“Vocês não podem parar a tempestade” : sobre Guaranis, brancos, distâncias e aprendizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Carreira, Luiz Fernando Stumf
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8673
Resumo: “Somos seres divididos, temos na cabeça as coisas dos dois mundos”, afirmam os índios Guarani. Com isso, parecem querer dizer que são ou vivem ao mesmo tempo como índios e brancos. De modo que poderíamos certamente caracterizar o movimento que empreendem rumo ao mundo ocidental através da escolarização das aldeias, de novas formas de organizações política ou mesmo de produção artística nos termos da teoria da mestiçagem, isto é, de sua transformação definitiva. Mas isto seria negligenciar o que contam os Mbyá acerca de sua experiência com os brancos. Entre eles, ao contrário, está experiência parece remeter a uma forma de pensar as relações inter-étnicas a partir do princípio da não mistura, de manter a diferença como “estratégia” de convivência. É neste sentido que este texto busca apreender as experiências de aprendizado dos Guarani com os brancos. Trata-se daquilo o que aprendem caminhado – expondo-se ao mundo. Caminhar apresenta-se assim como um modo de relação que aposta na instabilidade do corpo ameríndio enquanto possibilidade de execução de uma estratégia de convivência pautada pelo princípio da não mistura.
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