Padronização de um paradigma comportamental de esquiva inibitória para Zebrafish (Danio rerio Hamilton, 1822)
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/5349 |
Resumo: | Memórias são armazenadas como modificações estruturais e funcionais das conexões sinápticas nas regiões neurais envolvidas no aprendizado e, por sua relevância biológica e relação com patologias do sistema nervoso humanas, a busca pela elucidação dos mecanismos responsáveis por sua manutenção tem recebido interesse de distintas áreas do conhecimento ao longo dos anos. Estudos sobre os mecanismos neurais das memórias de longa duração demonstraram que sua formação é um processo gradual que envolve substratos neuroanatômicos e celulares agora conhecidos em grande extensão, e cujas bases moleculares são alvo de intensa investigação. O peixe teleósteo zebrafish é um excelente modelo animal para estudos genéticos e de desenvolvimento e vêm mostrando enorme potencial para estudos de aprendizagem e memória. Este vertebrado de fácil manipulação apresenta rápido desenvolvimento externo e manutenção prática e econômica. Em termos neuroanatômicos, apesar das diferenças entre aspectos do desenvolvimento e resultante disposição de regiões cerebrais de mamíferos e teleósteos, a organização geral do encéfalo do zebrafish segue padrões típicos dos vertebrados. Avanços recentes no conhecimento demonstram que há uma extensa similaridade, tanto em complexidade quanto em funcionamento entre o cérebro de peixes teleósteos e os vertebrados terrestres o que valida o uso deste modelo animal para estudo dos mecanismos conservados do aprendizado e memória. Embora já existam na literatura científica estudos avaliando parâmetros comportamentais do zebrafish, na maior parte das vezes o foco principal dos trabalhos não é a cognição. Aspectos como locomoção e exploração do ambiente são tomadas como medidas e os trabalhos publicados não mostram constância em relação às tarefas utilizadas e protocolos adotados. Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de um novo paradigma de esquiva inibitória para zebrafish a fim de permitir a avaliação dos mecanismos celulares e moleculares da formação de memória em vertebrados. Para tanto, o treino consistiu de apenas uma sessão onde os animais foram colocados individualmente no aquário de esquiva inibitória. Ao cruzar para o lado escuro do aquário um choque elétrico foi administrado por 5s e estes animais retirados imediatamente do aquário. Na sessão de teste, realizada 24 h depois, seguiu-se o mesmo protocolo, porém nenhum choque foi utilizado. As latências de entrada no lado escuro para o treino e o teste foram consideradas como indicadoras de retenção. Para a validação da tarefa um grupo de animais foi tratado durante 15 min pós-treino com o antagonista de receptor NMDA MK-801 numa concentração de 20 μM. Os resultados obtidos demonstram que a tarefa de esquiva inibitória desenvolvida para zebrafish é baseada em mecanismos conservados em que o aprendizado, e resultante memória, são dependentes de sinalização glutamatérgica mediada por NMDA, assim como já evidenciado para outros vertebrados. A tarefa desenvolvida é rápida, simples e resulta em um aprendizado robusto, sólido e persistente, representando um instrumento valioso para se caracterizar diferentes processos que afetam o comportamento no zebrafish, bem como permitir a dissecação dos eventos tempos-dependentes da formação de memórias de vertebrados. |
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