenas reparação, enquanto a punição é concebida como medida destinada a melhorar a alma afetada por emoções desordenadas ou por ignorância, causas da injustiça. O problema em foco apresenta também um aspecto subjetivo: independentemente das vantagens sociais da justiça, da ótica exclusiva do indivíduo em sua relação consigo próprio, haveria alguma razão que justificasse ser justo? Para Platão, a injustiça causa uma ruptura da harmonia da alma, rompendo o diálogo interno do eu consigo mesmo e afetando a capacidade de pensar. Nos diálogos tardios, à medida que evolui a concepção de Platão acerca das fontes do mal, resta claro que a punição pelas injustiças não depende da sobrevivência da alma após a morte, pois decorre da lei universal de atração dos semelhantes, por força da qual a maldade leva o injusto a conviver com o mal, devastando sua vida interior |
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[pt] AS MARIONETES DIVINAS: O FUNDAMENTO DA RESPONSABILIDADE MORAL NO PENSAMENTO DE PLATÃO[en] THE GODS’ PUPPETS: THE FOUNDATION OF MORAL RESPONSIBILITY IN PLATO’S THOUGHT[pt] MORAL[pt] RESPONSABILIDADE[pt] LEI[en] MORALS[en] RESPONSABILITY[en] LAW[pt] Numa perspectiva objetiva, o fundamento da responsabilidade moral é objeto do Livro IX das Leis, onde Platão desenvolve sua teoria da punição, baseada na tese de que ninguém comete o mal voluntariamente, que ele concilia com a necessidade prática de graduar as penas, a partir da distinção tradicional entre delitos voluntários e involuntários. Identificando no delito dois aspectos independentes, dano e injustiça, Platão afirma que o primeiro requer apenas reparação, enquanto a punição é concebida como medida destinada a melhorar a alma afetada por emoções desordenadas ou por ignorância, causas da injustiça. O problema em foco apresenta também um aspecto subjetivo: independentemente das vantagens sociais da justiça, da ótica exclusiva do indivíduo em sua relação consigo próprio, haveria alguma razão que justificasse ser justo? Para Platão, a injustiça causa uma ruptura da harmonia da alma, rompendo o diálogo interno do eu consigo mesmo e afetando a capacidade de pensar. Nos diálogos tardios, à medida que evolui a concepção de Platão acerca das fontes do mal, resta claro que a punição pelas injustiças não depende da sobrevivência da alma após a morte, pois decorre da lei universal de atração dos semelhantes, por força da qual a maldade leva o injusto a conviver com o mal, devastando sua vida interior[en] From an objective point of view, Book IX of the Laws is concerned with the foundation of moral responsibility, a central issue in Plato s theory of punishment, which couples the socratic thesis that no one commits evil willingly, with the practical necessity for a gradation of penalties, which is derived from the traditional distinction between voluntary and involuntary crimes. Distinguishing two independent aspects of wrongdoing – damage and injustice – Plato argues that the former requires only atonement, whereas punishment is conceived as a measure to improve the soul, affected by disordered emotions or ignorance, causes of injustice. This question also presents a subjective aspect: from the agent’s point of view, in his relation with himself and disregarding the social advantages of justice, is there any reason to be fair? For Plato, injustice tears the soul’s harmony, preventing the internal dialogue of a person with himself and affecting his capacity to think. In his later dialogues, as Plato’s conceptions about the sources of evil evolve, it remains clear that punishment for injustice does not depend on the soul’s survival after death, but springs from a universal law according to which like clings to like, a principle which determines that evil induces the wicked to live with evil, disrupting his inner life.MAXWELLMAURA IGLESIASSILVIA REGINA DA SILVA BARROS DA CUNHA2011-08-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=17974&idi=1https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=17974&idi=2http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.17974porreponame:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)instacron:PUC_RIOinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-10-02T00:00:00Zoai:MAXWELL.puc-rio.br:17974Repositório InstitucionalPRIhttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/ibict.phpopendoar:5342024-10-02T00:00Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)false |
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