O regime ditatorial militar no Amapá : terror, resistência e subordinação - 1964/1974
| Ano de defesa: | 2001 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Campinas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=104071 |
Resumo: | <span style="color: rgb(46, 55, 67); font-family: Roboto, "Helvetica Neue", Arial, sans-serif; font-size: 14px; white-space: pre-line; background-color: rgb(235, 236, 237);">o objetivo deste trabalho e demonstrar as especificidades historicas do regime ditatorial militar no Amapa, no periodo de 1964 a 1974. Dentro dos padroes nacionais do regime, no Amapa a ditadura militar apresentou visiveis peculiaridades que podem ser identificadas em pelos menos quatro dimensoes: 1 - Uma subordinacao radical da elite politica amapaense ao centro definidor do poder naciona1, chegando a um extremo e caricatural servilismo, identificado pela absoluta falta de influencia nos bastidores politicos do regime. 2 - A despeito de nao desprezar os instrumentos padroes do terror de Estado vigente no periodo, no Amapa a ditadura aproveitou-se do imaginario fantastico dominante para criar formas de admoestacoes adequadas a essa cultura. 3 - Ainda que o medo das torturas, perseguicoes e prisoes fosse algo presente nas pessoas, no Amapa configurou-se ele, sobretudo, atraves de uma visao magica do opositor ao regime visto como um ser irreal e fantastico capaz de terriveis proezas super-humanas. 4 - Por fim, a insignificância demografica e a cultura tradicional e comunitaria, que tinham as relacoes presenciais e de vizinhanca como elemento estrutural, impediu o anonimato e, por consequencia, a resistencia ao poder ditatorial nos moldes da que ocorreu nas grandes metropoles, baseada em principios racionalistas, efetivada em organizacoes partidarias, tendo como modo de acao principal a luta armada. A resistencia no Amapa, ainda que tenha tido seus claros momentos de enfrentamento e de organizacao, foi, fundamentalmente, uma resistencia molecular e as escondidas, disfarcada de arte, vandalismo, silencio, recusas e afirmacoes nem sempre conscientes, mas indicativas de nao conformidade, de uma luta de individuos e grupos para sobreviverem livres e autonomos em uma condicao opressiva e castradora.</span> |
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O regime ditatorial militar no Amapá : terror, resistência e subordinação - 1964/1974Amazônia Brasil - História - Revolução - 1964 Ditadura e ditadores - Amapá<span style="color: rgb(46, 55, 67); font-family: Roboto, "Helvetica Neue", Arial, sans-serif; font-size: 14px; white-space: pre-line; background-color: rgb(235, 236, 237);">o objetivo deste trabalho e demonstrar as especificidades historicas do regime ditatorial militar no Amapa, no periodo de 1964 a 1974. Dentro dos padroes nacionais do regime, no Amapa a ditadura militar apresentou visiveis peculiaridades que podem ser identificadas em pelos menos quatro dimensoes: 1 - Uma subordinacao radical da elite politica amapaense ao centro definidor do poder naciona1, chegando a um extremo e caricatural servilismo, identificado pela absoluta falta de influencia nos bastidores politicos do regime. 2 - A despeito de nao desprezar os instrumentos padroes do terror de Estado vigente no periodo, no Amapa a ditadura aproveitou-se do imaginario fantastico dominante para criar formas de admoestacoes adequadas a essa cultura. 3 - Ainda que o medo das torturas, perseguicoes e prisoes fosse algo presente nas pessoas, no Amapa configurou-se ele, sobretudo, atraves de uma visao magica do opositor ao regime visto como um ser irreal e fantastico capaz de terriveis proezas super-humanas. 4 - Por fim, a insignificância demografica e a cultura tradicional e comunitaria, que tinham as relacoes presenciais e de vizinhanca como elemento estrutural, impediu o anonimato e, por consequencia, a resistencia ao poder ditatorial nos moldes da que ocorreu nas grandes metropoles, baseada em principios racionalistas, efetivada em organizacoes partidarias, tendo como modo de acao principal a luta armada. A resistencia no Amapa, ainda que tenha tido seus claros momentos de enfrentamento e de organizacao, foi, fundamentalmente, uma resistencia molecular e as escondidas, disfarcada de arte, vandalismo, silencio, recusas e afirmacoes nem sempre conscientes, mas indicativas de nao conformidade, de uma luta de individuos e grupos para sobreviverem livres e autonomos em uma condicao opressiva e castradora.</span><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">The objective of this work is to demonstrate the historical specificities of the military dictatorship regime in Amapa, from 1964 to 1974. Within the national patterns of the regime, in Amapa the military dictatorship presented visible peculiarities that can be identified in at least four dimensions: 1 - A radical subordination of the Amapá political elite to the defining center of national power1, reaching an extreme and caricatured servility, identified by the absolute lack of influence in the political backstage of the regime. 2 - Despite not despising the standard instruments of state terror in force at the time, the dictatorship in Amapa took advantage of the dominant fantastic imagination to create forms of admonition suited to that culture. 3 - Although the fear of torture, persecution and imprisonment was something present in people, in Amapa it was configured, above all, through a magical vision of the opponent of the regime, seen as an unreal and fantastic being capable of terrible super-human feats . 4 - Finally, the demographic insignificance and traditional and community culture, which had face-to-face and neighborhood relationships as a structural element, prevented anonymity and, consequently, resistance to dictatorial power along the lines of what occurred in large metropolises, based in rationalist principles, carried out in party organizations, having armed struggle as the main mode of action. The resistance at Amapa, even though it had its clear moments of confrontation and organization, was fundamentally a molecular and hidden resistance, disguised as art, vandalism, silence, refusals and statements not always conscious, but indicative of non-compliance, of a struggle of individuals and groups to survive free and autonomous in an oppressive and castrating condition.</span></font><div><br/></div>Universidade Estadual de Campinas Italo Arnaldo TroncaSantos, Dorival da Costa dos2021-12-09T10:16:13Z2001info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=104071info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2021-12-09T10:16:13Zoai:uece.br:104071Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2021-12-09T10:16:13Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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