Indivíduos diabéticos com extremidade inferior ulcerada: evidências a partir de imagem termográfica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Oliveira, Elaine Ferreira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000dnz3
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/21732
Resumo: Introdução: Diabetes Mellitus acomete 387 milhões de indivíduos, projetando-se aumento de 150% desta população até 2035. Aproximadamente 6,9% dos brasileiros são diabéticos. Algumas complicações como neuropatia e pé diabético, geram alterações vasculares periféricas que, associados a falta de tratamento precoce e adequado, repercute num alto índice de lesões, até amputações, considerável fator de incapacidade, invalidez e morte. Gradientes de temperatura que detectam fluxo sanguíneo anormal, são captados pela Termografia Infravermelha (TI), indicando precocemente dano tecidual e ulceração. Objetivo: Revisar o estado da arte acerca da TI como método avaliativo da EI de indivíduos diabéticos, investigar a evolução e desfechos de indivíduos diabéticos em tratamento ambulatorial a partir da análise qualiquantitativa das imagens termográficas, e mapear o padrão termográfico a partir do modelo de angiossomas e do protocolo adaptado de avaliação termográfica para Membro Inferior. Método: Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL) e um Estudo Longitudinal (EL). A RIL incluiu estudos que abordaram avaliação da EI de indivíduos diabéticos com TI, publicados na última década nas bases PubMed, Lilacs, Capes, Scopus e Web Of Science, em português, espanhol e inglês, apresentando no título ou resumo, termos das estratégias de busca (Thermography, Temperature, "Diabetes Mellitus", "Diabetic Foot", "Lower Extremity"). O EL consistiu no recorte amostral de 33 indivíduos diabéticos, a partir da análise de 100 prontuários de pacientes em tratamento ambulatorial em um hospital público, com EI ulcerada, avaliados pela TI. As imagens termográficas capturadas pela câmera infravermelha Flir®T420 detectaram as temperaturas máxima, mínima e média de cada angiossoma e região de interesse (RI). Utilizou-se o teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov, teste T para comparação de médias e teste exato de Fisher para associação. Resultados: Dos 259 estudos encontrados, 6 foram selecionados para RIL. Observou-se que para identificar déficits vasculares e neuropáticos desencadeadores de lesões na EI, são utilizados sistemas classificadores através de RI’s, angiossomas e comparação de temperatura. No EL, 51,5% da amostra eram mulheres e 48,5% homens, com idade média de 65 (±8,4) anos. Houve preponderância do desbridamento no tratamento. O desfecho óbito apontou acometimento por feridas em tornozelo (R18, R19). O desfecho amputação apresentou diferença significativa na comparação das temperaturas em 14 RI’S e 2 Angiossomas. O desfecho continuidade do tratamento apresentou associação com a hipotermia do dorso superior (R11) e tornozelo (R18, R19). O desfecho descontinuidade do tratamento teve associação com hipotermia das RI’s, sendo a temperatura média do retropé (R3) a única a apresentar normotermia. A média da diferença de temperatura máxima encontrada foi 3,3°C na avaliação. Na análise qualitativa das imagens termográficas, houve prevalência na simetria da coloração e hiporradiação da EI. Os indivíduos reavaliados apresentaram hiper-radiação comparada a avaliação, sugerindo melhora vascular de regiões isquêmicas. Conclusão: A RIL mostra eficácia da avaliação pela TI no diagnóstico precoce, acompanhamento e prognóstico da EI de indivíduos diabéticos. O EL integrou avaliações a partir de angiossomas, RI, e comparação da coloração e da radiação da imagem termográfica da EI. Esta integração ampliou as possibilidades diagnósticas e a monitorização desta região dos indivíduos diabéticos.
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