O feminismo negro brasileiro : um estudo do movimento de mulheres negras no Rio de Janeiro e São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Moreira, Nubia Regina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Campinas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=103883
Resumo: <span style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255);">A Formação do feminismo negro brasileiro é apresentado nesse trabalho a partir do movimento de mulheres negras do Rio de Janeiro e São Paulo. O período estudado foi demarcado entre 1985 a 1995, descrevendo-se também os seminários, encontros e fóruns de debates do movimento de mulheres negras com os seus principais interlocutores: os movimentos negro e feminista. Pretende-se também analisar a objetivação da representação política das feministas negras, questão que comparece como central tanto em relação com o feminismo tradicional como também no interior do próprio feminismo negro. Discursos de diferença e identidades são produzidos como afirmação de uma identidade feminina negra e de uma especificidade da mulher negra. A representação da identidade feminina negra gera uma tensão no interior do próprio movimento uma vez que a determinação da raça se torna insuficiente para pensar e viver uma identidade feminina negra que pretende abarcar todas as nuances das mulheres negras. Outras demandas são apresentadas como possibilidades de demarcações das diferenças, ou melhor, das desigualdades que atingem diferentemente as mulheres negras a depender da posição social e das oportunidades e experiências vivenciadas por cada uma delas. Como fruto desse intenso conflito que aqui é denominado como a quebra da homogeneidade da identidade feminina negra, assiste-se na década de 90 o surgimento das primeiras organizações não-governamentais de mulheres negras (ONGs), remodelando em tempos mais atuais a questão da representatividade política das mulheres negras frente aos organismos nacionais e internacionais de deliberação de políticas públicas</span>
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