“Vocês não podem parar a tempestade” : sobre Guaranis, brancos, distâncias e aprendizado
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Educação |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8673 |
Resumo: | “Somos seres divididos, temos na cabeça as coisas dos dois mundos”, afirmam os índios Guarani. Com isso, parecem querer dizer que são ou vivem ao mesmo tempo como índios e brancos. De modo que poderíamos certamente caracterizar o movimento que empreendem rumo ao mundo ocidental através da escolarização das aldeias, de novas formas de organizações política ou mesmo de produção artística nos termos da teoria da mestiçagem, isto é, de sua transformação definitiva. Mas isto seria negligenciar o que contam os Mbyá acerca de sua experiência com os brancos. Entre eles, ao contrário, está experiência parece remeter a uma forma de pensar as relações inter-étnicas a partir do princípio da não mistura, de manter a diferença como “estratégia” de convivência. É neste sentido que este texto busca apreender as experiências de aprendizado dos Guarani com os brancos. Trata-se daquilo o que aprendem caminhado – expondo-se ao mundo. Caminhar apresenta-se assim como um modo de relação que aposta na instabilidade do corpo ameríndio enquanto possibilidade de execução de uma estratégia de convivência pautada pelo princípio da não mistura. |
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“Vocês não podem parar a tempestade” : sobre Guaranis, brancos, distâncias e aprendizadoMbyá-GuaraniAntimestiçagemCorporalidadeCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO“Somos seres divididos, temos na cabeça as coisas dos dois mundos”, afirmam os índios Guarani. Com isso, parecem querer dizer que são ou vivem ao mesmo tempo como índios e brancos. De modo que poderíamos certamente caracterizar o movimento que empreendem rumo ao mundo ocidental através da escolarização das aldeias, de novas formas de organizações política ou mesmo de produção artística nos termos da teoria da mestiçagem, isto é, de sua transformação definitiva. Mas isto seria negligenciar o que contam os Mbyá acerca de sua experiência com os brancos. Entre eles, ao contrário, está experiência parece remeter a uma forma de pensar as relações inter-étnicas a partir do princípio da não mistura, de manter a diferença como “estratégia” de convivência. É neste sentido que este texto busca apreender as experiências de aprendizado dos Guarani com os brancos. Trata-se daquilo o que aprendem caminhado – expondo-se ao mundo. Caminhar apresenta-se assim como um modo de relação que aposta na instabilidade do corpo ameríndio enquanto possibilidade de execução de uma estratégia de convivência pautada pelo princípio da não mistura.“We are divided human beings, we have in our heads things from two worlds” say Guarani Indians. By this, they seem to mean they are or live at the same time as Indians and white men. In this way, we could certainly characterize the movement they undertake toward the Western world through the schooling of villages, new forms of political organizations or even artistic production in terms of the theory of miscegenation, that is, of its ultimate transformation. But this would be to neglect what the Mbyá tell about their experience with white men. Among them, instead, the experience seems to refer to a way of thinking inter-ethnic relations from the principle of non-mixing, keeping the difference as a "strategy" of coexistence. It is in this sense that this text seeks to apprehend the learning experiences of the Guarani with the white men. It is about what they learn walking – exposing themselves to the world. Walking thus presents itself as a mode of relation that bets on the instability of the Amerindian body as a possibility to execute a strategy of coexistence based on the principle of non-mixing.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de HumanidadesBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Educaçãode La Fare, Mónicahttp://lattes.cnpq.br/8645512477692006Carreira, Luiz Fernando Stumf2019-06-11T11:32:55Z2019-02-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8673porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2022-06-14T15:00:09Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8673Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2022-06-14T15:00:09Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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