O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Outros Autores: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UCSal, Universidade Católica do Salvador
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://ri.ucsal.br/handle/123456789/5350 |
Resumo: | A pesquisa analisou a legalidade da manutenção de internações cautelares provisórias de réus considerados (ou com suspeita de serem) inimputáveis, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) da Bahia, sob a perspectiva de possíveis violações de direitos no Estado da Bahia. Por meio do exame de decisões judiciais e laudos psiquiátricos, constatou-se que o uso recorrente da internação provisória, sem reavaliação periódica, configura um mecanismo de exclusão social, em afronta ao Código de Processo Penal (especialmente os arts. 282 e 319), à Lei 10.216/2001, ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) e a tratados internacionais de direitos humanos, como as Regras de Mandela e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU). O estudo quantitativo e qualitativo revela que a carência de serviços de saúde mental na maioria dos municípios do interior da Bahia – boa parte sem Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – fortalece a prática de manter os indivíduos em internação compulsória por tempo indeterminado. Essa realidade é agravada pela ausência de avaliações concretas de periculosidade e pela aplicação indiscriminada de medidas cautelares diversas da prisão, que, na prática, tornam-se uma forma de confinamento prolongado. Em tal cenário, o HCTP funciona como espaço de contenção em detrimento do cuidado e da reabilitação, reforçando padrões raciais e de classe que marginalizam grupos vulneráveis. A revisão da literatura, ancorada em teóricos como Erving Goffman (“instituição total”), Michel Foucault (“poder disciplinar”), Alessandro Baratta e Eugenio Raúl Zaffaroni, demonstrou como a internação compulsória prolongada reproduz um sistema de opressão, voltado ao controle social dos “indesejáveis”. Nesse sentido, o HCTP acaba por desrespeitar a própria finalidade terapêutica, tornando-se instrumento de segregação. A falta de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) e de serviços comunitários contraria a Resolução 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei 10.216/2001, que preconizam a excepcionalidade da internação e a prioridade do cuidado em liberdade. Em conclusão, a tese sustenta que a manutenção de internações cautelares provisórias no HCTP da Bahia é ilegal e configura constrangimento ilegal, pois viola princípios constitucionais, disposições do Código de Processo Penal e tratados internacionais de direitos humanos. Defende-se, assim, a necessidade de revisão das decisões judiciais que impõem a internação sem fundamentação concreta, bem como o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como forma de assegurar tratamento adequado, evitando o uso abusivo e discriminatório da internação psiquiátrica. A superação desse modelo requer investimentos em saúde mental comunitária e políticas públicas inclusivas, em consonância com os valores constitucionais de dignidade da pessoa humana, autonomia e não discriminação. |
| id |
UCSAL-1_76fd6b869f5f68b268076a27e561fcc2 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:ri.ucsal.br:123456789/5350 |
| network_acronym_str |
UCSAL-1 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UCSAL |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Correia, Andréa Ariadna SantosLepikson, Maria de Fátima Pessôa (Orient.)2025-02-04T12:07:24Z2025-02-04T12:07:24Z2024-11-29https://ri.ucsal.br/handle/123456789/5350A pesquisa analisou a legalidade da manutenção de internações cautelares provisórias de réus considerados (ou com suspeita de serem) inimputáveis, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) da Bahia, sob a perspectiva de possíveis violações de direitos no Estado da Bahia. Por meio do exame de decisões judiciais e laudos psiquiátricos, constatou-se que o uso recorrente da internação provisória, sem reavaliação periódica, configura um mecanismo de exclusão social, em afronta ao Código de Processo Penal (especialmente os arts. 282 e 319), à Lei 10.216/2001, ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) e a tratados internacionais de direitos humanos, como as Regras de Mandela e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU). O estudo quantitativo e qualitativo revela que a carência de serviços de saúde mental na maioria dos municípios do interior da Bahia – boa parte sem Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – fortalece a prática de manter os indivíduos em internação compulsória por tempo indeterminado. Essa realidade é agravada pela ausência de avaliações concretas de periculosidade e pela aplicação indiscriminada de medidas cautelares diversas da prisão, que, na prática, tornam-se uma forma de confinamento prolongado. Em tal cenário, o HCTP funciona como espaço de contenção em detrimento do cuidado e da reabilitação, reforçando padrões raciais e de classe que marginalizam grupos vulneráveis. A revisão da literatura, ancorada em teóricos como Erving Goffman (“instituição total”), Michel Foucault (“poder disciplinar”), Alessandro Baratta e Eugenio Raúl Zaffaroni, demonstrou como a internação compulsória prolongada reproduz um sistema de opressão, voltado ao controle social dos “indesejáveis”. Nesse sentido, o HCTP acaba por desrespeitar a própria finalidade terapêutica, tornando-se instrumento de segregação. A falta de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) e de serviços comunitários contraria a Resolução 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei 10.216/2001, que preconizam a excepcionalidade da internação e a prioridade do cuidado em liberdade. Em conclusão, a tese sustenta que a manutenção de internações cautelares provisórias no HCTP da Bahia é ilegal e configura constrangimento ilegal, pois viola princípios constitucionais, disposições do Código de Processo Penal e tratados internacionais de direitos humanos. Defende-se, assim, a necessidade de revisão das decisões judiciais que impõem a internação sem fundamentação concreta, bem como o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como forma de assegurar tratamento adequado, evitando o uso abusivo e discriminatório da internação psiquiátrica. A superação desse modelo requer investimentos em saúde mental comunitária e políticas públicas inclusivas, em consonância com os valores constitucionais de dignidade da pessoa humana, autonomia e não discriminação.UCSal, Universidade Católica do SalvadorPrisão cautelarInternação provisóriaHospital de Custódia e Tratamento - SalvadorReforma psiquiátricaSistema prisionalSaúde mentalO doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Bainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UCSALinstname:Universidade Católica de Salvador (UCSAL)instacron:UCSALinfo:eu-repo/semantics/openAccessPró-Reitoria de Pesquisa e Pós-GraduaçãoPolíticas Sociais e CidadaniaSociais e HumanidadesMultidisciplinarORIGINALTESEANDREACORREIA.pdfTESEANDREACORREIA.pdfapplication/pdf1692996https://ri.ucsal.br/bitstreams/40938fbe-164c-441e-9d2b-c63be1075441/download6132e024e8084b980d061e452d08da1dMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://ri.ucsal.br/bitstreams/9132d44b-3c33-402d-b0f0-35ea7e2080fd/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD53123456789/53502025-02-04 12:10:45.072open.accessoai:ri.ucsal.br:123456789/5350https://ri.ucsal.brRepositório Institucionalhttp://ri.ucsal.br:8080/oai/requestrosemary.magalhaes@ucsal.bropendoar:2025-02-04T12:10:45Repositório Institucional da UCSAL - Universidade Católica de Salvador (UCSAL)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
| dc.title.none.fl_str_mv |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| title |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| spellingShingle |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba Correia, Andréa Ariadna Santos Prisão cautelar Internação provisória Hospital de Custódia e Tratamento - Salvador Reforma psiquiátrica Sistema prisional Saúde mental |
| title_short |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| title_full |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| title_fullStr |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| title_full_unstemmed |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| title_sort |
O doido criminoso contra o resto do mundo: um estudo sobre a legalidade da internação cautelar no Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador - Ba |
| author |
Correia, Andréa Ariadna Santos |
| author_facet |
Correia, Andréa Ariadna Santos Lepikson, Maria de Fátima Pessôa (Orient.) |
| author_role |
author |
| author2 |
Lepikson, Maria de Fátima Pessôa (Orient.) |
| author2_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Correia, Andréa Ariadna Santos Lepikson, Maria de Fátima Pessôa (Orient.) |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Prisão cautelar Internação provisória Hospital de Custódia e Tratamento - Salvador Reforma psiquiátrica Sistema prisional Saúde mental |
| topic |
Prisão cautelar Internação provisória Hospital de Custódia e Tratamento - Salvador Reforma psiquiátrica Sistema prisional Saúde mental |
| description |
A pesquisa analisou a legalidade da manutenção de internações cautelares provisórias de réus considerados (ou com suspeita de serem) inimputáveis, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) da Bahia, sob a perspectiva de possíveis violações de direitos no Estado da Bahia. Por meio do exame de decisões judiciais e laudos psiquiátricos, constatou-se que o uso recorrente da internação provisória, sem reavaliação periódica, configura um mecanismo de exclusão social, em afronta ao Código de Processo Penal (especialmente os arts. 282 e 319), à Lei 10.216/2001, ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) e a tratados internacionais de direitos humanos, como as Regras de Mandela e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU). O estudo quantitativo e qualitativo revela que a carência de serviços de saúde mental na maioria dos municípios do interior da Bahia – boa parte sem Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – fortalece a prática de manter os indivíduos em internação compulsória por tempo indeterminado. Essa realidade é agravada pela ausência de avaliações concretas de periculosidade e pela aplicação indiscriminada de medidas cautelares diversas da prisão, que, na prática, tornam-se uma forma de confinamento prolongado. Em tal cenário, o HCTP funciona como espaço de contenção em detrimento do cuidado e da reabilitação, reforçando padrões raciais e de classe que marginalizam grupos vulneráveis. A revisão da literatura, ancorada em teóricos como Erving Goffman (“instituição total”), Michel Foucault (“poder disciplinar”), Alessandro Baratta e Eugenio Raúl Zaffaroni, demonstrou como a internação compulsória prolongada reproduz um sistema de opressão, voltado ao controle social dos “indesejáveis”. Nesse sentido, o HCTP acaba por desrespeitar a própria finalidade terapêutica, tornando-se instrumento de segregação. A falta de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) e de serviços comunitários contraria a Resolução 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei 10.216/2001, que preconizam a excepcionalidade da internação e a prioridade do cuidado em liberdade. Em conclusão, a tese sustenta que a manutenção de internações cautelares provisórias no HCTP da Bahia é ilegal e configura constrangimento ilegal, pois viola princípios constitucionais, disposições do Código de Processo Penal e tratados internacionais de direitos humanos. Defende-se, assim, a necessidade de revisão das decisões judiciais que impõem a internação sem fundamentação concreta, bem como o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como forma de assegurar tratamento adequado, evitando o uso abusivo e discriminatório da internação psiquiátrica. A superação desse modelo requer investimentos em saúde mental comunitária e políticas públicas inclusivas, em consonância com os valores constitucionais de dignidade da pessoa humana, autonomia e não discriminação. |
| publishDate |
2024 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2024-11-29 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2025-02-04T12:07:24Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2025-02-04T12:07:24Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://ri.ucsal.br/handle/123456789/5350 |
| url |
https://ri.ucsal.br/handle/123456789/5350 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
UCSal, Universidade Católica do Salvador |
| publisher.none.fl_str_mv |
UCSal, Universidade Católica do Salvador |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UCSAL instname:Universidade Católica de Salvador (UCSAL) instacron:UCSAL |
| instname_str |
Universidade Católica de Salvador (UCSAL) |
| instacron_str |
UCSAL |
| institution |
UCSAL |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UCSAL |
| collection |
Repositório Institucional da UCSAL |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://ri.ucsal.br/bitstreams/40938fbe-164c-441e-9d2b-c63be1075441/download https://ri.ucsal.br/bitstreams/9132d44b-3c33-402d-b0f0-35ea7e2080fd/download |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
6132e024e8084b980d061e452d08da1d bb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UCSAL - Universidade Católica de Salvador (UCSAL) |
| repository.mail.fl_str_mv |
rosemary.magalhaes@ucsal.br |
| _version_ |
1830840098317402112 |