Atributos físicos do solo, estoques e fracionamento de carbono orgânico em sistemas regenerativos de produção de grãos em comparação a áreas nativas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Beckert, Ana karina Veiga
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22965
Resumo: Compreender e quantificar os impactos do uso e manejo do solo é a base para o desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis. Diante disso, objetivou-se avaliar, determinar e correlacionar os atributos físicos porosidade, densidade, estabilidade de agregados, resistência à penetração mecânica e infiltração de água com as concentrações das frações do carbono orgânico e apontar a sua conexão de qualidade e saúde do solo, em solos classificados como Latossolo, submetidos a tempos (30, 6 e 4 anos) em sistemas regenerativos de manejo (SRM) tendo como referência áreas de mata nativa. O presente estudo foi conduzido em áreas de cultivo comercial de grãos de base regenerativa e em áreas de mata nativa (MN) adjacente, nos municípios de Campos Novos, Zortéa, em Santa Catarina e Vacaria, no Rio Grande do Sul. Foram utilizados para análises dos resultados o teste de normalidade por Kolgomorov-Smirnov e comparação de médias por Tukey ambos com 5% de significâncias e correlação de Pearson para avaliar a relação existente entre atributos físicos e carbono orgânico total. Os atributos físicos do solo de forma geral, não apresentaram limitação para o desenvolvimento das plantas. A densidade encontra-se dentro do limite crítico aceitado para o tipo de solo (argiloso) entre 1,40 g cm-3 e 1,50 g cm-3. A porosidade apresentou melhores resultados nas áreas de mata nativa, porém não foi limitante nas áreas de cultivo, mantendo a capacidade de drenagem, retenção e aeração do solo. A resistência à penetração, em todas as áreas, está abaixo do limite crítico para o desenvolvimento do sistema radicular, uma vez que os valores não ultrapassaram os 2000 kPa, assim como os demais atributos, não indicaram limitação para o desenvolvimento das plantas. A estabilidade dos agregados não apresentou relação significativa com o carbono orgânico. A área com maior tempo de adoção do manejo (SRM30) apresenta estoques de carbono semelhantes à MN, variando de 28,8 Mg ha-1 na camada 0 a 5 cm a 22,0 Mg ha-1 na camada 10 a 20 cm. A área SRM6 foi semelhante à mata nativa para carbono associado aos minerais com valores de 24,8 e 25,9 g kg-1 na última camada, e apresentou diferença nas camadas superficiais. Os teores de carbono orgânico particulado (COP) na SRM30 e MN30 foram semelhantes, com valores de 9,0; 10,0; 8,8 e 9,0; 9,2; 9,2 g kg-1, nas três camadas respectivamente; para carbono orgânico associado aos minerais (COAM), os valores foram de 42,0; 37,7; 29,4 e 59,0; 37,7 e 29,4 g kg-1, nas três camadas, respectivamente. Para as áreas SRM6 e MN6, os teores de COP foram 11,0; 7,1; 4;6 e 20,5; 16,9; 15,0 g kg-1, nas três camadas, respectivamente. Nas áreas SRM4 e MN4, os teores de COP foram 3,2; 4,1; 1,7 e 20,4; 10,0; 9,3 g kg-1, nas três camadas, respectivamente. Diante disso, conclui-se que o sistema regenerativo com 30 anos apresenta estoque de carbono no solo semelhante a mata nativa.
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