Direito, exceção e escatologia: a gestão da catástrofe como paradigma permanente de governo
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84435 |
Resumo: | <div style="">Esta pesquisa tem como objetivo explicitar a relação de substancialidade entre direito e Estado de exceção, tomando como norte teórico fundamental as obras do filósofo italiano Giorgio Agamben, mais precisamente as que compõem o projeto Homo Sacer, como O poder soberano e a vida nua I e Estado de Exceção. Para a elaboração desta exposição se fez necessário ainda o recurso a dois pensadores antagônicos entre si, mas basilares para a construção da crítica agambeniana ao direito, a saber: Carl Schmitt e Walter Benjamin. Do diálogo entre estes três autores e as suas respectivas concepções acerca da natureza da exceção soberana, se sobrepõe, no presente texto, a noção benjaminiana-agambeniana de catástrofe, em detrimento ao ideal schmittiano da restauração. Posteriormente, busco apresentar o(s) processo(s) que, no decurso dos séculos XIX e XX, caracterizaram a passagem do Estado de exceção enquanto instrumento político-jurídico provisório para uma prática permanente de governo e introduziram de contrabando a catástrofe na lógica das democracias neoliberais. A exceção que arrasta os princípios protecionistas do direito para uma constante catástrofe marca o ingresso definitivo do Estado no terrorismo legalizado, que faz do Direito Penal e do aprisionamento fenômenos que serão compreendidos à luz das pesquisas de Raúl Zaffaroni e Loic Wacquant, respectivamente os seus dispositivos de gerenciamento da catástrofe excepcional, o paradigma contemporâneo da segurança e do governo que será posto em questão. Palavras-chave: Estado de exceção. Direito. Catástrofe. Terrorismo de estado. Governabilidade. Segurança. Direito penal.</div> |
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Direito, exceção e escatologia: a gestão da catástrofe como paradigma permanente de governoCatástrofes Estado de exceção Filosofia Governabilidade<div style="">Esta pesquisa tem como objetivo explicitar a relação de substancialidade entre direito e Estado de exceção, tomando como norte teórico fundamental as obras do filósofo italiano Giorgio Agamben, mais precisamente as que compõem o projeto Homo Sacer, como O poder soberano e a vida nua I e Estado de Exceção. Para a elaboração desta exposição se fez necessário ainda o recurso a dois pensadores antagônicos entre si, mas basilares para a construção da crítica agambeniana ao direito, a saber: Carl Schmitt e Walter Benjamin. Do diálogo entre estes três autores e as suas respectivas concepções acerca da natureza da exceção soberana, se sobrepõe, no presente texto, a noção benjaminiana-agambeniana de catástrofe, em detrimento ao ideal schmittiano da restauração. Posteriormente, busco apresentar o(s) processo(s) que, no decurso dos séculos XIX e XX, caracterizaram a passagem do Estado de exceção enquanto instrumento político-jurídico provisório para uma prática permanente de governo e introduziram de contrabando a catástrofe na lógica das democracias neoliberais. A exceção que arrasta os princípios protecionistas do direito para uma constante catástrofe marca o ingresso definitivo do Estado no terrorismo legalizado, que faz do Direito Penal e do aprisionamento fenômenos que serão compreendidos à luz das pesquisas de Raúl Zaffaroni e Loic Wacquant, respectivamente os seus dispositivos de gerenciamento da catástrofe excepcional, o paradigma contemporâneo da segurança e do governo que será posto em questão. Palavras-chave: Estado de exceção. Direito. Catástrofe. Terrorismo de estado. Governabilidade. Segurança. Direito penal.</div>The aim of this research is to explain the relationship of substantiality between law and State of exception, taking as a fundamental theoretical north the work of the Italian philosopher Giorgio Agamben, more precisely those that make up the Homo Sacer project, such as The Sovereign Power and the naked life I and State of Exception. For the elaboration of this exhibition it was necessary still the recourse to two antagonistic thinkers among themselves, but basic for the construction of the agambenian critic to the righ: Carl Schmitt and Walter Benjamin. From the dialogue between these three authors and their respective conceptions about the nature of sovereign exception, in the present text, the benjaminian-agambenian notion of catastrophe overlaps with the schmittian ideal of restoration. Subsequently, I try to present the processes which, during the 19th and 20th centuries, characterized the transition from the States of exception as a provisional legal-political instrument to a permanent practice of government and smuggled the catastrophe into the logic of neoliberal democracies. The exception that drags the protectionist principles of the right to a constant catastrophe marks the definitive entrance of the State into legalized terrorism, which makes of Criminal Law and imprisonment phenomena that will be understood in the light of the researches of Raúl Zaffaroni and Loic Wacquant, respectively the its exceptional catastrophe management devices, the contemporany paradigm of security and governance that will be called into question. Keywords: State of exception. Right. Catastrophe. State terrorism. Governability. Safety. Criminal law.Universidade Estadual do CearáESTENIO ERICSON BOTELHO DE AZEVEDONobre, Emanuel Lucas de Sousa2019-05-17T14:09:14Z2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84435info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2019-05-17T14:09:14Zoai:uece.br:84435Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2019-05-17T14:09:14Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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