Almost the same but not white : mito grego e dramaturgia de autoria negra em obras pós-coloniais em língua inglesa no Caribe e na África

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: CARVALHO, Carolina Filipaki de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9566/acervo/detalhe/156559
Resumo: (Doutorado em Letras) - Programa de Pós Graduação em Letras, Universidade Estadual do Centro-Oeste
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spelling Almost the same but not white : mito grego e dramaturgia de autoria negra em obras pós-coloniais em língua inglesa no Caribe e na ÁfricaDramaturgia GregaMito GregoDramaturgia de Autoria NegraLiteratura Pós-colonialREESCRITAAbrogaçãoLITERATURA AFRICANALiteratura Caribenha(Doutorado em Letras) - Programa de Pós Graduação em Letras, Universidade Estadual do Centro-OesteNesta pesquisa são analisadas peças anglófonas, escritas por autores negros no contexto pós-colonial, que se propõem a dialogar com textos canônicos, quais sejam: Women of Owu (2016), de Femi Osofisan, da Nigéria, e The Odyssey: A stage version (1993), de Derek Walcott, de Santa Lúcia, as quais são, respectivamente, reescritas das obras gregas As troianas, de Eurípides, que data de 416 a.C., e Odisseia, de Homero (2011), do século VIII a.C. Adotando a perspectiva pós-colonial, objetivou-se analisar como o uso subversivo da língua inglesa opera na demarcação de características pós-coloniais, a fim de impingir nesses trabalhos as marcas da negritude, conforme conceito de Aimé Cesaire (1978). A fundamentação teórica parte de The Empire writes back, de Ashcroft, Griffiths e Tiffin (2004), tendo em vista sua importância para a discussão das obras literárias pós-coloniais em língua inglesa. Encontra-se respaldo teórico também em estudiosos do pós-colonialismo de diversas áreas, dentre eles Frantz Fanon (2020, 2021, 2022), Homi Bhabha (1984, 1991, 1998), Edward Said (1995), Édouard Glissant (2005), Ngugi wa Thiong’o (1986), Gayatri Spivak (2010), bell hooks (2017, 2019, 2020), Grada Kilomba (2019), Leda Maria Martins (1995, 1997, 2021), Décio Torres Cruz (2016), McLeod (2010) e Thomas Bonnici (2005, 2009, 2012). A análise demonstrou que o diálogo intertextual proposto pelos autores com os textos clássicos visa à impressão de uma estética própria e à conquista do poder de fala sujeito negro colonizado. Os autores se utilizam da apropriação e abrogação como recursos para fazerem uso subversivo da língua inglesa e da literatura enquanto ferramenta da cultura imperialista. Observou-se também que a lacuna metonímica, a apropriação do espaço e do discurso religioso são fundamentais para a construção das peças e para a exploração do potencial de resistência discursiva delas. A análise do tratamento dado às personagens mulheres a partir da crítica feminista pós-colonial demonstrou que os autores lograram êxito na construção de textos com perfil decolonial, contudo, as personagens mulheres exemplificam a dupla colonização da mulher, que sucumbe ao poder colonial e ao poder patriarcal. Sob a perspectiva de Walter Benjamin (1987) e Terry Eagleton (1993), considera-se que os recursos linguísticos e literários empreendidos pelos autores contribuem para a reescrita da história, dando voz aos vencidos e visibilidade às perspectivas silenciadas na história oficial. Amparando-se no conceito de sly civility, de Homi Bhabha (1998), constatou-se que os autores também promovem a resistência a partir da recusa nativa de satisfazer a demanda do colonizador na utilização de seus artefatos culturais.In this research, anglophone plays which aim to dialogue with canonical texts written by black authors in the post-colonial context are analyzed, namely: Women of Owu (2016), by Femi Osofisan, from Nigeria, and The Odyssey: A stage version (1993), by Derek Walcott, from Saint Lucia, which are, respectively, rewritings of the Greek works The Trojan Women, by Euripides dating from 416 B.C. and The Odyssey, by Homer, from the 8th century BC. Adopting the post-colonial perspective to analyze the works, the aim was to analyze how the subversive use of the English language operates in the demarcation of post-colonial characteristics, to impose the marks of négritude in these works, according to the concept of négritude by Aimé Cesaire (1978). The theoretical foundation stem from The Empire writes back, by Ashcroft, Griffiths and Tiffin (2004), given its importance for the discussion of post-colonial literary works in the English language. Theoretical support is also found in scholars of post-colonialism from different areas, including Frantz Fanon (2020, 2021, 2022), Homi Bhabha (1984, 1991, 1998), Edward Said (1995), Édouard Glissant (2005), Ngugi wa Thiong'o (1986), Gayatri Spivak (2010), bell hooks (2017, 2019, 2020), Grada Kilomba (2019), Leda Maria Martins (1995, 1997, 2021), Décio Torres Cruz (2016), McLeod (2010), and Thomas Bonnici (2005, 2009, 2012), among others. The analysis demonstrated that the intertextual dialogue with classic texts proposed by the authors aims to create a unique aesthetic and to conquer the power of speech by the colonized black subject. The authors use appropriation and abrogation as resources to make subversive use of the English language and literature as a tool of imperialist culture. It was also observed that the metonymic gap, the appropriation of space and religious discourse are fundamental for the construction of the plays and for exploring the potential for discursive resistance of these literary pieces. The analysis of the treatment given to female characters from postcolonial feminist criticism perspective demonstrated that the authors were successful in constructing texts with a decolonial outilne; however, female characters exemplify the double colonization of women, who succumb to colonial and patriarchal power. From the perspective of Walter Benjamin (1987) and Terry Eagleton (1993), it is considered that the linguistic and literary resources used by the authors contribute to the rewriting of History, offering voice to the defeated and visibility to perspectives silenced in official History. Based on the concept of sly civility, by Homi Bhabha (1998), it was found that the authors also promote resistance based on the native refusal to satisfy the colonizer's demand in the use of their cultural artifacts.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESAcesso AbertoSubmitted by Fabiano Jucá (fjuca@unicentro.br) on 2024-05-06T12:26:41Z No. of bitstreams: 1 Tese - Carolina Filipaki de Carvalho.pdf: 2275090 bytes, checksum: ff68bbf9a96fc07b5c631a04a9ff8ffb (MD5) Made available in DSpace on 2024-05-06T12:26:41Z (GMT). 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