Processo de formação esportiva no basquetebol: estudo com atletas brasileiros
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/21039 |
Resumo: | A investigação sobre a formação esportiva é realizada em inúmeros países, porém a maioria é realizada com atletas que atingiram a elite da modalidade, observando-se lacunas na análise do processo formativo de atletas na fase final da formação e em transição para as categorias adultas. Nesse sentido, o objetivo geral deste estudo foi analisar o processo de formação esportiva de atletas de basquetebol no Brasil. Foi realizada uma pesquisa de método misto, com estratégia explanatória sequencial, a partir de duas fases. Na primeira fase, de abordagem quantitativa, foi utilizado o Instrumento de Avaliação da Formação Esportiva no Basquetebol (IAFEB) e a Ficha de caracterização dos atletas. Participaram 141 atletas (78,7% do sexo masculino e 21,3% do sexo feminino) de 18 e 19 anos, que competiram no Brasil, na temporada 2021. A análise foi realizada por meio do teste de Kruskal-Wallis e a associação entre as variáveis com o Chi2. Na segunda fase, de abordagem qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 24 atletas, selecionados com base nos resultados quantitativos. A análise foi guiada pela análise temática. Os resultados demonstraram que até os dez anos poucos atletas praticavam basquete e quem praticava buscava a modalidade por lazer. A partir dos 11, a maioria já treinava de forma sistemática e com 13 começaram a participar de competições. Aos 15 anos, a frequência semanal de treinamento aumentou, assim como a motivação e a influência do envolvimento esportivo escolar para o basquetebol, permanecendo alta até os 18 e 19 anos. A família forneceu suporte em todas as etapas, sendo o suporte emocional e tangível mais presente até os 17 anos, enquanto o suporte informativo foi mais proeminente na fase atual da formação na modalidade. Os colegas forneceram suporte emocional e informativo, sobretudo a partir dos 15 anos. O clube, a escola e os treinadores proveram algum tipo de auxílio para que os atletas se mantivessem na prática do basquetebol, porém sem diferenças estatísticas entre as fases. Os ginásios públicos e privados foram os locais mais frequentados pelos atletas para a prática do basquetebol, sendo o ginásio privado percebido como mais propício para o desenvolvimento esportivo em termos de estrutura e materiais, após os 11 anos. As narrativas mostraram que as opções de acesso e continuidade no esporte são influenciadas por fatores como a disposição geográfica dos atletas e suas famílias. Conclui-se que, o processo de formação esportiva aconteceu por meio de atividades diversificadas até os 10 anos, maior envolvimento com o basquete a partir dos 11, e foco no rendimento a partir dos 15 anos. A família forneceu suporte ao longo de todo processo, enquanto os colegas tiveram um papel mais efetivo a partir dos 15 anos, idade em que a qualidade do contexto passou a ser mais influente para os atletas. Além das contribuições teóricas, as evidências obtidas oferecem suporte preliminar para a formação de atletas no Brasil e auxílio em tomadas de decisão para ampliar as oportunidades de acesso, engajamento e contextos de qualidade para a formação esportiva no país. |
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