Sopros e travessias: culturas afrodiaspóricas em composição de uma educação criativo-decolonial em oficinas de pífano
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22991 |
Resumo: | A pesquisa problematiza os modos hegemônicos de ensinar e aprender música, desvinculados das experiências, saberes e formas de existência afrodiaspóricas. Diante disso, objetiva-se compreender de que maneira as culturas e epistemologias afrodiaspóricas podem mobilizar modos outros de ser, saber e poder para uma educação musical criativo-decolonial. O referencial teórico da pesquisa articula o pensamento decolonial latino-americano (Mignolo, 2005; Quijano, 2005; Walsh, 2014; Maldonado-Torres, 2008; Grosfoguel, 2018; Ballestrin, 2013; Bernardino-Costa, Maldonado-Torres e Grosfoguel, 2018) com abordagens da criatividade na educação musical (Beineke, 2008, 2012, 2015, 2023, 2020; Brito, 2010) e o pensamento negro brasileiro (Sodré, 1988; Gomes, 2003, 2011, 2012, 2018; Martins, 2003; Souza, 2020, 2024), construindo uma perspectiva criativo-decolonial de ação pedagógica. A proposta metodológica se inscreve na Pesquisa Baseada nas Artes (Leavy, 2020; Oliveira e Charreu, 2016; Finley, 2003; Seppälä, Sarantou e Miettinen, 2021), com ênfase na construção de um ecossistema pedagógico ancorado nas culturas dos terreiros, da capoeira e do samba de roda. O campo empírico se desenvolveu no projeto Ventos do Quilombo, realizado no Quilombo Estúdio, em Florianópolis, com oficinas de pífano voltadas à criação musical coletiva. A análise revelou modos de ser, saber e poder nas relações entre pessoas e músicas que fissuraram a colonialidade no ensino de música no projeto: o ser-criar, o saber-griô e o poder-atuar. Nesta tese, defende-se que esses modos tensionaram a competitividade, produtibilidade, a razão cristã, a individualidade, as dualidades, hierarquias culturais e subalternização de saberes, trazendo princípios pedagógicas que podem compor a educação musical como território do decolonial e criativo. Em suas encruzilhadas e travessias, propiciam o vivenciar da música como prática de resistência, invenção e transformação. |
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A pesquisa problematiza os modos hegemônicos de ensinar e aprender música, desvinculados das experiências, saberes e formas de existência afrodiaspóricas. Diante disso, objetiva-se compreender de que maneira as culturas e epistemologias afrodiaspóricas podem mobilizar modos outros de ser, saber e poder para uma educação musical criativo-decolonial. O referencial teórico da pesquisa articula o pensamento decolonial latino-americano (Mignolo, 2005; Quijano, 2005; Walsh, 2014; Maldonado-Torres, 2008; Grosfoguel, 2018; Ballestrin, 2013; Bernardino-Costa, Maldonado-Torres e Grosfoguel, 2018) com abordagens da criatividade na educação musical (Beineke, 2008, 2012, 2015, 2023, 2020; Brito, 2010) e o pensamento negro brasileiro (Sodré, 1988; Gomes, 2003, 2011, 2012, 2018; Martins, 2003; Souza, 2020, 2024), construindo uma perspectiva criativo-decolonial de ação pedagógica. A proposta metodológica se inscreve na Pesquisa Baseada nas Artes (Leavy, 2020; Oliveira e Charreu, 2016; Finley, 2003; Seppälä, Sarantou e Miettinen, 2021), com ênfase na construção de um ecossistema pedagógico ancorado nas culturas dos terreiros, da capoeira e do samba de roda. O campo empírico se desenvolveu no projeto Ventos do Quilombo, realizado no Quilombo Estúdio, em Florianópolis, com oficinas de pífano voltadas à criação musical coletiva. A análise revelou modos de ser, saber e poder nas relações entre pessoas e músicas que fissuraram a colonialidade no ensino de música no projeto: o ser-criar, o saber-griô e o poder-atuar. Nesta tese, defende-se que esses modos tensionaram a competitividade, produtibilidade, a razão cristã, a individualidade, as dualidades, hierarquias culturais e subalternização de saberes, trazendo princípios pedagógicas que podem compor a educação musical como território do decolonial e criativo. Em suas encruzilhadas e travessias, propiciam o vivenciar da música como prática de resistência, invenção e transformação. |
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