Felicidade e comunicação nos contextos organizacionais : as narrativas discursivas do Grupo Heineken
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Comunicação, Arte e Design Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11315 |
Resumo: | Como diz a música de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, “a felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa que haja vento sem parar”. Se a felicidade é efêmera, como podemos, então, ser mais felizes? E nos contextos profissionais, que compõem grande parte das nossas vidas, é possível promover ambientes mais saudáveis em prol da felicidade dos sujeitos organizacionais? Esses foram os questionamentos iniciais que originaram este estudo, no qual nos propomos a discutir sobre o que é felicidade, compreender a correlação entre comunicação e felicidade e evidenciar como as organizações se posicionam sobre o tema, considerando, para isso, a análise do discurso (Orlandi, 2009; 2011; 2015) e das práticas do Grupo HEINEKEN, que implantou uma Diretoria da Felicidade. Os nossos procedimentos metodológicos envolveram levantamento bibliográfico (Gil, 2002), enfocando as discussões sobre felicidade (De Masi 2004; Lipovetsky, 2007; Vanin, 2012; Delfino e Gonsalves, 2017; Ferry, 2018); levantamento documental (Ludke e André, 1986), baseado nos materiais disponibilizados pela empresa estudada em seu portal institucional, no seu perfil do LinkedIn e nos comentários feitos por funcionários e ex-funcionários da HEINEKEN no Glassdoor; e entrevista em profundidade (Barros e Duarte, 2016) com um especialista da área, a fim de ampliar as discussões. A partir dessas escolhas, compreendemos a efemeridade das emoções, da felicidade e alguns dispositivos capazes de potencializá-la em nosso dia a dia, inclusive nos contextos organizacionais. Os nossos achados, com base nas análises realizadas, revelaram um discurso repleto de paráfrases e polissemias, que reforçam, por meio do dito e do não-dito, elementos essenciais para o debate sobre a promoção da felicidade dos empregados. Encontramos, ainda, opiniões de funcionários e ex-funcionários que chancelam as marcas discursivas da companhia, entretanto, entendemos que não é possível atestar a genuinidade e/ou a sustentação do discurso da empresa por meio de práticas consistentes voltadas à felicidade. |
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Felicidade e comunicação nos contextos organizacionais : as narrativas discursivas do Grupo HeinekenEmoçõesFelicidadeFelicidade OrganizacionalComunicação OrganizacionalGrupo HEINEKENAnálise de DiscursoEmotionsHappinessOrganizational HappinessOrganizational CommunicationHEINEKEN GroupDiscourse AnalysisCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAOComo diz a música de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, “a felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa que haja vento sem parar”. Se a felicidade é efêmera, como podemos, então, ser mais felizes? E nos contextos profissionais, que compõem grande parte das nossas vidas, é possível promover ambientes mais saudáveis em prol da felicidade dos sujeitos organizacionais? Esses foram os questionamentos iniciais que originaram este estudo, no qual nos propomos a discutir sobre o que é felicidade, compreender a correlação entre comunicação e felicidade e evidenciar como as organizações se posicionam sobre o tema, considerando, para isso, a análise do discurso (Orlandi, 2009; 2011; 2015) e das práticas do Grupo HEINEKEN, que implantou uma Diretoria da Felicidade. Os nossos procedimentos metodológicos envolveram levantamento bibliográfico (Gil, 2002), enfocando as discussões sobre felicidade (De Masi 2004; Lipovetsky, 2007; Vanin, 2012; Delfino e Gonsalves, 2017; Ferry, 2018); levantamento documental (Ludke e André, 1986), baseado nos materiais disponibilizados pela empresa estudada em seu portal institucional, no seu perfil do LinkedIn e nos comentários feitos por funcionários e ex-funcionários da HEINEKEN no Glassdoor; e entrevista em profundidade (Barros e Duarte, 2016) com um especialista da área, a fim de ampliar as discussões. A partir dessas escolhas, compreendemos a efemeridade das emoções, da felicidade e alguns dispositivos capazes de potencializá-la em nosso dia a dia, inclusive nos contextos organizacionais. Os nossos achados, com base nas análises realizadas, revelaram um discurso repleto de paráfrases e polissemias, que reforçam, por meio do dito e do não-dito, elementos essenciais para o debate sobre a promoção da felicidade dos empregados. Encontramos, ainda, opiniões de funcionários e ex-funcionários que chancelam as marcas discursivas da companhia, entretanto, entendemos que não é possível atestar a genuinidade e/ou a sustentação do discurso da empresa por meio de práticas consistentes voltadas à felicidade.As the song by Tom Jobim and Vinicius de Moraes says, "Happiness is like a feather that the wind carries through the air, it flies so lightly, but it's short-lived, it needs the wind to blow it away". If happiness is ephemeral, how can we be happier? And in professional contexts, which constitute a significant part of our lives, is it possible to promote healthier environments for the happiness of organizational subjects? These were the initial questions that gave rise to this study, in which we aim to discuss what happiness is, understand the correlation between communication and happiness, and highlight how organizations position themselves on the subject, considering discourse analysis (Orlandi, 2009; 2011; 2015) and the practices of the HEINEKEN Group, which implemented a Happiness Board. Our methodological procedures involved a bibliographical survey (Gil, 2002), focusing on discussions about happiness (De Masi 2004; Lipovetsky, 2007; Vanin, 2012; Delfino and Gonsalves, 2017; Ferry, 2018); a documentary survey (Ludke and André, 1986), based on materials made available by the company studied on its institutional portal, its LinkedIn profile and comments made by HEINEKEN employees and ex-employees on Glassdoor; and an one-o-one interview (Barros and Duarte, 2016) with an expert in the field, in order to broaden the discussions. Our findings, based on the analyses conducted, revealed a discourse full of paraphrases and polysemies, which reinforce, through the said and the unsaid, essential elements for the debate on the promotion of employee happiness. We also found opinions from employees and former employees that endorse the company's discursive marks; however, we understand that it is not possible to attest to the genuineness and/or sustainability of the company's discourse through consistent practices aimed at happinessPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de Comunicação, Arte e DesignBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Comunicação SocialScroferneker, Cleusa Maria Andradehttp://lattes.cnpq.br/4838297393852726Barcellos, Paula Pereira2024-07-10T19:02:34Z2024-04-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11315porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2024-07-10T23:00:21Zoai:tede2.pucrs.br:tede/11315Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2024-07-10T23:00:21Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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