"Que baguio é esse?" : a negociação das identidades nas aulas de ciências

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mattos, Aline de Moura
Orientador(a): Oliveira, Moisés Alves de [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/12965
Resumo: Resumo: Na tentativa de compreender como os estudantes estão ativamente negociando identidades e como o fluxo científico vai se mantendo numa disciplina escolar, acompanhei, por um período de oito meses, atividades realizadas em aulas de Ciências, no Ensino Fundamental de uma escola particular na cidade de Londrina, Paraná Procurei explorar a relação dos alunos e alunas com o discurso científico, os seus meios de apropriação e como esse processo contribui para a construção de identidades Acredito que entender como se dão estes processos de identificação, tendo em vista a multiplicidade de formas de sujeito, nos leva a (re)olhar a questão das diferenças em sala de aula, dos tratamentos dados aos saberes trazidos por cada sujeito, do linguajar de cada um, das formas de apropriação e reconfiguração dos discursos Ao procurar realizar uma análise do fluxo da ciência em aulas de ciências, por meio das vozes dos estudantes, busquei desalojar a ciência de um local privilegiado e mostrar suas transformações, mostrar que as palavras tidas muitas vezes como “não científicas” estão imbricadas numa rede discursiva que dão significado aos modos como os estudantes identificam e diferenciam os saberes científicos Este trabalho tem influência teórica do campo dos Estudos Culturais, mais especificamente das contribuições de Stuart Hall sobre a questão da identidade cultural A preocupação com o contexto em que ocorrem as ações sociais é uma marca dos Estudos Culturais compartilhada com noções etnometodológicas, das quais acredito ter me valido neste trabalho Por perceber os estudantes como sujeitos ativos, que se produzem e são produzidos nas e pelas relações sociais, ao perceber a diversidade entre as várias maneiras que as pessoas têm de construir e viver suas vidas, entendo que estudos de cunho interpretativo, tal qual a etnometodologia, talvez sejam um primeiro esforço para aceitar as diferenças que se resultam nesse processo de “viver a vida”, fora ou dentro da escola As observações conduzem para a ideia de identidades não essenciais e de uma ciência mutável, sempre em transformação, sempre reconfigurada pelos estudantes, em processo constante de elaboração e produção Produção que, por ser ativa, envolve resistência, confronto, negociação, lutas Acredito que é nesse movimento e nessas intensas interações e negociações que a ciência vai se mantendo O que pude construir foi que as identidades válidas entre os alunos e alunas são aquelas que funcionam no registro da fragmentação e da reapropriação mixórdica do discurso científico como sua maior força para sobreviver no mundo fluído da invenção, estranhamentos e constante (re)criação em que estes sujeitos estão envolvidos
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Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação MatemáticaAbstract: In trying to understand how students are actively negotiating identities and how the flow will be maintained in a scientific discipline in schools, followed by a period of eight months, activities in science lessons in elementary school from a private school in the city of Londrina , Paraná I try to explore the relationship between students and scientific discourse, the appropriation ways and how this process contributes to the construction of a scientific and cultural identity I believe that understanding how these processes take place to identify, in view of the multiple forms of the subject leads us to (re) look at the issue of differences in the classroom, the treatments given to the knowledge brought by each subject, the language of each of the forms of appropriation and reconfiguration of the discourse In seeking to achieve a flow analysis of science in science classes, through the voices of students, sought to dislodge science from a privileged location and display their transformations, show that the words are often taken as "unscientific" are embedded in a network discourse that give meaning to ways in which students identify and differentiate the scientific knowledge This theoretical work has influenced the field of Cultural Studies, more specifically the contributions of Stuart Hall on the issue of cultural identity Concern about the context in which social actions occur is a trademark of Cultural Studies shared with ethnomethodological notions, of which I believe to have been worth in this work By understanding the students as active subjects, who produce and are produced in and by social relations, realizing the diversity among the various ways that people have to build and live their lives, I believe that studies of interpretive slant, like ethnomethodology, may be a first effort to accept the differences that result from this process of "living life" outside or inside the school The observations lead to the idea of identity is not essential and a science changing, always changing, always reset by the students, in constant process of development and production Production, being active, involves resistance, confrontation, negotiation, struggle I believe that this movement is intense, and these interactions and negotiations that science will be keeping I could observe as valid identity between the students is the fragmentation and mixed-up reappropriation of the scientific discourse as its greatest strength to survive in the world filled with fiction, invention, surprise and constant (re)creation in which the subjects are involvedporCiências (Ensino fundamental)Estudo e ensinoEstudantesPersonalidade e culturaEtnometodologiaSciences (Medium teaching)StudentsEthnomethodologyStudents - Cultural identityStudy and teachingPersonality and culture"Que baguio é esse?" : a negociação das identidades nas aulas de ciênciasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoEnsino de Ciências e Educação MatemáticaCentro de Ciências ExatasPrograma de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess149718vtls000171144SIMvtls000171144http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00017114464.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0001711441944.pdf123456789/5102 - Mestrado - Ensino de Ciências e Educação MatemáticaORIGINAL1944.pdfapplication/pdf272604https://repositorio.uel.br/bitstreams/442a86d1-d09b-457c-9fd0-d371e5e15712/downloadc12f62f44a28b20311eb92a885daef5dMD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/9dafff31-5c23-422c-940a-c7248ad453c4/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT1944.pdf.txt1944.pdf.txtExtracted texttext/plain171952https://repositorio.uel.br/bitstreams/508f648a-77e0-4bb6-861f-558a9f51e7ae/download83571f117a23ddaa4078b6e93eed3054MD53THUMBNAIL1944.pdf.jpg1944.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3298https://repositorio.uel.br/bitstreams/a7120539-2485-4894-a89f-9334eefd6136/download4c5487d7fbfdc945d46847dcab178a40MD54123456789/129652024-07-12 01:19:48.07open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/12965https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:19:48Repositório Institucional da UEL - 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description Resumo: Na tentativa de compreender como os estudantes estão ativamente negociando identidades e como o fluxo científico vai se mantendo numa disciplina escolar, acompanhei, por um período de oito meses, atividades realizadas em aulas de Ciências, no Ensino Fundamental de uma escola particular na cidade de Londrina, Paraná Procurei explorar a relação dos alunos e alunas com o discurso científico, os seus meios de apropriação e como esse processo contribui para a construção de identidades Acredito que entender como se dão estes processos de identificação, tendo em vista a multiplicidade de formas de sujeito, nos leva a (re)olhar a questão das diferenças em sala de aula, dos tratamentos dados aos saberes trazidos por cada sujeito, do linguajar de cada um, das formas de apropriação e reconfiguração dos discursos Ao procurar realizar uma análise do fluxo da ciência em aulas de ciências, por meio das vozes dos estudantes, busquei desalojar a ciência de um local privilegiado e mostrar suas transformações, mostrar que as palavras tidas muitas vezes como “não científicas” estão imbricadas numa rede discursiva que dão significado aos modos como os estudantes identificam e diferenciam os saberes científicos Este trabalho tem influência teórica do campo dos Estudos Culturais, mais especificamente das contribuições de Stuart Hall sobre a questão da identidade cultural A preocupação com o contexto em que ocorrem as ações sociais é uma marca dos Estudos Culturais compartilhada com noções etnometodológicas, das quais acredito ter me valido neste trabalho Por perceber os estudantes como sujeitos ativos, que se produzem e são produzidos nas e pelas relações sociais, ao perceber a diversidade entre as várias maneiras que as pessoas têm de construir e viver suas vidas, entendo que estudos de cunho interpretativo, tal qual a etnometodologia, talvez sejam um primeiro esforço para aceitar as diferenças que se resultam nesse processo de “viver a vida”, fora ou dentro da escola As observações conduzem para a ideia de identidades não essenciais e de uma ciência mutável, sempre em transformação, sempre reconfigurada pelos estudantes, em processo constante de elaboração e produção Produção que, por ser ativa, envolve resistência, confronto, negociação, lutas Acredito que é nesse movimento e nessas intensas interações e negociações que a ciência vai se mantendo O que pude construir foi que as identidades válidas entre os alunos e alunas são aquelas que funcionam no registro da fragmentação e da reapropriação mixórdica do discurso científico como sua maior força para sobreviver no mundo fluído da invenção, estranhamentos e constante (re)criação em que estes sujeitos estão envolvidos
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