Representações sociais da Aids para pessoas que vivem com HIV e suas interfaces cotidianas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Silva, érika Machado Pinto da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11229
Resumo: O presente estudo teve como objetivo descrever o conteúdo das representações sociais acerca da Aids para os usuários soropositivos em acompanhamento ambulatorial da rede pública de saúde e analisar a interface das representações sociais da Aids com o cotidiano dos indivíduos que vivem com o HIV, especialmente no que concerne à sua organização e ao processo de adesão ao tratamento. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, pautado na abordagem qualitativa e orientado pela Teoria das Representações Sociais. Os sujeitos consistiram em 30 usuários em acompanhamento ambulatorial de um Hospital Público Municipal localizado na cidade do Rio de Janeiro referenciado para clientes soropositivos ao HIV/Aids. Os dados foram coletados por meio de entrevista e analisados através da análise de conteúdo. Como resultados, emergiram 6 categorias, quais sejam: Elementos de memória da Ancoragem da Aids na sociedade e o seu processo de transformação, onde foi explicitada a ancoragem da Aids no outro, na África, no macaco, no homossexual e uma nova ancoragem apresentada consiste na cronicidade do diabetes, deixando a síndrome de ser sinônimo de morte; Transmissão e Prevenção da Aids segundo as pessoas que convivem com a síndrome, na qual os sujeitos apresentaram quase todas as formas cientificamente comprovadas quanto aos meios de transmissão do vírus HIV; O cotidiano dos indivíduos soropositivos permeado pelo processo de vulnerabilidade ao HIV, no âmbito do qual entende-se que o reconhecimento do risco individual frente à epidemia irá influenciar, sobretudo, as práticas e os comportamentos das pessoas; Discriminação e ocultamento no conviver com o HIV, onde se apresenta como estratégias de sobrevivência social o ocultamento do estado de soropositividade ao HIV. Assim, podem continuar a vida como pessoas consideradas normais, sem serem acusadas e discriminadas, sejam no âmbito familiar, social ou no trabalho; além disso, os sujeitos do estudo declararam que eram preconceituosos antes do diagnóstico; o processo de adesão ao tratamento na cotidianidade de indivíduos soropositivos, observando-se, nesta categoria, que um dos grandes motivadores da adesão ao tratamento consiste no fato dos usuários acreditarem no resultado positivo da terapêutica; o enfrentamento cotidiano experiênciado pelos sujeitos que convivem com o HIV, onde a forma como os sujeitos organizam o seu cotidiano para enfrentar e conviver com o HIV reflete diretamente em suas atitudes e em suas práticas, tanto no processo da adesão, como nas relações sociais (o outro) e, principalmente, na relação individual (o eu). Conclui-se que a representação social da Aids apresenta-se multifacetada e dependente do contexto histórico e social no qual o indivíduo está inserido, seus valores, cultura, nível de informação e conhecimento.
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Os sujeitos consistiram em 30 usuários em acompanhamento ambulatorial de um Hospital Público Municipal localizado na cidade do Rio de Janeiro referenciado para clientes soropositivos ao HIV/Aids. Os dados foram coletados por meio de entrevista e analisados através da análise de conteúdo. Como resultados, emergiram 6 categorias, quais sejam: Elementos de memória da Ancoragem da Aids na sociedade e o seu processo de transformação, onde foi explicitada a ancoragem da Aids no outro, na África, no macaco, no homossexual e uma nova ancoragem apresentada consiste na cronicidade do diabetes, deixando a síndrome de ser sinônimo de morte; Transmissão e Prevenção da Aids segundo as pessoas que convivem com a síndrome, na qual os sujeitos apresentaram quase todas as formas cientificamente comprovadas quanto aos meios de transmissão do vírus HIV; O cotidiano dos indivíduos soropositivos permeado pelo processo de vulnerabilidade ao HIV, no âmbito do qual entende-se que o reconhecimento do risco individual frente à epidemia irá influenciar, sobretudo, as práticas e os comportamentos das pessoas; Discriminação e ocultamento no conviver com o HIV, onde se apresenta como estratégias de sobrevivência social o ocultamento do estado de soropositividade ao HIV. Assim, podem continuar a vida como pessoas consideradas normais, sem serem acusadas e discriminadas, sejam no âmbito familiar, social ou no trabalho; além disso, os sujeitos do estudo declararam que eram preconceituosos antes do diagnóstico; o processo de adesão ao tratamento na cotidianidade de indivíduos soropositivos, observando-se, nesta categoria, que um dos grandes motivadores da adesão ao tratamento consiste no fato dos usuários acreditarem no resultado positivo da terapêutica; o enfrentamento cotidiano experiênciado pelos sujeitos que convivem com o HIV, onde a forma como os sujeitos organizam o seu cotidiano para enfrentar e conviver com o HIV reflete diretamente em suas atitudes e em suas práticas, tanto no processo da adesão, como nas relações sociais (o outro) e, principalmente, na relação individual (o eu). Conclui-se que a representação social da Aids apresenta-se multifacetada e dependente do contexto histórico e social no qual o indivíduo está inserido, seus valores, cultura, nível de informação e conhecimento.The current study had as its purpose describes the content of the social representations concerning to AIDS for the serum positive users with ambulatorial attendance of the public health system and to analyze the interface of the social representations of AIDS with the daily routine of the individuals who live with HIV, particularly in what concerns to its organization and to its process of adhesion to the treatment. It attends of an exploratory descriptive study, ruled in the qualitative approach and guided by the Theory of the Social Representations. The subjects consisted of 30 users with ambulatorial attendance of a Municipal Public Hospital located in the Rio de Janeiro City referenced for serum positive customers concerning to HIV/AIDS. The data were collected through interview and analyzed through the analysis of great content. As results, emerged 6 categories, as they follow: Elements of memory of the Anchoragement of the Aids in the society and its process of transformation, where it was explicated the anchoragement of Aids in the other one, in Africa, in the monkey, in the homosexual and a new presented anchoragement consists in the chronicity of the diabetes, omitting the syndrome of being synonymous of death; Transmission and Prevention of the Aids according to the people that live together with the syndrome, in which the subjects presented almost all the ways scientifically confirmed according to the ways of the HIV virus transmission; The day by day of the serum-positive individuals permeated by the vulnerability to the HIV virus, at the range in which gets along with the recognition of the individual risk heading to the epidemy will influence, overall, the practices and the people s behaviors; Discrimination and concealing in living with the HIV virus, where its introduces as strategies of social survival the concealing of the serum positive state to the HIV virus. In such case, it can be continued the life as people being considered as normal ones, without being accused and discriminated, whatever in the familiar range, social or at work; moreover, the subjects of the study declared that they were prejudiced before the diagnosis; the process of adhesion to the treatments concerning to the serum positive individuals day by day routine, observing, in this category, that one of the greatest inciters of the adhesion to the treatment consists in the fact of the users make believing in the positive result of the therapeutics; the daily facing experienced by the subjects who live with the HIV virus, where the way they organize their own day by day to face and to live together with the HIV virus reflects directly in their attitudes and also in their practices, such as in the adhesion process, or as in the social relations (the other one) and, essentially, in the individual relation (the ones themselves). It follows that the social representation of the Aids presents itself multifaced and depends on the historical and social context in what the individual is filled in, their values, culture, level of information and knowledge.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de EnfermagemBRUERJPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemGomes, Antonio Marcos Tosolihttp://lattes.cnpq.br/2550343379671285Tocantins, Florence Romijnhttp://lattes.cnpq.br/2004211102869390Marques, Sergio Corrêahttp://lattes.cnpq.br/4799359850977600Silva, érika Machado Pinto da2021-01-06T14:31:38Z2011-06-302010-02-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, érika Machado Pinto da. Representações sociais da Aids para pessoas que vivem com HIV e suas interfaces cotidianas. 2010. 196 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11229porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T19:23:13Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/11229Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T19:23:13Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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