Proteína oligomérica da matriz cartilaginosa/trombospondina 5(COMP/TSP-5) como biomarcador em diferentes estágios funcionais da artrite reumatóide

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Andrade, Fernanda Duarte de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1468
Resumo: Introdução: A artrite reumatóide (AR) é o exemplo clássico de artropatia crônica erosiva. É uma doença potencialmente severa e incapacitante. Seu curso e sua progressão são bastante variáveis. A proteína oligomérica da matriz cartilaginosa/trombospondina-5 (COMP/TSP-5) é considerada um potencial biomarcador de prognóstico na AR. Não há, entretanto, estudos detalhados acerca da associação entre grau funcional da AR e níveis séricos de COMP/TSP-5. Objetivo: Avaliar os níveis séricos de COMP/TSP-5 em pacientes com AR estratificados para grau funcional e em controles sadios. Pacientes e métodos: O estudo foi transversal controlado. Cinqüenta e oito pacientes com AR, em acompanhamento no Ambulatório de Reumatologia do Hospital São Lucas da PUCRS compuseram a população-alvo. A classificação de Hochberg foi utilizada para estimar grau funcional destes pacientes. O grupo-controle consistiu de 100 doadores de sangue consecutivamente selecionados. Os níveis de COMP/TSP-5 foram avaliados através imunoensaio enzimático (AnaMar Medical TM, Lund, Suécia). Níveis acima de 12 U/I foram considerados positivos. A testagem para fator reumatóide foi efetuada por nefelometria. Anticorpos anti-CCP foram detectados por imunoensaio enzimático. A comparação entre os grupos foi obtida por análise de variância. Um nível de significância de 5% foi considerado para valores P. Resultados: A média de idade foi de 48±6 anos para o grupo-controle e de 54±14 anos para pacientes com AR (P>0,05). O sexo feminino predominou no grupo de pacientes com AR (P<0,05). Após ajuste para sexo e idade, os níveis médios de COMP/TSP-5 foram de 7,0 U/L (IC95% 6,1-7,9) para o grupo-controle e de 12,6 U/L (IC95% 11,1-14,1) para o grupo de AR (P<0,01). Entre os pacientes com AR, 25 apresentaram grau funcional I (43,1%), 14 grau funcional II (24,13%), 10 grau funcional III (17,2%) e 9 grau funcional IV (15,5%). Com exceção de indivíduos de classe funcional III, pacientes de outras classes funcionais tiveram maior freqüência de níveis superiores de COMP/TSP-5 superiores a 12 U/L do que controles (P<0,001). Em cada uma das classes funcionais, os níveis médios de COMP/TSP-5 foram significantemente maiores do que os do grupo-controle (P<0,05). Os 28 pacientes reumatóides com COMP/TSP-5 elevada distribuíram-se uniformemente entre as 4 classes funcionais (P=0,365). De forma similar, pacientes com AR positivos para fator reumatóide (P=0,360) e para anticorpos anti-CCP (P=0,450) se distribuíram homogeneamente em todas as classes funcionais. Conclusões: Os níveis de COMP/TSP-5 foram significativamente maiores em pacientes com AR do que em controles. Os níveis médios de COMP/TSP-5 se mantiveram acima dos controles para todas as classes funcionais da doença. Com exceção da classe III, a positividade para COMP/TSP-5 foi mais freqüente em todas as outras classes funcionais, comparativamente a controles. A testagem positiva para COMP/TSP-5, fator reumatóide e anticorpos anti-CCP, ocorreu uniformemente em todas as classes funcionais da doença. A presença destes biomarcadores associou-se a variados graus de incapacidade funcional na AR.
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