Estudos das alterações eletrofisiológicas dos neurônios do gânglio cervical superior de ratos pré-diabéticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Moreira Júnior, Luiz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=66002
Resumo: Investigar as alterações eletrofisiológicas dos neurônios do gânglio cervical superior de animais pré-diabéticos torna-se extremamente relevante devido às alterações relacionadas à neuropatia diabética que ainda permanecem desconhecidas na literatura. Durante o desenvolvimento desse trabalho, ratos Wistar neonatos com idade entre 5 – 6 dias, foram submetidos a jejum de 8 horas e em seguida receberam dose única de estreptozotocina, 120 mg/kg i.p. Após o tratamento com estreptozotocina os animais permaneceram em período normal de amamentação. Após esse período, eles tiveram livre acesso à água e ração até atingirem idades de 12 semanas. Ao final desse período, os animais foram sacrificados através de deslocamento cervical para dissecação dos gânglios cervicais superiores (GCS), os quais foram imediatamente imersos em solução de Locke Modificado pH = 7,4. Para investigar as propriedades eletrofisiológicas no GCS, utilizamos a técnica do microeletrodo intracelular no modo de clampeamento de corrente. Os dados foram expressos como média ± erro padrão da média seguida do teste-t de Student. Foi considerado que duas médias diferem significativamente entre si se apresentarem p £ 0.05. Nos experimentos realizados a corrente necessária para disparar um potencial de ação (PA) encontrada para o grupo controle foi 81,25 ± 2,52 pA (n=20) e para os animais diabéticos foi 57,36 ± 9,15 pA (n=20), p ≤ 0,013. Para a resistência de entrada os valores para a grupo controle foram 77,68 ± 6,88 MΩ (n=20) e 125,33 ± 13,91 MΩ (n=20) para o grupo dos animais diabéticos, p ≤ 0,014. O potencial de repouso da membrana foi avaliado em ambos os grupos, foram de -52,02 ± 0,90 mV (n = 20) e -46,42 ± 1,22 mV (n = 20), p ≤ 0,021, para o grupo controle e animais diabéticos, respectivamente. A amplitude e a duração do potencial de ação também foram afetadas. A média dos valores da amplitude do PA para o grupo controle foi 85,23 ± 2,18 mV (n = 20) e para o grupo dos animais diabéticos foi 70,42 ± 2,92 mV (n =20), a duração do PA no grupo controle foi 2,72 ± 0,15 ms (n = 20) e no grupo dos animais diabéticos foi 4,02 ± 0,29 ms (n = 20), p ≤ 0,004. No grupo dos animais controle o valor da inclinação máxima do ramo ascendente do PA foi 103,95 ± 7,96 mV/ms (n = 20) e para o grupo dos animais diabéticos foi 74,73 ± 6,99 mV/ms (n = 20), p ≤ 0,018. O valor da inclinação máximas do ramo descendente do PA para o grupo controle foi 52 ± 2,47 mV/ms (n = 20) e para o grupo dos animais diabéticos foi 47,5 ± 3,89 mV/ms (n = 20), p ≤ 0,031. O potencial limiar do PA também foi analisado. No grupo dos animais controle o valor da AHP foi 11,69 ± 0,77 mV (n = 15) e para o grupo dos animais diabéticos foi 14,21 ± 0,71 mV (n = 15), p ≤ 0,004. A duração da AHP também foi alterada. No grupo dos animais controle o valor da duração da AHP foi 189,73 ± 17,02 ms (n = 15) e para o grupo dos animais diabéticos foi 115,66 ± 11,16 ms (n = 15), p ≤ 0,001. As alterações eletrofisiológicas encontradas nesse trabalho explicam as alterações na excitabilidade celular, as quais apontam para um mecanismo que possa estar interferindo nas correntes responsáveis pelo potencial de repouso, e conseqüentemente interferindo em outros parâmetros.
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Ao final desse período, os animais foram sacrificados através de deslocamento cervical para dissecação dos gânglios cervicais superiores (GCS), os quais foram imediatamente imersos em solução de Locke Modificado pH = 7,4. Para investigar as propriedades eletrofisiológicas no GCS, utilizamos a técnica do microeletrodo intracelular no modo de clampeamento de corrente. Os dados foram expressos como média ± erro padrão da média seguida do teste-t de Student. Foi considerado que duas médias diferem significativamente entre si se apresentarem p £ 0.05. Nos experimentos realizados a corrente necessária para disparar um potencial de ação (PA) encontrada para o grupo controle foi 81,25 ± 2,52 pA (n=20) e para os animais diabéticos foi 57,36 ± 9,15 pA (n=20), p ≤ 0,013. Para a resistência de entrada os valores para a grupo controle foram 77,68 ± 6,88 MΩ (n=20) e 125,33 ± 13,91 MΩ (n=20) para o grupo dos animais diabéticos, p ≤ 0,014. O potencial de repouso da membrana foi avaliado em ambos os grupos, foram de -52,02 ± 0,90 mV (n = 20) e -46,42 ± 1,22 mV (n = 20), p ≤ 0,021, para o grupo controle e animais diabéticos, respectivamente. A amplitude e a duração do potencial de ação também foram afetadas. A média dos valores da amplitude do PA para o grupo controle foi 85,23 ± 2,18 mV (n = 20) e para o grupo dos animais diabéticos foi 70,42 ± 2,92 mV (n =20), a duração do PA no grupo controle foi 2,72 ± 0,15 ms (n = 20) e no grupo dos animais diabéticos foi 4,02 ± 0,29 ms (n = 20), p ≤ 0,004. No grupo dos animais controle o valor da inclinação máxima do ramo ascendente do PA foi 103,95 ± 7,96 mV/ms (n = 20) e para o grupo dos animais diabéticos foi 74,73 ± 6,99 mV/ms (n = 20), p ≤ 0,018. O valor da inclinação máximas do ramo descendente do PA para o grupo controle foi 52 ± 2,47 mV/ms (n = 20) e para o grupo dos animais diabéticos foi 47,5 ± 3,89 mV/ms (n = 20), p ≤ 0,031. O potencial limiar do PA também foi analisado. No grupo dos animais controle o valor da AHP foi 11,69 ± 0,77 mV (n = 15) e para o grupo dos animais diabéticos foi 14,21 ± 0,71 mV (n = 15), p ≤ 0,004. A duração da AHP também foi alterada. No grupo dos animais controle o valor da duração da AHP foi 189,73 ± 17,02 ms (n = 15) e para o grupo dos animais diabéticos foi 115,66 ± 11,16 ms (n = 15), p ≤ 0,001. As alterações eletrofisiológicas encontradas nesse trabalho explicam as alterações na excitabilidade celular, as quais apontam para um mecanismo que possa estar interferindo nas correntes responsáveis pelo potencial de repouso, e conseqüentemente interferindo em outros parâmetros.Investigate the electrophysiological changes of neurons in the superior cervical ganglion of diabetic animals is extremely important due to possible changes related to diabetes neuropathic still remains a gap in the literature. During the development of this work, newborn Wistar rats aged 5-6 days were subjected to fasting for eight hours and received an intraperitoneal injection of streptozotocin 120 mg / kg. Animals were kept for 21 days in the nursing period, after this period they had free access to water and feed until they reach age 12 weeks. After completing twelve weeks the animals were sacrificed by cervical dislocation to dissection of the superior cervical ganglion (SCG), which were immediately immersed in Locke Modified pH = 7.4. During the investigation of the electrophysiological properties (GCS), we used the intracellular microelectrode technique in current clamp mode. Data were expressed as mean ± standard error of mean followed by the Student t-test. It was considered that two means differ significantly if the p £ 0.05. In the experiments the average current required to trigger an action potential, (PA) found for the control group was 81,25 ± 2,52 pA (n = 20) and diabetic animals was 57,36 ± 9,15 pA (n = 20), p = .013. For the input resistance of the average values for the control group was equal to 77.68 ± 6.88 MΩ (n = 20) and the group of diabetic animals was equal to 125.33 ± 13.91 MΩ (n = 20 ), p = .014. We also evaluated the resting membrane potential in both groups. In the group of control animals, the mean values of resting membrane potential was equal to -52.02 ± 0.90 mV (n = 20) and the group of diabetic animals was equal to -46,42 ± 1, 22 mV (n = 20), p = 0,021. The amplitude and duration of action potential was also affected. The mean amplitude of the PA for the control group was equal to 85.23 ± 2.18 mV (n = 20) and the group of diabetic animals was equal to 70.42 ± 2.92 mV (n = 20) to AP duration in the control group was 2.72 ± 0.15 ms (n = 20) and the group of diabetic animals was equal to 4.02 ± 0.29 ms (n = 20), p = 0.004. The maximum slopes of ascending and descending branch of the PA were analyzed in both groups. In the group of control animals, the mean maximum slope of the ascending branch of the PA was equal to 103.95 ± 7.96 mV / ms (n = 20) and the group of diabetic animals was equal to 74.73 ± 6.99 mV / ms (n = 20), p = .018. In the group of control animals, the mean maximal slopes of the descending branch of the PA was equal to 52 ± 2.47 mV / ms (n = 20) and the diabetic group of animals was equal to 47.5 ± 3 , 89 mV / ms (n = 20), p = 0.031. The potential threshold of the PA was also analyzed. In the group of control animals, the mean values of AHP, was equal to 11.69 ± 0.77 mV (n = 15) and the group of diabetic animals was equal to 14.21 ± 0.71 mV (n = 15), p = 0.004. The duration of the AHP was also changed. In the group of control animals, the mean duration of AHP, was equal to 189.73 ± 17.02 ms (n = 15) and the group of diabetic animals was equal to 115.66 ± 11.16 ms (n = 15), p = 0.001. The electrophysiological changes found in this study explain the changes in cell excitability, which point to a mechanism that may be interfering with currents responsible for the resting potential, and therefore interfering in other parameters.Universidade Estadual do CearáJose Henrique Leal CardosoMoreira Júnior, Luiz2010-12-29T00:00:00Z2010info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=66002info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2010-12-29T00:00:00Zoai:uece.br:66002Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2010-12-29T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse
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