O outro em O Ser e o Nada de Jean Paul Sartre
| Ano de defesa: | 2003 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=26559 |
Resumo: | Esta dissertação intitulada "O outro em O Ser e o nada" tenta reconstruir o conceito sartriano do outro fazendo uma abordagem aos relacionamentos. Esse tema foi escolhido devido a uma constatação observada: a dificuldade em estabelecer uma relação integralmente harmoniosa com o outro. Para isso, primeiramente definimos o homem enquanto consciência individual, levando questionamentos como: o que é a existência? O que e a consciência, a liberdade e os sentimentos existenciais? Em seguida, descrevemos o homem enquanto consciência incompleta que necessita do outro, a consciência que se relaciona, o ser-Para-outro(être-por-autri). Essa análise encontra-se logo no primeiro capítulo chamado de os pressupostos ontológicos. No segundo capítulo, salientamos as possibilidades de relacionamentos, tais como: o amor, a linguagem, o masoquismo, a indiferença, o ódio, o sadismo. A hipótese observada demonstrou que muitos relacionamentos ditos harmoniosos constituem uma grande farsa. As pessoas encenam a tranqüilidade e a harmonia para manterem a ordem, o respeito e a tradição, como um disfarce para elas mesmas dentro de um teatro universal, a isso Sartre chamou de má-fé, uma mentira interna. A principal hipótese deste trabalho sustenta que o outro é aquele que detém a chave do cerne do meu ser, portanto para que eu possa obter qualquer verdade sobre mim é preciso que eu passe pelo outro. No entanto, o olhar do outro faz-me sentir medo, vergonha. A unidade que eu tinha imposto para minha consciência é momentaneamente fragmentada quando o outro me olha e me transforma em objeto de seu olhar. Mas eu posso reconquistar meu ser somente olhando para ele e transformando-o em meu objeto. Este é o objetivo da pesquisa: explicar em Sartre porque quase sempre encontramos dificuldades nos relacionamentos. De acordo com Sartre, todo o relacionamento culmina no conflito. Essa análise parte de uma pesquisa centrada no livro o Ser e o Nada, sem contudo, deixarmos de fazer algumas alusões as suas obras literárias que configuram mais detalhadamente a descrição do olhar, da vergonha, do medo no ínterim dos relacionamentos. |
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O outro em O Ser e o Nada de Jean Paul SartreAnálise de conteúdo Filosofia Jean Paul SartreEsta dissertação intitulada "O outro em O Ser e o nada" tenta reconstruir o conceito sartriano do outro fazendo uma abordagem aos relacionamentos. Esse tema foi escolhido devido a uma constatação observada: a dificuldade em estabelecer uma relação integralmente harmoniosa com o outro. Para isso, primeiramente definimos o homem enquanto consciência individual, levando questionamentos como: o que é a existência? O que e a consciência, a liberdade e os sentimentos existenciais? Em seguida, descrevemos o homem enquanto consciência incompleta que necessita do outro, a consciência que se relaciona, o ser-Para-outro(être-por-autri). Essa análise encontra-se logo no primeiro capítulo chamado de os pressupostos ontológicos. No segundo capítulo, salientamos as possibilidades de relacionamentos, tais como: o amor, a linguagem, o masoquismo, a indiferença, o ódio, o sadismo. A hipótese observada demonstrou que muitos relacionamentos ditos harmoniosos constituem uma grande farsa. As pessoas encenam a tranqüilidade e a harmonia para manterem a ordem, o respeito e a tradição, como um disfarce para elas mesmas dentro de um teatro universal, a isso Sartre chamou de má-fé, uma mentira interna. A principal hipótese deste trabalho sustenta que o outro é aquele que detém a chave do cerne do meu ser, portanto para que eu possa obter qualquer verdade sobre mim é preciso que eu passe pelo outro. No entanto, o olhar do outro faz-me sentir medo, vergonha. A unidade que eu tinha imposto para minha consciência é momentaneamente fragmentada quando o outro me olha e me transforma em objeto de seu olhar. Mas eu posso reconquistar meu ser somente olhando para ele e transformando-o em meu objeto. Este é o objetivo da pesquisa: explicar em Sartre porque quase sempre encontramos dificuldades nos relacionamentos. De acordo com Sartre, todo o relacionamento culmina no conflito. Essa análise parte de uma pesquisa centrada no livro o Ser e o Nada, sem contudo, deixarmos de fazer algumas alusões as suas obras literárias que configuram mais detalhadamente a descrição do olhar, da vergonha, do medo no ínterim dos relacionamentos.Ver documento original.Universidade Estadual do CearáRegenaldo Rodrigues da CostaSilva, Maria Regina Pontes da2004-03-17T00:00:00Z2003info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=26559info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2004-03-17T00:00:00Zoai:uece.br:26559Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2004-03-17T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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