Praticantes de mundos: a invenção de cotidianos discentes em uma universidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Lopes, Eduardo Simonini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10321
Resumo: A presente pesquisa pretendeu discutir a importância de se oferecer atenção às inventivas redes relacionais discentes construídas no cotidiano da Universidade Federal de Viçosa/MG (UFV); sendo essas redes entendidas como produtoras de diferentes currículos e conhecimentos não institucionalizados na universidade. Assim, a partir da análise da construção de um grupo estudantil de diversidade sexual chamado Primavera nos Dentes , buscou-se cartografar diferentes modos de subjetivação da experiência discente que transversalizava aquele grupo e, por conseguinte, os enovelamentos políticos, sociais e desejantes com os quais o Primavera se cumpliciava. Tais cumplicidades se tornaram indicadoras da existência de uma vida estudantil plural que estava urdida em universos de sentido que não se restringiam apenas ao estudo das sexualidades. Acompanhado, portanto, a partir de suas interseções e seus contágios com diferentes processos grupais, encontramos que as dinâmicas do grupo Primavera nos Dentes construíam ramificações e conflitos que se estendiam ao Movimento Estudantil, a proposições político-partidárias, a orientações religiosas, a movimentos sociais diversos (como o MST, a Marcha Mundial das Mulheres, o Movimentos dos Atingidos por Barragens) que postulavam diferentes propostas revolucionárias para a universidade e para sociedade em geral. Assim, ao acompanhar as dinâmicas de um grupo pontual, invisível e institucionalmente frágil como o Primavera nos Dentes , fomos apresentados a redes de relações (geralmente ignoradas pela Administração Superior da universidade) que fomentavam outros conhecimentos e que também interferiam nos modos como os estudantes nelas envolvidos praticavam não apenas a UFV, mas também suas próprias vidas fora da instituição.
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Assim, a partir da análise da construção de um grupo estudantil de diversidade sexual chamado Primavera nos Dentes , buscou-se cartografar diferentes modos de subjetivação da experiência discente que transversalizava aquele grupo e, por conseguinte, os enovelamentos políticos, sociais e desejantes com os quais o Primavera se cumpliciava. Tais cumplicidades se tornaram indicadoras da existência de uma vida estudantil plural que estava urdida em universos de sentido que não se restringiam apenas ao estudo das sexualidades. Acompanhado, portanto, a partir de suas interseções e seus contágios com diferentes processos grupais, encontramos que as dinâmicas do grupo Primavera nos Dentes construíam ramificações e conflitos que se estendiam ao Movimento Estudantil, a proposições político-partidárias, a orientações religiosas, a movimentos sociais diversos (como o MST, a Marcha Mundial das Mulheres, o Movimentos dos Atingidos por Barragens) que postulavam diferentes propostas revolucionárias para a universidade e para sociedade em geral. Assim, ao acompanhar as dinâmicas de um grupo pontual, invisível e institucionalmente frágil como o Primavera nos Dentes , fomos apresentados a redes de relações (geralmente ignoradas pela Administração Superior da universidade) que fomentavam outros conhecimentos e que também interferiam nos modos como os estudantes nelas envolvidos praticavam não apenas a UFV, mas também suas próprias vidas fora da instituição.This research aimed to discuss the importance of giving attention to the inventive student relational networks, which are built in the daily life of the Federal University of Viçosa/MG (UFV), being these networks the producers of different curricula and knowledge that are not institutionalized at the university. In such a manner, from the analysis of the formation of a student group, called Primavera nos Dentes, characterized by sexual diversity, we sought to map out the assorted modes of subjectivity of the student experience that crossed that group and, consequently, the political, social and desiring entanglements of which the Primavera was an accomplice. These complicities indicated the existence of a plural student life which was woven in universes of sense not only restricted to the study of sexualities. Therefore, from its intersections and infections with various group processes, we found out that the Primavera nos Dentes dynamics built ramifications and conflicts, which extended into the Student Movement, political party proposals, religious orientations, diverse social movements (such as the Landless Rural Workers Movement MST, the World March of Women, the Movement of People Affected by Dams) that postulated different revolutionary proposals to the university and the society in general. Thus, by following the dynamics of a punctual, invisible, and institutionally fragile group, like the Primavera nos Dentes, we were introduced to networks of relations (generally ignored by the Senior Administration of the university) that fostered other kinds of knowledge and, also, that interfered in the ways in which the students involved practiced not only the UFV, but also their own lives outside the institution.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e Humanidades::Faculdade de EducaçãoBRUERJPrograma de Pós-Graduação em EducaçãoOliveira, Inês Barbosa dehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783482J7&dataRevisao=nullAmorim, Antonio Carlos Rodrigues dehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4798668A5&dataRevisao=nullCarvalho, Janete Magalhãeshttp://lattes.cnpq.br/4780081698750924Romagnoli, Roberta Carvalhohttp://lattes.cnpq.br/0924610511932717Victorio Filho, Aldohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4779508J6&dataRevisao=nullLopes, Eduardo Simonini2021-01-05T21:43:48Z2013-06-112011-11-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfLOPES, Eduardo Simonini. 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