Relação entre incontinência urinária, atividade física, assoalho pélvico, força muscular respiratória e qualidade de vida em idosas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Costa, Damiana Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/0013000002f2x
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22583
Resumo: Esta tese teve como objetivo analisar a relação entre incontinência urinária (IU), prática de atividades físicas (AF), força muscular do assoalho pélvico (FAP) e respiratória (FR), e qualidade de vida (QV) em mulheres. Com base na Teoria Integral da Continência e em um modelo que relaciona diferentes intensidades de AF à IU, a pesquisa visou preencher lacunas no conhecimento sobre o tema. A tese foi estruturada em dois artigos. O Artigo A verificou a associação entre intensidades de AF, comportamento sedentário (CS) e a prevalência de IU em mulheres adultas e idosas brasileiras, utilizando dados da primeira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), com 4.020 participantes acima de 50 anos. As mulheres foram classificadas em quatro categorias: AF suficiente/baixo CS, AF suficiente/alto CS, AF insuficiente/baixo CS e AF insuficiente/alto CS. A análise de regressão ajustada mostrou que a AF moderada reduziu significativamente a prevalência de IU (RP: 0,66–0,73; IC95%: 0,48–0,99), enquanto a AF vigorosa aumentou a prevalência de IU (RP: 1,69–1,92; IC95%: 1,06–3,03). Além disso, o CS ≥6 horas/dia foi identificado como um fator associado ao aumento da prevalência de IU (RP: 1,54–1,66; IC95%: 1,06–2,44). A combinação de AF suficiente e baixo CS resultou em uma redução de 31% a 35% na prevalência de IU (RP: 0,65–0,70; IC95%: 0,45–0,99), após ajuste por fatores sociodemográficos e físicos. O Artigo B avaliou o impacto de um protocolo de Pilates de solo na FAP, FR e QV de idosas com IU. Oito idosas com média de idade de 68,1 anos participaram de 12 semanas de Pilates, com sessões de 60 minutos realizadas duas vezes por semana. Foram avaliados sintomas de IU (International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form - ICIQ-SF), QV (King’s Health Questionnaire - KHQ), FAP (esquema PERFECT) e FR (manovacuometria) antes e após a intervenção, e em um follow-up de 12 meses. Após o programa de Pilates, observou-se uma melhora na FR (PImáx: -54,8±22,6 cmH2O para -67,4±22,1 cmH2O, d= 0,57), nos sintomas de IU (ICIQ-SF: 13,4±2,50 para 6,0±5,35, d= 1,77) e na QV, especialmente nos domínios "Impacto da incontinência" (66,7±30,9 para 37,5±33,0, d= 0,91) e "Limitações de vida diária" (45,0±36,8 para 20,0±20,2, d= 0,84). Entretanto, no follow-up de 12 meses, alguns benefícios diminuíram, especialmente no controle dos sintomas de IU (ICIQ-SF: 6,0±5,35 para 8,4±5,13), nas “Limitações de vida diária” (20,0 ± 20,2 para 40,0 ± 22,5), nas “Emoções” (12,5 ± 17,3 para 34,7 ± 28,1) e nas “Medidas de Gravidade” (29,2 ± 28,4 para 48,6 ± 29,1). Em conclusão, o estudo sugere que a AF moderada, associada a um baixo CS, reduz a prevalência de IU em mulheres adultas e idosas. O Pilates de solo mostrou efeitos positivos na FAP, FR e QV de idosas com IU, embora alguns benefícios sofreram mudanças ao longo do tempo. A continuidade das intervenções é essencial para manter os resultados a longo prazo. Programas de promoção à saúde que incentivem o Pilates e AF devem ser encorajados. Estudos futuros com amostras maiores e ensaios clínicos controlados são recomendados para fortalecer esses achados.
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