Caracterização morfofisiológica de plantas de aveia branca submetida a redução da radiação solar.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Cigel, Camila
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23309
Resumo: A aveia é um cereal de inverno com crescente importância no sul do Brasil. Algumas condições ambientais podem influenciar no desenvolvimento, rendimento de grãos e qualidade das sementes de aveia. A menor disponibilidade de radiação em ambientes integrados lavoura floresta pode ser um exemplo disso. Objetivou-se avaliar o crescimento e rendimento de grãos de plantas de aveia branca produzidas sob orientações e intensidades de sombreamento, em determinados períodos do desenvolvimento durante o ciclo produtivo. Os experimentos foram conduzidos em 2020 e 2021, com a cultivar URS Altiva. Para experimento com sombreamento intermitente, utilizou-se esquema fatorial 2x4x4: duas orientações das faixas de sombreamento (norte/sul -N/S; leste/oeste -L/O); quatro intensidades (0; 25; 50; 75%); e quatro períodos do desenvolvimento definidos entre estádios fenológicos (11-31; 31-55; 55-69; 69-79). Em sombreamento contínuo, utilizou-se fatorial 4x2, os quatro níveis de sombreamento e duas orientações, impostas da primeira folha expandida até a maturidade de colheita. Aumentos de 10% na intensidade de sombreamento causaram redução para RG, de 85 kg.ha-1 (L/O) e 70 kg.ha-1 (N/S). A área foliar (AF) e massa seca (MS) foram menores sob 75% de sombreamento nos estádios 11 a 31 (4,0 cm2 e 0,4 g). A restrição luminosa durante os estádios 31-55 das plantas, reduziu número de espiguetas por panícula (NEP) (22 e 29%), grãos por planta (NGP) (26 e 13%), massa de mil grãos (MMG) (6,6 e 13%) índice de colheita (IC) (9 e 8%), e rendimento de grãos (RG) nas orientações L/O e N/S. As sementes produzidas apresentaram alta germinação (>97%) e vigor (>94%). Houve efeito negativo na maior intensidade de sombreamento intermitente testado no vigor por condutividade elétrica e envelhecimento acelerado. A CE das sementes aumentou 0,3 (L/O) e 0,5 μS.cm-1 .g -1 (N/S) para cada 10% de sombreamento imposto, e o vigor por EA reduziu 1% sob aumentos de 25% de sombra; porém, o vigor pelo EA e frio se manteve acima de 95%. Sob sombreamento contínuo, observou-se atraso na senescência das plantas, redução de MS, AF, altura de plantas e componentes de rendimento, principalmente sob alto nível (75%) de sombreamento e orientação N/S. Conclui se que sombreamento nas orientações N/S ou L/O afetam, em magnitude variável: o índice de clorofila apresenta variação sob limitação na radiação e retorno a pleno sol, caracterizando recuperação; alta intensidade de sombra (75%) reduz NGP, MMG, peso hectolitro (PH), IC e RG; intensidades crescentes reduzem a AF, MS, RG e vigor das sementes por CE e EA; a germinação e vigor das sementes produzidas sob sombreamento conforme condições testadas 97% e 94%, respectivamente); sombreamento no período entre os estádios 11 a 31 afeta negativamente a altura, AF, MS das plantas, em 31-55 causa reduções nos componentes de rendimento, e entre 31-55 e 55-69 não causa prejuízos ao vigor por CE. Para sombreamento contínuo, conclui-se que o sombreamento na orientação N/S durante todo desenvolvimento das plantas se mostrou mais prejudicial de que L/O; nível de sombreamento baixo não afeta o desenvolvimento, a produção e a qualidade de grãos e de sementes de aveia branca.
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