Avaliação do equilíbrio corporal em idosas praticantes de atividade física: valores de referência e fatores associados
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24289 |
Resumo: | O equilíbrio corporal é considerado um dos fatores importantes relacionados a quedas, à qualidade de vida e independência, tornando-se relevante sua avaliação. O objetivo geral do estudo é analisar o equilíbrio corporal de idosas praticantes de atividade física quanto aos valores de referência e aos fatores associados. O Capítulo/Artigo 1 tem como objetivo estabelecer valores de referência dos testes de equilíbrio para idosas praticantes de atividade física, em diferentes faixas etárias. A amostra foi composta por 192 idosas entre 60 e 79 anos praticantes de atividade física que realizaram os testes: Timed Up and Go (TUG), Apoio Unipodal (AU), Sentar e Levantar 5 vezes (SL5), Alcance Funcional (AF) e o Tandem Test (TT). Foi realizada estatística descritiva (análise de percentil) e teste U de Mann Whitney. Observou-se que para as idosas de 60 e 69 anos terem seu equilíbrio “bom”, devem apresentar resultados inferiores a 5,7segundos (s) no TUG; atingirem a marca de 30s no AU; realizarem o SL5 em menos de 8,5s e apresentar resultado superior a 35,5 centímetros (cm) no AF. Para as idosas de 70 a 79 anos, para terem equilíbrio “bom”, devem apresentar resultados inferiores a 5,9s no TUG; atingirem 30s no AU; realizarem o SL5 em menos de 8,5s e apresentar resultado superior a 33cm no AF. Para o TT, a maioria das idosas praticantes de atividade física atingiram o efeito teto. Já o capítulo/Artigo 2 teve como objetivo verificar os fatores associados ao equilíbrio de idosas praticantes de atividade física. Foram avaliadas 178 idosas por meio do TUG, AU, SL5, AF e Utilizou-se uma ficha com questões sobre características socioeconômicas, condições de saúde (presença de doenças, uso de medicamentos e histórico de cirurgia), quedas, dor, visão e audição. Foi utilizada análise de regressão logística binária (p<0,05). Como resultado, as variáveis que mais explicaram o desempenho ruim no modelo do TUG foram: renda mensal de até 3 salários mínimos (OR=3,34; 95%IC=1,47 - 7,6), presença de diabetes (OR=3,23; 95%IC=1,14 - 9,16) e de artrose (OR=1,96; 95%IC=0,88 - 4,36). No modelo do AU, as variáveis foram presença de artrose (OR=2,28; 95%IC=1,11 - 4,66) e escolaridade menor ou igual a 8 anos (OR=1,97; 95%IC=1,01 - 3,84). Para o SL5, apresentou-se associado o consumo igual ou maior do que 4 medicamentos (OR=2,56; 95%IC=1,2 - 5,46), não praticar atividade física em outro lugar além do local de avaliação (OR=2,01; 95%IC=1,05 - 3,83) e não ter histórico de cirurgia (OR=3,05; 95%IC=1,02 - 12,51). Já no AF, as variáveis foram percepção de saúde ruim (OR=2,77; 95%IC=1,21 - 6,33), apresentar histórico de cirurgia (OR=4,04; 95%IC=1,14 - 14,24) e dor na parte superior do corpo (OR=1,98; 95%IC=1,00 - 3,92). Parâmetros de desempenho em teste de equilíbrio são mais exigentes quando comparados com outros parâmetros físicos observados na literatura. Além disso, o equilíbrio corporal, em suas distintas formas de avaliação, é explicado por aspectos multifatoriais, não havendo uma variável que explique o desempenho ruim nos quatro testes avaliados. |
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