A irredutibilidade do sintoma na clínica psicanalítica
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Psicanálise |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14584 |
Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo investigar uma característica intrínseca ao sintoma para a psicanálise: sua irredutibilidade ao processo de significação. Apostando encontrar neste impasse a essência da descoberta freudiana e a especificidade da clínica psicanalítica, cuja acepção de cura é colocada em xeque, propomos reler a obra de Freud, não sem um atravessamento pelo ensino de Lacan, a partir de suas primeiras elaborações. O trauma psíquico (1892), impossível de ser abolido, constituiu-se no fator etiológico dos sintomas e no eixo ao redor do qual a psicanálise foi fundada. O sintoma, como uma formação do aparelho psíquico enquanto um aparelho de linguagem , foi definido, inicialmente, como uma reação ao trauma (1892), passando, logo depois, à realização de um desejo recalcado (1897). Em ambas as acepções, regido pelo princípio de prazer, sua atuação é a de agente de defesa ou tratamento contra a incidência, no aparelho psíquico, de uma soma de excitação constante produtora de desprazer. No final do percurso teórico-clínico de Freud, a partir da descoberta da pulsão de morte, o sintoma passa por uma mudança em seu estatuto (1926). De uma formação simbólica cujo fim é o de baixar um quantum de excitação impossível de ser abolido, o sintoma torna-se seu agente, estando no cerne dessa irredutibilidade constitutiva. Produtor de um mal-estar incessante, sua função é a de atuar como condição de efetividade de uma clínica singular. Pulsão e sintoma, ambos apontam para uma tensão permanente entre o somático e o mental. Sem esgotarem-se em uma qualidade ou quantidade, tanto a pulsão como o sintoma assinalam uma articulação estruturante entre significante e corpo, nos termos de Lacan |
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A irredutibilidade do sintoma na clínica psicanalíticaSymptômeIrréductibilitéClinique psychanalytiqueLangagePulsionIrredutibilidadeClínica psicanalíticaPulsãoPsicanáliseSintomaLinguagemCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIAEsta dissertação tem como objetivo investigar uma característica intrínseca ao sintoma para a psicanálise: sua irredutibilidade ao processo de significação. Apostando encontrar neste impasse a essência da descoberta freudiana e a especificidade da clínica psicanalítica, cuja acepção de cura é colocada em xeque, propomos reler a obra de Freud, não sem um atravessamento pelo ensino de Lacan, a partir de suas primeiras elaborações. O trauma psíquico (1892), impossível de ser abolido, constituiu-se no fator etiológico dos sintomas e no eixo ao redor do qual a psicanálise foi fundada. O sintoma, como uma formação do aparelho psíquico enquanto um aparelho de linguagem , foi definido, inicialmente, como uma reação ao trauma (1892), passando, logo depois, à realização de um desejo recalcado (1897). Em ambas as acepções, regido pelo princípio de prazer, sua atuação é a de agente de defesa ou tratamento contra a incidência, no aparelho psíquico, de uma soma de excitação constante produtora de desprazer. No final do percurso teórico-clínico de Freud, a partir da descoberta da pulsão de morte, o sintoma passa por uma mudança em seu estatuto (1926). De uma formação simbólica cujo fim é o de baixar um quantum de excitação impossível de ser abolido, o sintoma torna-se seu agente, estando no cerne dessa irredutibilidade constitutiva. Produtor de um mal-estar incessante, sua função é a de atuar como condição de efetividade de uma clínica singular. Pulsão e sintoma, ambos apontam para uma tensão permanente entre o somático e o mental. Sem esgotarem-se em uma qualidade ou quantidade, tanto a pulsão como o sintoma assinalam uma articulação estruturante entre significante e corpo, nos termos de LacanCette dissertation vise étudier une caractéristique intrinsèque du symptôme pour la psychanalyse: son irréductibilité au processus de signification. En investissant pour trouver dans cette impasse l'essence de la découverte freudienne et la spécificité de la clinique psychanalytique, dont le sens de guérison est mis en cause, nous proposons relire l' uvre de Freud, non sans un croisement par l'enseignement de Lacan, à partir de ses premières élaborations. Le traumatisme psychique (1892), impossible d être aboli, s est constitué le facteur étiologique des symptômes et l'axe autour duquel la psychanalyse a été fondée. Le symptôme, en tant que formation de l'appareil psychique tandis qu un appareil de langage , a été défini, initialement, comme une réaction au traumatisme (1892), passant, peu après, à la réalisation d'un désir refoulé (1897). Dans les deux sens, régi par le principe de plaisir, son action est celle d'agent de défense ou de traitement contre l'incidence, dans l'appareil psychique, d'une somme d'excitation constante productrice de déplaisir. À la fin du parcours théorique-clinique de Freud, à partir de la découverte de la pulsion de mort, le symptôme passe par un changement dans son statut (1926). D'une formation symbolique dont le but est de baisser un quantum d'excitation impossible d être aboli, le symptôme devient son agent, étant au noyau de cette irréductibilité constitutive. Producteur d'un malaise incessant, sa fonction est d'agir comme condition effectivité d'une clinique singulière. Pulsion et symptôme, les deux points indiquent une tension permanente entre le somatique et le mental. Sans s'épuiser en qualité ou en quantité, la pulsion et le symptôme signalent une articulation structurante entre le signifiant et le corps, dans les termes de LacanFundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de JaneiroUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e Humanidades::Instituto de PsicologiaBRUERJPrograma de Pós-Graduação em PsicanáliseDarriba, Vinícius Anciãeshttp://lattes.cnpq.br/3774088633225921Barros, Rita Maria Manso dehttp://lattes.cnpq.br/4241759241115365Zucchi, Marcia Aparecidahttp://lattes.cnpq.br/2357977296675597Cardoso, Maurício José D escragnollehttp://lattes.cnpq.br/5184918190681458Moreira, Ana Cristina Lemos2021-01-07T17:50:02Z2019-05-282018-02-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMOREIRA, Ana Cristina Lemos. A irredutibilidade do sintoma na clínica psicanalítica. 2018. 134 f. 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