Valores orientadores de prevenção para cobre e zinco em solos subtropicais brasileiros: uma abordagem ecotoxicológica.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23002 |
Resumo: | As pressões antrópicas decorrentes da cresce expansão populacional humana e de suas atividades têm contribuído substancialmente com a degradação do solo. Dentre os principais contaminantes de relevante interesse ambiental encontram-se alguns elementos-traço, como o cobre e o zinco que, embora sejam essenciais ao metabolismo, quando em altas concentrações resultam em diversos prejuízos aos organismos expostos. Seguindo o modelo internacional, o Brasil associa a qualidade do solo a valores orientadores na forma da Resolução n. 420/2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). O Valor de Prevenção (VP) é definido como a concentração de um determinado contaminante abaixo da qual não são esperados efeitos adversos sobre o constituinte biológico do ecossistema. Dada a vasta diversidade pedológica brasileira, o VP adotado em nível nacional pode não ser protetivo aos diferentes tipos de solo encontrados no País. Deste modo, o objetivo da presente Tese foi determinar VP tanto para o cobre quanto para o zinco em solos subtropicais representativos do Estado de Santa Catarina. Para tanto, a investigação contou com diferentes etapas: no Capítulo I, um diagnóstico preliminar baseado em pesquisa bibliográfica foi realizado para ilustrar o estado atual da ecotoxicologia de elementos-traço em bioindicadores da fauna do solo no Brasil; nos Capítulos II e III foram avaliados os impactos da contaminação por cobre e por zinco em enquitreídeos e colêmbolos em um Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico latossólico (Argissolo) e em um Latossolo Vermelho Distrófico retrático (Latossolo), representativos de duas importantes regiões econômicas do Estado de Santa Catarina, cujas principais atividades são potenciais fontes emissoras dos contaminantes; e no Capítulo IV, com base nos dados da avaliação ecotoxicológica, foram sugeridos VP para o cobre e para o zinco por intermédio de Curvas de Distribuição de Sensibilidade de Espécies (SSD) e da subsequente obtenção da concentração de perigo (HC5). As espécies estudadas incluíram os colêmbolos Folsomia candida, Proisotoma minuta e Sinella curviseta e os enquitreídeos Enchytraeus crypticus, E. bigeminus e E. dudichi. O procedimento metodológico seguiu as recomendações de padronização da International Organization for Standardization (ISO) e permitiu a obtenção das concentrações de efeito capazes de reduzir em 20% e 50% a reprodução dos organismos. Os resultados do Capítulo I propiciaram a verificação do quão pouco explorada no Brasil tem sido a ecotoxicologia terrestre e a pouca representatividade geográfica dos solos avaliados. Nos Capítulos II e III, verificou se que a contaminação afetou negativamente todos os organismos, sendo que as espécies fragmentadoras de enquitreídeo E. bigeminus e E. dudichi foram as mais sensíveis. Por fim, no Capítulo IV, ao terem sido empregados diferentes fatores de incerteza no cálculo dos valores orientadores, foram sugeridos VP para o cobre de 171,62 mg kg-1 no Latossolo e de 106,01 mg kg-1 no Argissolo. Para o zinco, os VP calculados foram de 108,86 mg kg-1 no Latossolo e de 74,29 mg kg-1 no Argissolo. Por fim, é relevante destacar que os resultados e discussões apresentados ao longo de toda a Tese tencionam contribuir para a adoção de ações voltadas à mitigação da degradação do solo. A relevância dos resultados reside tanto na contribuição científica quanto no impacto potencial sobre políticas públicas de meio ambiente. Espera-se que este trabalho inspire novas pesquisas e ajude a consolidar a ecotoxicologia como uma ferramenta essencial para a preservação ambiental no Brasil. |
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