A forma do bairro-jardim no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Bragança, Gabriela de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Maringá
Universidade Estadual de Londrina
Departamento de Arquitetura e Urbanismo
Programa Associado de Pós-Graduação em Metodologia de Projeto de Arquitetura e Urbanismo (UEM e UEL)
Maringá, PR
Centro de Tecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/8588
Resumo: Orientador: Prof. Dr. Renato Leão Rego
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spelling A forma do bairro-jardim no BrasilUrbanismo no BrasilBairro-jardimCirculação de idéiasDifusão no urbanismoMorfologia urbana711.40981Ciências Sociais AplicadasArquiteturaOrientador: Prof. Dr. Renato Leão RegoDissertação (mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Estadual de Maringá, Universidade Estadual de Londrina, 2018RESUMO: Quatro bairros foram implantados no Brasil em períodos e contextos distintos, por diferentes agentes motivados por razões específicas, a saber: o Jardim América no ano de 1916 em São Paulo-SP, a Vila Operária em 1919 em Niterói - RJ, o Bairro do Derby em 1922 em Recife - PE e a Vila IAPI em 1941 em Porto Alegre - RS. Apesar de terem assumido formas urbanas tão díspares, todos eles são reconhecidos como exemplares de bairro-jardim. Partindo do pressuposto de que o caráter de reforma social do ideário garden city foi descartado, derivando-se em assentamentos constituídos por uma paisagem urbana bucólica, amplamente ajardinada, de baixa densidade, composta por vias irregulares e arquitetura pitoresca, buscou-se comparar e contrastar os elementos morfológicos de tais bairros com o intuito principal de caracterizar como se deu a apropriação do vocabulário formal de cidade-jardim no Brasil. Portanto, objetiva-se compreender de que maneira essa ideia de urbanismo inglês chegou até o país e o quanto ela se distanciou das formas originais. A partir do entendimento dos processos de implantação e da análise morfológica dos projetos desses quatro bairros-jardim brasileiros, observa-se que os aspectos formais de cidade-jardim foram adaptados às condições de possibilidade locais e muitas vezes, atrelados a outros modelos urbanos. Conclui-se, portanto, que tais apropriações responderam às circunstâncias e aos contextos diversos em processos de modernização e de expansão urbana planejada, por meio de iniciativas tanto públicas quanto privadas, que buscavam, sobretudo, mudar a feição do traçado da cidade colonial que estava associada ao atraso, à insalubridade e à desorganização. Para efeito de análise morfológica, foi utilizado um método cognitivo internalista e externalista, caracterizado pelo reconhecimento dos padrões da forma urbana embasado nos estudos de Spiro Kostof (1991), além da visão tripartite da escola inglesa de morfologia urbana. Por fim, concluímos que ocorreram duas principais categorias de apropriação do ideário no país, ambas caracterizadas pela farta arborização, porém com densidades opostas. Ademais, entre os quatro estudos de caso aqui tratados, apontamos que o que mais se aproximou das características originais de bairro-jardim foi a Vila IAPIABSTRACT: Four neighborhoods were established in Brazil in different periods and contexts, and by different agents motivated by specific reasons, namely: Jardim América, 1916, in São Paulo- SP, Vila Operária, 1919, in Niterói - RJ, Bairro do Derby, 1922, in Recife - PE and Vila IAPI, 1941, in Porto Alegre. Although they have assumed such disparate urban forms, they are all recognized as an exemple of garden suburb. Based on the assumption that the social reform character of the garden city concept was discarded, resulting in settlements constituted by a bucolic urban landscape, with lots of greenery, of low density, composed by winding roads and picturesque architecture, we compared and contrasted the morphological elements of such neighborhoods aiming to characterize the appropriation of the formal vocabulary of garden city in Brazil. In addition, this study's main purpose is to understand how this idea of British urbanism came to the country and how far it has distanced itself from the original forms. According to the understanding of the implantation processes and the morphological analysis of the projects in these four brazilian garden suburbs, the formal aspects of the garden city movement were adapted to the local conditions and often merged to other urban models. The result shows that such appropriations have responded to the circumstances and diverse contexts in processes of modernization and planned urban expansion, through both public and private initiatives, which sought, above all, to change the layout of the colonial city, related to insalubrity and disorganization. In accordance with morphological analysis, an internalist and externalist method was used, which is characterized by the recognition of urban patterns based on Spiro Kostof's (1991) study, as well as the tripartite view of the British school of urban morphology. Finally, we conclude that there were two main categories of appropriation of this idea in Brazil, both characterized by the large afforestation, but with opposite densities. In addition, among the four case studies discussed here, we point out that the one that was closest to the original garden suburb characteristcs was Vila IAPI170 f. : il. (algumas color.).Universidade Estadual de MaringáUniversidade Estadual de LondrinaDepartamento de Arquitetura e UrbanismoPrograma Associado de Pós-Graduação em Metodologia de Projeto de Arquitetura e Urbanismo (UEM e UEL)Maringá, PRCentro de TecnologiaRego, Renato Leão, 1968-Kanashiro, MilenaMiranda, Adriana EckertBragança, Gabriela de Oliveira2025-01-07T13:48:43Z2025-01-07T13:48:43Z2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfBRAGANÇA, Gabriela de Oliveira. A forma do bairro-jardim no Brasil. 2018. 170 f. 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