Extração da celulose da casca da banana prata (M.spp) por um método verde e avaliação da influência de água na estrutura molecular da celulose

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Lima, Suzan Xavier
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/9699421033558398
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Tecnologia
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6884
Resumo: A casca da banana prata é um rejeito que causa danos ambientais devido ao seu grande volume oriundo do consumo e da bananicultura. Por ser uma fonte rica em celulose e por sua disponibilidade, a casca da banana prata foi escolhida para extração de celu- lose através de uma rota menos agressiva ao ambiente. Utilizando baixa concentração de solução de NaOH 5%, e menos reagentes em proporção para o branqueamento, a celulose foi extraída, no entanto, não em sua totalidade pois através das análiises de Difração de Raios X (DRX), Espectroscopia na região do Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Termogravimetria (TG) e Calorimetria Diferencial de Varrimento (DSC) pode-se identificar a presença de frações de seus componentes (hemicelulose e lignina). Através do refinamento de Le Bail a partir dos padrões de DRX, verificou-se que a celulose extraída é do tipo Iα nativa, ou seja, o tratamento de mercerização e branqueamento não alteraram seu tipo nativo, apresentando os seguintes parâmetros de cela: a = 9.985 ̊A; b = 6.732 ̊A, c = 6.552 ̊A, α = 72.940, β = 116.424 e γ = 126.046. Para entender a interação da celulose com a àgua, a celulose foi submetida ao processo de liofilização. Através dos dados de DRX, verificou-se que o processo de liofilização alterou a conformação das ca- deias de celulose, resultando em um relaxamento molecular ao longo das direções [100] e [010], resultando no aumento dos parâmetros de cela nessas direções, sugerindo que a retirada das moléculas de água por meio da liofilização, interferiu diretamente na confor- mação da celobiose dentro da cela unitária. Utilizando o método de deconvolução de picos, observou-se que, apesar das modificações observadas no padrão de DRX, o percentual de cristalinidade não teve um aumento significativo em termos de áreas de picos de difração. As análises térmicas apontaram para a degradação da celulose liofilizada em 230 °C, um aumento de aproximadamente 23 °C em relação à celulose não liofilizada, o que pode ser entendido como um aumento da estabilidade da celulose após a liofilização. A morfologia das amostras foi feita através da técnica de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). A morfologia da casca da banana prata in natura, apresentou morfologias irregulares, e a morfologia da celulose não liofilizada(CNL) em comparação com a celulose liofilizada(CL) não apresentou variações, ambas mostraram as nanofibras de celulose emaranhadas. Os diâmetros médios das nanofibras não se alteraram com o processo de liofilização, resul- tando em 11,6 nm para a CNL e 11,1 nm para a CL. Acreditamos que esta pesquisa tem sua relevânica sob o ponto de vista da ciência, uma vez que propõe um método verde e menos agressivo sob o ponto de vista ambiental, al ́em de servir como uma proposição de alternativa para a recuperação de uma das principais biomassas da região norte, a casca da banana prata.
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Utilizando baixa concentração de solução de NaOH 5%, e menos reagentes em proporção para o branqueamento, a celulose foi extraída, no entanto, não em sua totalidade pois através das análiises de Difração de Raios X (DRX), Espectroscopia na região do Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Termogravimetria (TG) e Calorimetria Diferencial de Varrimento (DSC) pode-se identificar a presença de frações de seus componentes (hemicelulose e lignina). Através do refinamento de Le Bail a partir dos padrões de DRX, verificou-se que a celulose extraída é do tipo Iα nativa, ou seja, o tratamento de mercerização e branqueamento não alteraram seu tipo nativo, apresentando os seguintes parâmetros de cela: a = 9.985 ̊A; b = 6.732 ̊A, c = 6.552 ̊A, α = 72.940, β = 116.424 e γ = 126.046. Para entender a interação da celulose com a àgua, a celulose foi submetida ao processo de liofilização. Através dos dados de DRX, verificou-se que o processo de liofilização alterou a conformação das ca- deias de celulose, resultando em um relaxamento molecular ao longo das direções [100] e [010], resultando no aumento dos parâmetros de cela nessas direções, sugerindo que a retirada das moléculas de água por meio da liofilização, interferiu diretamente na confor- mação da celobiose dentro da cela unitária. Utilizando o método de deconvolução de picos, observou-se que, apesar das modificações observadas no padrão de DRX, o percentual de cristalinidade não teve um aumento significativo em termos de áreas de picos de difração. As análises térmicas apontaram para a degradação da celulose liofilizada em 230 °C, um aumento de aproximadamente 23 °C em relação à celulose não liofilizada, o que pode ser entendido como um aumento da estabilidade da celulose após a liofilização. A morfologia das amostras foi feita através da técnica de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). A morfologia da casca da banana prata in natura, apresentou morfologias irregulares, e a morfologia da celulose não liofilizada(CNL) em comparação com a celulose liofilizada(CL) não apresentou variações, ambas mostraram as nanofibras de celulose emaranhadas. Os diâmetros médios das nanofibras não se alteraram com o processo de liofilização, resul- tando em 11,6 nm para a CNL e 11,1 nm para a CL. Acreditamos que esta pesquisa tem sua relevânica sob o ponto de vista da ciência, uma vez que propõe um método verde e menos agressivo sob o ponto de vista ambiental, al ́em de servir como uma proposição de alternativa para a recuperação de uma das principais biomassas da região norte, a casca da banana prata.The silver banana peel, is a waste that causes environmental damage due to its large volume from consumption and banana farming. Because it is a rich source of cellu- lose and because of its availability, the silver banana peel was chosen to extract cellulose through a route less aggressive to the environment. Using a low concentration of NaOH (5%) solution and less reactants in proportion to the bleaching, the cellulose was extrac- ted, however, not in its entirety because through the X-ray Diffraction (XRD) analyzes, Infrared Spectroscopy (FTIR), thermogravimetry (TG) and Differential Scanning Calori- metry (DSC), the fractions of its components (hemicellulose and lignin) can be identified. Through the refinement of Le Bail method from the XRD standards, it was verified that the extracted cellulose is of the native Iα type, that is, the mercerizing and bleaching treatment did not change its native type, presenting the following cell parameters: a = 9.985 ̊A; b = 6.732 ̊A, c = 6.552 ̊A, α = 72.940, β = 116.424 e γ = 126.046. To understand the interaction of cellulose with water, the cellulose was subjected to the freeze drying process. Through the XRD data, it was verified that the freeze drying process altered the conformation of the cellulose chains, resulting in a molecular relaxation along the directions [100] and [010], resulting in increased unit cell parameters in these directions, suggesting that the removal of the water molecules by means of freeze drying directly interfered with the conformation of the cellobiosis inside the unit cell. By means of the peaks deconvolution method, it was observed that, despite the modifications observed in the XRD pattern, the percentage of crystallinity did not have a significant increase in terms of areas of diffraction peaks. Thermal analyzes pointed to the degradation of the freeze drying cellulose at 230°C, an increase of approximately 23°C in comparation to the non-freeze drying cellulose, which can be understood as an increase in the stability of the cellulose after freeze drying process. The morphology of the samples was done through Scanning Electron Microscopy (SEM). The morphology of the banana peel in natura presented irregular morphologies, and the morphology of the non-freeze drying cellulose (CNL) in comparison to the freeze drying cellulose (CL) showed no variations, both of which showed the entangled cellulose nanofibers. The average diameters of the nanofibers did not change with the freeze drying process, resulting in 11.6 nm for the CNL and 11.1 nm for the CL. We believe that this research has its relevance from the point of view of science, since it proposes a green and less aggressive method from the environmental point of view, besides serving as an alternative proposition for the recovery of one of the main biomasses of the region north, the silver banana peel.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorno campo para listagem de áreas de conhecimento do Cnpq, deveria ter um linque para ir direto para a lista, ou esclarecer o que significa o valor de cada área da lista.Universidade Federal do AmazonasFaculdade de TecnologiaBrasilUFAMPrograma de Pós-graduação em Ciência e Engenharia de MateriaisSanches, Edgar Aparecidohttp://lattes.cnpq.br/9217911214522756Lima, Suzan Xavierhttp://lattes.cnpq.br/96994210335583982019-01-22T14:08:10Z2018-06-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/mswordapplication/pdfLIMA, Suzan Xavier. Extração da celulose da casca da banana prata (M.spp) por um método verde e avaliação da influência de água na estrutura molecular da celulose. 2018. 89 f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Engenharia de Materiais) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2018.https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6884porhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAMinstname:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)instacron:UFAM2019-12-06T18:56:43Zoai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/6884Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://200.129.163.131:8080/PUBhttp://200.129.163.131:8080/oai/requestddbc@ufam.edu.br||ddbc@ufam.edu.bropendoar:65922019-12-06T18:56:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM - Universidade Federal do Amazonas (UFAM)false
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