Sede em pacientes oncológicos cirúrgicos no pré e pós-operatório
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18170 |
Resumo: | Introdução: A cirurgia mantém-se como a principal abordagem tanto no diagnóstico quanto no tratamento do câncer. Em 2015, 80% dos novos casos diagnosticados de câncer, necessitaram de algum procedimento cirúrgico em determinado momento da evolução da doença. O paciente oncológico cirúrgico pode ser considerado população de risco para desenvolvimento de sede perioperatória, devido à debilidade inerente à patologia, os repetidos procedimentos invasivos, jejuns excessivos e prolongados. A sede se apresenta como um sintoma de elevada prevalência (89,6%) no pós-operatório imediato em adultos, além de apresentar uma alta intensidade (6,94) no período perioperatório em cirurgias gerais. No entanto, não se possuem dados relativos à sede perioperatória especificamente na população de pacientes oncológicos. Objetivo: Analisar a prevalência, desconforto e intensidade da sede em pacientes oncológicos cirúrgicos no pré e pós-operatório. Analisar as características definidoras, fatores relacionados e condições associadas à sede em pacientes oncológicos cirúrgicos. Método: Pesquisa quantitativa, transversal analítica com pacientes oncológicos cirúrgicos, avaliados no pré-operatório e no pós-operatório imediato em Sala de Recuperação Anestésica. A mensuração da intensidade da sede ocorreu por meio de Escala Visual Numérica (0-10). Para a avaliação do desconforto da sede foi aplicada a Escala de Desconforto da Sede Perioperatória. A avaliação das características definidoras, fatores relacionados e condições associadas foi realizada através do Diagnóstico de Sede Perioperatória proposto. Resultados: A prevalência da sede no pré-operatório foi alta, 80,7% com elevação para 93,3% no pós-operatório imediato (p=0,001). A intensidade da sede foi de 5,20 (±3,16) no pré, contra 7,45 (±2,41) no pós-operatório (p<0,001). O desconforto também foi elevado, iniciando em 5,22 (±3,47) no pré e 8,54 (±3,84) no pós-operatório (p<0,001). As características definidoras mais frequentes no pré-operatório foram: vontade de beber água (79,3%) e boca seca (73,3%); e no pós-operatório: vontade de beber água (89,3%), boca seca (88,0%), lábios ressecados (81,3%), saliva grossa (78,0%), garganta seca (76,7%) e língua grossa (74,0%). Os três fatores relacionados mais frequentes no pré e pós-operatório foram: jejum pré e pós-operatório (100% ambos os períodos), boca seca (64,7% e 79,3%) e hábito de beber água (34,7%) As condições associadas incluem a restrição hídrica (94,0% e 97,3%) e intubação (0,7% e 72,7%) Conclusão: A sede no paciente oncológico cirúrgico é prevalente, intensa e desconfortável, principalmente no pós-operatório imediato, o que deflagra um alerta para a seriedade deste sintoma ainda subvalorizado no paciente oncológico cirúrgico. As Características definidoras mais prevalentes no período pré-operatório foram Boca seca, Vontade de beber água, Lábios ressecados e Saliva grossa, seguidas de Língua grossa. No pós-operatório, por sua vez, as características definidoras se fizeram prevalentes em quase sua totalidade. Implementar a sede como um sintoma a ser avaliado na prática assistencial, possibilitará ao paciente cirúrgico a valorização e manejo de um desconforto tão prevalente e intenso |
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Sede em pacientes oncológicos cirúrgicos no pré e pós-operatórioThirst in surgical oncology patients pre- and post-operativeSedeCirurgia oncológicaPeríodo perioperatórioOncologia cirúrgicaPacientes cirúrgico - Sede perioperatóriaCirurgia oncológicaPacientes oncológicos cirúrgicosCiências da Saúde - EnfermagemCiências da Saúde - EnfermagemThirstCancer surgeryPerioperative periodSurgical oncologySurgical patients - Perioperative headquartersSurgical oncology patientsIntrodução: A cirurgia mantém-se como a principal abordagem tanto no diagnóstico quanto no tratamento do câncer. Em 2015, 80% dos novos casos diagnosticados de câncer, necessitaram de algum procedimento cirúrgico em determinado momento da evolução da doença. O paciente oncológico cirúrgico pode ser considerado população de risco para desenvolvimento de sede perioperatória, devido à debilidade inerente à patologia, os repetidos procedimentos invasivos, jejuns excessivos e prolongados. A sede se apresenta como um sintoma de elevada prevalência (89,6%) no pós-operatório imediato em adultos, além de apresentar uma alta intensidade (6,94) no período perioperatório em cirurgias gerais. No entanto, não se possuem dados relativos à sede perioperatória especificamente na população de pacientes oncológicos. Objetivo: Analisar a prevalência, desconforto e intensidade da sede em pacientes oncológicos cirúrgicos no pré e pós-operatório. Analisar as características definidoras, fatores relacionados e condições associadas à sede em pacientes oncológicos cirúrgicos. Método: Pesquisa quantitativa, transversal analítica com pacientes oncológicos cirúrgicos, avaliados no pré-operatório e no pós-operatório imediato em Sala de Recuperação Anestésica. A mensuração da intensidade da sede ocorreu por meio de Escala Visual Numérica (0-10). Para a avaliação do desconforto da sede foi aplicada a Escala de Desconforto da Sede Perioperatória. A avaliação das características definidoras, fatores relacionados e condições associadas foi realizada através do Diagnóstico de Sede Perioperatória proposto. Resultados: A prevalência da sede no pré-operatório foi alta, 80,7% com elevação para 93,3% no pós-operatório imediato (p=0,001). A intensidade da sede foi de 5,20 (±3,16) no pré, contra 7,45 (±2,41) no pós-operatório (p<0,001). O desconforto também foi elevado, iniciando em 5,22 (±3,47) no pré e 8,54 (±3,84) no pós-operatório (p<0,001). As características definidoras mais frequentes no pré-operatório foram: vontade de beber água (79,3%) e boca seca (73,3%); e no pós-operatório: vontade de beber água (89,3%), boca seca (88,0%), lábios ressecados (81,3%), saliva grossa (78,0%), garganta seca (76,7%) e língua grossa (74,0%). Os três fatores relacionados mais frequentes no pré e pós-operatório foram: jejum pré e pós-operatório (100% ambos os períodos), boca seca (64,7% e 79,3%) e hábito de beber água (34,7%) As condições associadas incluem a restrição hídrica (94,0% e 97,3%) e intubação (0,7% e 72,7%) Conclusão: A sede no paciente oncológico cirúrgico é prevalente, intensa e desconfortável, principalmente no pós-operatório imediato, o que deflagra um alerta para a seriedade deste sintoma ainda subvalorizado no paciente oncológico cirúrgico. As Características definidoras mais prevalentes no período pré-operatório foram Boca seca, Vontade de beber água, Lábios ressecados e Saliva grossa, seguidas de Língua grossa. No pós-operatório, por sua vez, as características definidoras se fizeram prevalentes em quase sua totalidade. Implementar a sede como um sintoma a ser avaliado na prática assistencial, possibilitará ao paciente cirúrgico a valorização e manejo de um desconforto tão prevalente e intensoIntroduction: Surgery remains the main approach in both the diagnosis and treatment of cancer. In 2015, 80% of newly diagnosed cancer cases required a surgical procedure at some point in the course of the disease. Surgical oncology patients can be considered a population at risk of developing perioperative thirst due to the inherent weakness of the pathology, repeated invasive procedures, and excessive and prolonged fasting. Thirst is a symptom with a high prevalence (89.6%) in the immediate postoperative period in adults, as well as a high intensity (6.94) in the perioperative period in general surgeries. However, there is no data on perioperative thirst, specifically in the oncology patient population. Objective: To analyze the prevalence, discomfort, and intensity of thirst in surgical oncology patients in the pre- and post-operative periods. To analyze the defining characteristics, related factors, and conditions associated with thirst in surgical oncology patients. Method: Quantitative, cross-sectional, analytical study with surgical oncology patients, assessed preoperatively and in the immediate postoperative period in the Anesthesia Recovery Room. The intensity of thirst was measured using the Visual Numeric Scale (0-10). The Perioperative Thirst Discomfort Scale was used to assess thirst discomfort. The defining characteristics, related factors, and associated conditions were assessed using the proposed Perioperative Thirst Diagnosis. Results: The prevalence of thirst in the preoperative period was high at 80.7% with an increase to 93.3% in the immediate postoperative period (p=0.001). The intensity of thirst was 5.20 (±3.16) preoperatively, compared to 7.45 (±2.41) postoperatively (p<0.001). The discomfort was also high, starting at 5.22 (±3.47) preoperatively and 8.54 (±3.84) postoperatively (p<0.001). The most frequent defining characteristics preoperatively were: desire to drink water (79.3%) and dry mouth (73.3%); and postoperatively: desire to drink water (89.3%), dry mouth (88.0%), dry lips (81.3%), thick saliva (78.0%), dry throat (76.7%) and thick tongue (74.0%). The three most frequent pre- and post-operative related factors were pre- and post-operative fasting (100% both times), dry mouth (64.7% and 79.3%), and habit of drinking water (34.7%). Associated conditions included water restriction (94.0% and 97.3%) and intubation (0.7% and 72.7%). Conclusion: Thirst in surgical oncology patients is prevalent, intense, and uncomfortable, especially in the immediate postoperative period, which raises awareness of the seriousness of this symptom, which is still undervalued in surgical oncology patients. The most prevalent defining characteristics in the preoperative period were dry mouth, desire to drink water, dry lips, and thick saliva, followed by thick tongue. In the postoperative period, on the other hand, the defining characteristics were almost entirely prevalent. Implementing thirst as a symptom to be assessed in care practice will enable surgical patients to appreciate and manage such prevalent and intense discomfortFonseca, Lígia FahlFerreira, Elaine BarrosRocha, Aline Franco daJorge, Rafaela Vieira2024-10-18T19:12:41Z2024-10-18T19:12:41Z2024-04-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/18170porCCS - Departamento de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUniversidade Estadual de Londrina - UELLondrina109 p.reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-11-11T12:42:51Zoai:repositorio.uel.br:123456789/18170Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-11-11T12:42:51Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false |
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Introdução: A cirurgia mantém-se como a principal abordagem tanto no diagnóstico quanto no tratamento do câncer. Em 2015, 80% dos novos casos diagnosticados de câncer, necessitaram de algum procedimento cirúrgico em determinado momento da evolução da doença. O paciente oncológico cirúrgico pode ser considerado população de risco para desenvolvimento de sede perioperatória, devido à debilidade inerente à patologia, os repetidos procedimentos invasivos, jejuns excessivos e prolongados. A sede se apresenta como um sintoma de elevada prevalência (89,6%) no pós-operatório imediato em adultos, além de apresentar uma alta intensidade (6,94) no período perioperatório em cirurgias gerais. No entanto, não se possuem dados relativos à sede perioperatória especificamente na população de pacientes oncológicos. Objetivo: Analisar a prevalência, desconforto e intensidade da sede em pacientes oncológicos cirúrgicos no pré e pós-operatório. Analisar as características definidoras, fatores relacionados e condições associadas à sede em pacientes oncológicos cirúrgicos. Método: Pesquisa quantitativa, transversal analítica com pacientes oncológicos cirúrgicos, avaliados no pré-operatório e no pós-operatório imediato em Sala de Recuperação Anestésica. A mensuração da intensidade da sede ocorreu por meio de Escala Visual Numérica (0-10). Para a avaliação do desconforto da sede foi aplicada a Escala de Desconforto da Sede Perioperatória. A avaliação das características definidoras, fatores relacionados e condições associadas foi realizada através do Diagnóstico de Sede Perioperatória proposto. Resultados: A prevalência da sede no pré-operatório foi alta, 80,7% com elevação para 93,3% no pós-operatório imediato (p=0,001). A intensidade da sede foi de 5,20 (±3,16) no pré, contra 7,45 (±2,41) no pós-operatório (p<0,001). O desconforto também foi elevado, iniciando em 5,22 (±3,47) no pré e 8,54 (±3,84) no pós-operatório (p<0,001). As características definidoras mais frequentes no pré-operatório foram: vontade de beber água (79,3%) e boca seca (73,3%); e no pós-operatório: vontade de beber água (89,3%), boca seca (88,0%), lábios ressecados (81,3%), saliva grossa (78,0%), garganta seca (76,7%) e língua grossa (74,0%). Os três fatores relacionados mais frequentes no pré e pós-operatório foram: jejum pré e pós-operatório (100% ambos os períodos), boca seca (64,7% e 79,3%) e hábito de beber água (34,7%) As condições associadas incluem a restrição hídrica (94,0% e 97,3%) e intubação (0,7% e 72,7%) Conclusão: A sede no paciente oncológico cirúrgico é prevalente, intensa e desconfortável, principalmente no pós-operatório imediato, o que deflagra um alerta para a seriedade deste sintoma ainda subvalorizado no paciente oncológico cirúrgico. As Características definidoras mais prevalentes no período pré-operatório foram Boca seca, Vontade de beber água, Lábios ressecados e Saliva grossa, seguidas de Língua grossa. No pós-operatório, por sua vez, as características definidoras se fizeram prevalentes em quase sua totalidade. Implementar a sede como um sintoma a ser avaliado na prática assistencial, possibilitará ao paciente cirúrgico a valorização e manejo de um desconforto tão prevalente e intenso |
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