Indígenas mulheres: política, lutas e saberes em terras nordestinas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Andrade, Andreza de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000mpjj
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/1205
Resumo: O texto apresentado é resultado de uma pesquisa desenvolvida junto às comunidades indígenas Mendonça do Amarelão – RN e Jenipapo-kanindé – CE e parte da centralidade das mulheres como lideranças nestas comunidades para problematizar aspectos da cultura política das comunidades à luz de uma perspectiva descolonial das práticas políticas, das relações de gênero e da organização coletiva dos povos originários de modo geral e das indígenas mulheres de modo específico. As protagonistas desta trama histórica foram Tayse Potyguara (liderança Mendonça), Cacique Pequena e Cacika Irê (lideranças Jenipapo-kanindé), cujas atuações políticas se estendem para além de seus territórios, reverberando tanto no Movimento Indígena quanto em políticas institucionais. Elas são o fio condutor que leva à uma análise historiográfica que as associa à uma ampla tradição de resistência e atuação política das indígenas mulheres no Brasil. A partir do uso da metodologia da história oral e guiada pelas memórias destas mulheres, busco delinear elementos de um cenário histórico de ampla resistência dos povos originários em um recorte espacial no Nordeste, região que abriga a segunda maior parcela de população indígena no país. Suas memórias são os fios que ajudam a conectar a história do tempo presente, no qual se percebe o fortalecimento da militância e da presença das indígenas mulheres nos espaços políticos e de poder institucional, à ancestralidade que trazem consigo, que nos remete à sua luta e de seus povos contra todas as formas de colonialidade, e que é travada a partir de seus corpos-território, de sua organização política e da influência que tradicionalmente exercem junto às suas comunidades. A partir da critica social inscrita no campo do chamado giro decolonial busquei constituir análises acerca das práticas de resistência das indígenas mulheres tanto a partir de suas organizações coletivas no âmbito de suas comunidades, quanto para além delas, chamando atenção para o protagonismo que a epistemologia assume como instrumento de uma resistência política atravessada pela constituição de uma cultura histórica na qual seus povos são protagonistas do enredo histórico. Algo que se faz notar a partir da centralidade que a produção de conhecimento assume nos discursos e na militância das interlocutoras, quando elas mesmas se inscrevem como produtoras de conhecimento. Interessadas em ocupar espaços acadêmicos como forma de constituir à crítica à colonialidade desde os espaços coloniais como a academia. Em função disso se dá a análise de suas escrevivências apresentadas a partir da produção de suas próprias pesquisas acadêmicas.
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