A nômade história cultural do lundu: o batuque viajante no atlântico negro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Nogueira, Antonio Carlos Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em História Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13532
Resumo: Esse trabalho dedica-se à análise dos discursos contínuos em torno do Lundu no último quartel do século XVIII e no curso do século XIX, que reproduziram uma perspectiva colonial, racial e etnocêntrica desse fenômeno cultural e musical. O que se propõe nesse trabalho é pensar o Lundu como um fenômeno inscrito em uma circularidade cultural, através de relações sociais compreendidas como atlânticas , enfocando mais o movimento e os trânsitos, do que suas supostas origens. As fontes, a partir das quais ilustramos esses discursos coloniais, foram escolhidas entre os relatos dos viajantes pelo atlântico, assim como a bibliografia de folcloristas e intérpretes do lundu. A principal hipótese do trabalho é que há uma continuidade desses discursos etnocêntricos que procuram uma origem pura do Lundu numa África mítica e que portanto teria se aculturado , ou ainda aqueles que procuraram construir o Lundu como o primeiro gênero musical genuinamente brasileiro . Assim as fontes dialogam com parte da produção escrita sobre o lundu dança e canção, e nesse último, debruçou-se sobre Domingos Caldas Barbosa, escritor e músico e nascido no Rio de Janeiro que levou o lundu para Portugal, entendendo-o como um músico subversivo e como um exemplo que transcende as visões de uma cultura estática, dual e binária entre colonizados e colonizadores. A proposta pós-colonialista, de entendimento do Lundu como um fenômeno cultural híbrido e gestado no Atlântico Negro é uma alternativa à produção canônica nas narrativas sobre o lundu.
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