Características da amplitude de movimento de mulheres com artrite reumatoide e sua relação com o tempo de diagnóstico, nível de atividade da doença e capacidade funcional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Mezzari, Melissa Andrea Jeannet Michaelsen Cardoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24295
Resumo: A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica, associada a alterações imunológicas sistêmicas que afetam de forma simétrica as articulações sinoviais, com predileção por articulações periféricas, sendo o sexo feminino duas a três vezes mais afetado pela AR. Os sintomas da AR são decorrentes do quadro inflamatório prolongado e da destruição das articulações, causando dor, rigidez e edema articular, com consequente perda da força muscular e amplitude de movimento articular (ADM), tendo como consequência redução na capacidade funcional. O objetivo deste estudo foi analisar as relações entre a ADM com o tempo de diagnóstico, o nível de atividade da doença e a funcionalidade em indivíduos com AR. Participaram do estudo 49 mulheres com diagnóstico clínico de AR pareadas por idade (±2 anos) com um grupo controle saudável (n=39). Foram avaliadas características sociodemográficas; características clínicas, incluindo a avaliação do nível de atividade da doença por meio do Disease Activity Score 28 (DAS-28); capacidade funcional por meio do Health Assessment Questionnaire Disability Index (HAQ) e ADM por meio de goniometria e da escala da Escola Paulista de Medicina (EPM-ROM). Verificou-se que as mulheres com AR apresentaram uma redução na ADM em relação ao GC, sendo que as articulações mais comprometidas foram: punho, quadril e joelho. Este resultado foi diretamente relacionado com a capacidade funcional avaliada pelo HAQ, onde o GAR também apresentou prejuízo em comparação ao GC. A relação da ADM com o tempo de diagnóstico da AR foi fraca, evidenciando que o maior comprometimento articular ocorre no início da doença. Por fim, DAS-28 não parece ter inflienciado na redução da ADM na amostra avaliada, indicando que apesar do processo inflamatório e dos sintomas associados à AR, as pacientes se esforçam para a realização de suas atividades diárias, respeitando e compensando suas limitações articulares. Estes resultados destacam a importância de uma avaliação global da ADM em pacientes com AR, visando uma melhor compreensão dos comprometimentos funcionais associados aos danos articulares. Além disso, estes dados contribuem para os profissionais envolvidos na recuperação funcional dos pacientes, bem como para o desenvolvimento de produtos e equipamentos que possibilitem uma maior produtividade laboral, ocupacional e recreacional de indivíduos com AR.
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