Avaliação de aspectos hematológicos, bioquímicos e de hemoparasitas em população de Didelphis aurita Wied-Neuwied, 1826 (Didelphimorphia: Didelphidae) da Serra dos Órgãos, RJ

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Moreira, Silvia Bahadian
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Multidisciplinar
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14292
Resumo: A Floresta Tropical Atlântica apresenta uma enorme biodiversidade, e está atualmente sujeita a inúmeras pressões como a perda de área pela intensa ocupação humana, agricultura, pecuária, urbanização e industrialização. Esses impactos têm provocado desmatamento e fragmentação florestal, processos que interferem na manutenção das populações animais, inclusive afetando os ciclos silvestres de parasitas e microorganismos. Didelphis aurita é um marsupial da Mata Atlântica com alta capacidade adaptativa a ambientes perturbados. Esta espécie onívora é tolerante à fragmentação florestal, podendo sobreviver em ambientes silvestres, rurais, suburbanos e urbanos, tendo importância na conexão dos ciclos silvestres e urbanos de diversos agentes. Este trabalho teve por objetivo descrever aspectos hematológicos, bioquímicos e de hemoparasitas em Didelphis aurita de duas áreas da Serra dos Órgãos/ RJ, uma área fragmentada e outra de mata contínua. Entre julho de 2011 e fevereiro de 2012 foram capturados 61 animais que tiveram amostras de sangue avaliadas. Os resultados expressos como média ± desvio padrão foram: Volume Globular 38,66 % (± 4,97); Hemácias 5,40 (± 0,75) x106/mm3; Hemoglobina 12,78 (± 1,68) g/dL; VGM 71,69 (± 3,56) fl; CHGM 33,01 (± 0,63) %; Plaquetas 514,70 (± 323,10) x 103/mm3; Leucócitos 19.678,52 (± 10.152,26)/mm3; Basófilos 0,59 (± 0,72) %; Eosinófilos 13,79 (± 6,94)%; Bastonetes 0,77 (± 2,04) %; Segmentados 41,12 (± 13,95) %; Linfócitos 41,97 (± 12,97) %; Monócitos 1,75 (± 1,51)%. Para parâmetros bioquímicos encontramos os seguintes resultados: Proteínas totais 8,50 (± 1,68); albumina 3,03 (± 0,69); globulina 5,44 (± 1,66); uréia 83,57 (± 20,11); creatinina 0,44 (± 0,13); ALT 85,01 (± 65,65); AST 314,55 (± 130,58); FA 420,38 (± 371,89); GGT 19,40 (± 8,51). Os parâmetros hematócrito, hemoglobina, hematimetria, ALT, AST e FA foram maiores nos machos do que nas fêmeas. Adultos apresentaram valores de proteína plasmática total, leucócitos, hematócrito, hemoglobina, hematimetria, albumina, proteínas totais, creatinina e GGT maiores do que jovens, e o inverso ocorreu para plaquetas, globulina e FA. Animais do Fragmento apresentaram valores de massa corporal e albumina menores do que os do Garrafão, e o inverso ocorreu para GGT e globulina. Babesiasp. ocorreu em 26,6% da população, sendo mais freqüente em adultos. Estes resultados são os primeiros parâmetros de referência para Didelphis aurita na Serra dos Órgãos, contribuindo para o estudo desta espécie.
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Didelphis aurita é um marsupial da Mata Atlântica com alta capacidade adaptativa a ambientes perturbados. Esta espécie onívora é tolerante à fragmentação florestal, podendo sobreviver em ambientes silvestres, rurais, suburbanos e urbanos, tendo importância na conexão dos ciclos silvestres e urbanos de diversos agentes. Este trabalho teve por objetivo descrever aspectos hematológicos, bioquímicos e de hemoparasitas em Didelphis aurita de duas áreas da Serra dos Órgãos/ RJ, uma área fragmentada e outra de mata contínua. Entre julho de 2011 e fevereiro de 2012 foram capturados 61 animais que tiveram amostras de sangue avaliadas. Os resultados expressos como média ± desvio padrão foram: Volume Globular 38,66 % (± 4,97); Hemácias 5,40 (± 0,75) x106/mm3; Hemoglobina 12,78 (± 1,68) g/dL; VGM 71,69 (± 3,56) fl; CHGM 33,01 (± 0,63) %; Plaquetas 514,70 (± 323,10) x 103/mm3; Leucócitos 19.678,52 (± 10.152,26)/mm3; Basófilos 0,59 (± 0,72) %; Eosinófilos 13,79 (± 6,94)%; Bastonetes 0,77 (± 2,04) %; Segmentados 41,12 (± 13,95) %; Linfócitos 41,97 (± 12,97) %; Monócitos 1,75 (± 1,51)%. Para parâmetros bioquímicos encontramos os seguintes resultados: Proteínas totais 8,50 (± 1,68); albumina 3,03 (± 0,69); globulina 5,44 (± 1,66); uréia 83,57 (± 20,11); creatinina 0,44 (± 0,13); ALT 85,01 (± 65,65); AST 314,55 (± 130,58); FA 420,38 (± 371,89); GGT 19,40 (± 8,51). Os parâmetros hematócrito, hemoglobina, hematimetria, ALT, AST e FA foram maiores nos machos do que nas fêmeas. Adultos apresentaram valores de proteína plasmática total, leucócitos, hematócrito, hemoglobina, hematimetria, albumina, proteínas totais, creatinina e GGT maiores do que jovens, e o inverso ocorreu para plaquetas, globulina e FA. Animais do Fragmento apresentaram valores de massa corporal e albumina menores do que os do Garrafão, e o inverso ocorreu para GGT e globulina. Babesiasp. ocorreu em 26,6% da população, sendo mais freqüente em adultos. Estes resultados são os primeiros parâmetros de referência para Didelphis aurita na Serra dos Órgãos, contribuindo para o estudo desta espécie.The Atlantic Forest is characterized by a high species diversity and endemism. This ecosystem is under human-induced threats for decades, loosing area to agriculture, pastures and urban areas.These threats have lead to habitat destruction and fragmentation, disturbing ecological processes and affecting the enzootic cycle of diseases. Didelphis aurita is an Atlantic Forest marsupial with synanthropic habit, capable of survive in disturbed and fragmented environments, including urban areas. The aim of this study was to describe haemoparasites, hematologic and serum chemistry aspects of D. aurita in Serra dos Órgãos/ RJ, comparing two areas, a conserved forest and a fragmented landscape. Between July 2011 and February 2012 61 specimens were studied. Results are given as mean ± standard deviation, as follows: Packed cell volume 38,66 % (± 4,97); erythrocytes 5,40 (± 0,75)x106/mm3; hemoglobin 12,78 (± 1,68) g/dL; MCV 71,69 (± 3,56) fl; MCHC 33,01 (± 0,63) %; Platelets 514,70 (± 323,10) x 103/mm3; Leukocytes 19.678,52 (± 10.152,26)/mm3; basophils 0,59 (± 0,72) %; eosinophils 13,79 (± 6,94)%; band neutrophils 0,77 (± 2,04) %; neutrophils 41,12 (± 13,95) %; lymphocytes 41,97 (± 12,97) %; monocytes 1,75 (± 1,51)%. The serum chemistry values were: total protein8,50 (± 1,68); albumin 3,03 (± 0,69); globulin 5,44 (± 1,66); BUN 83,57 (± 20,11); creatinine 0,44 (± 0,13); ALT 85,01 (± 65,65); AST 314,55 (± 130,58); AP 420,38 (± 371,89); GGT 19,40 (± 8,51). Packed cell volume, hemoglobin, erythrocytes, ALT, AST and AP were higher in males than in females. Adults have higher values of total plasmatic protein, leukocytes, packed cell volume, hemoglobin, erythrocytes, albumin, total protein and GGT than young animals. The Young have higher platelets, globulin and AP. Animals from the fragmented area present lower body mass and lower levels of albumin than those from the conserved Forest. The opposite occurred for GGT and globulin. Babesia sp. were found in 26.6% of specimens, more frequently in adults. These results are the very first reportof hematologic and serum chemistry values for D. aurita in Serra dos Órgãos.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade do Estado do Rio de JaneiroMultidisciplinarBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Meio AmbienteGeise, Lenahttp://lattes.cnpq.br/1404440660139143Matushima, Eliana Reikohttp://lattes.cnpq.br/8348391869460979Labarthe, Norma Vollmerhttp://lattes.cnpq.br/9751484492131778Kajin, Majahttp://lattes.cnpq.br/4443033956694640Bergallo, Helena de Godoyhttp://lattes.cnpq.br/8806985537528383Moreira, Silvia Bahadian2021-01-07T15:10:37Z2014-07-102013-03-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfMOREIRA, Silvia Bahadian. Avaliação de aspectos hematológicos, bioquímicos e de hemoparasitas em população de Didelphis aurita Wied-Neuwied, 1826 (Didelphimorphia: Didelphidae) da Serra dos Órgãos, RJ. 2013. 134 f. Tese (Doutorado em Meio Ambiente) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14292porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T22:38:58Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/14292Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T22:38:58Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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