Presença do DNA plasmático dos Papillomavirus Humanos16 e 18 como marcador de recidiva/persistência do câncer de colo do útero

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Morais, Márcia Poinho Encarnação
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/2023581734505276, https://orcid.org/0000-0003-0695-5070
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HPV
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10517
Resumo: O câncer de colo do útero (CCU) é considerado um problema de saúde pública mundial e origina-se a partir da infecção persistente do Papillomavirus humano (HPV) oncogênico, principalmente os genótipos 16 e 18. O follow up das pacientes, após tratamento do CCU, pode levar a um melhor prognóstico e aumentar a sobrevida dessas mulheres por meio do monitoramento de detecção precoce de recidiva/persistência, o qual pode ser feito pela detecção do DNA circulante do HPV no plasma das pacientes, e a presença do material genético do vírus está associado à tendência de desenvolver recidiva/persistência.Objetivo: Analisar a presença do DNA circulante livre do HPV (cf- DNA HPV) no plasma como marcador preditor de recidiva/persistência de doença no acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero.Metodologia: Tratou-se de um estudo de coorte prospectivo envolvendo mulheres amazônidas em tratamento na Fundação Centro de Controle de Oncologia, no qual as coletas das amostras ocorreram em quatro momentos: fase zero (antes do início do tratamento), fase 1 (cerca de seis meses após o início do tratamento), fase 2 (cerca de nove meses após o início do tratamento) e fase 3 (cerca de 18 meses após o início do tratamento). As mulheres foram divididas em Grupo A (FIGO IA a IIB) e Grupo B (FIGO IIIA a IVA). Para detecção de HPV, as amostras foram submetidas a ensaio de real-time PCR (qPCR) tendo como alvo o gene E7 dos HPV 16 e 18. Resultados: 39 pacientes diagnosticadas com câncer de colo do útero no período de 31 de agosto de 2020 a 30 de setembro de 2022 foram incluídas no estudo, 13 do Grupo A e 26 do Grupo B. A idade variou entre 25 e 80 anos, com idade média 48,4 ±SD 13,4; Dezoito mulheres (46,1%) relataram serem analfabetas ou terem ensino fundamental incompleto; 30 (77,0%) não possuíam renda ou possuíam renda de até um salário-mínimo; 31 (79,5%) tiveram a primeira relação sexual entre 12 e 17 anos; 17 (43,6%) foram hiper-rastreadas conforme as diretrizes brasileiras (mais de uma citologia a cada três anos); uma (16,7%) tinha infecção por HIV; 59,1% informaram não fazer o exame de rastreio para o CCU por inibição, vergonha, medo ou falta de tempo; 35 (89,7%) tiveram diagnóstico histopatológico de carcinoma de células escamosas, quatro (10,3%) de adenocarcinoma; 26 (66,5%) apresentaram estádio III-IV. A escolha terapêutica mais frequente foi quimioterapia (QT) e radioterapia (RT) (74,4%); 12 (30,8%) mulheres apresentaram recidiva/persistência da doença após tratamento; quatro (10,3%) foram a óbito; 21 (53,8%) foram positivas antes do tratamento para cf- DNA HPV 16 no plasma e nenhuma para HPV 18; o grupo B apresentou maior frequência de cf- DNA HPV detectável (81,0%) (p = 0,041); uma paciente foi positiva para HPV16 nas fases zero, 1 e 2 de modo que na fase 1 houve diminuição do número de cópias de cf- DNA HPV 16, fato que coincidiu com o término da radioterapia; em paciente que apresentou recidiva/persistência da doença, foi possível detectar o cf- DNA HPV no plasma seis meses antes do diagnóstico de recidiva/persistência da doença. A data da primeira consulta e o início do tratamento variaram entre um e 29 meses, com valor médio igual a 6 ±5 meses. Conclusão: A detecção do cf- DNA HPV é um marcador clinicamente útil na vigilância pós-tratamento do câncer de colo do útero. O cf- DNA HPV pôde ser detectado 6 meses antes da recidiva/persistência da doença.
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O follow up das pacientes, após tratamento do CCU, pode levar a um melhor prognóstico e aumentar a sobrevida dessas mulheres por meio do monitoramento de detecção precoce de recidiva/persistência, o qual pode ser feito pela detecção do DNA circulante do HPV no plasma das pacientes, e a presença do material genético do vírus está associado à tendência de desenvolver recidiva/persistência.Objetivo: Analisar a presença do DNA circulante livre do HPV (cf- DNA HPV) no plasma como marcador preditor de recidiva/persistência de doença no acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero.Metodologia: Tratou-se de um estudo de coorte prospectivo envolvendo mulheres amazônidas em tratamento na Fundação Centro de Controle de Oncologia, no qual as coletas das amostras ocorreram em quatro momentos: fase zero (antes do início do tratamento), fase 1 (cerca de seis meses após o início do tratamento), fase 2 (cerca de nove meses após o início do tratamento) e fase 3 (cerca de 18 meses após o início do tratamento). As mulheres foram divididas em Grupo A (FIGO IA a IIB) e Grupo B (FIGO IIIA a IVA). Para detecção de HPV, as amostras foram submetidas a ensaio de real-time PCR (qPCR) tendo como alvo o gene E7 dos HPV 16 e 18. Resultados: 39 pacientes diagnosticadas com câncer de colo do útero no período de 31 de agosto de 2020 a 30 de setembro de 2022 foram incluídas no estudo, 13 do Grupo A e 26 do Grupo B. A idade variou entre 25 e 80 anos, com idade média 48,4 ±SD 13,4; Dezoito mulheres (46,1%) relataram serem analfabetas ou terem ensino fundamental incompleto; 30 (77,0%) não possuíam renda ou possuíam renda de até um salário-mínimo; 31 (79,5%) tiveram a primeira relação sexual entre 12 e 17 anos; 17 (43,6%) foram hiper-rastreadas conforme as diretrizes brasileiras (mais de uma citologia a cada três anos); uma (16,7%) tinha infecção por HIV; 59,1% informaram não fazer o exame de rastreio para o CCU por inibição, vergonha, medo ou falta de tempo; 35 (89,7%) tiveram diagnóstico histopatológico de carcinoma de células escamosas, quatro (10,3%) de adenocarcinoma; 26 (66,5%) apresentaram estádio III-IV. A escolha terapêutica mais frequente foi quimioterapia (QT) e radioterapia (RT) (74,4%); 12 (30,8%) mulheres apresentaram recidiva/persistência da doença após tratamento; quatro (10,3%) foram a óbito; 21 (53,8%) foram positivas antes do tratamento para cf- DNA HPV 16 no plasma e nenhuma para HPV 18; o grupo B apresentou maior frequência de cf- DNA HPV detectável (81,0%) (p = 0,041); uma paciente foi positiva para HPV16 nas fases zero, 1 e 2 de modo que na fase 1 houve diminuição do número de cópias de cf- DNA HPV 16, fato que coincidiu com o término da radioterapia; em paciente que apresentou recidiva/persistência da doença, foi possível detectar o cf- DNA HPV no plasma seis meses antes do diagnóstico de recidiva/persistência da doença. A data da primeira consulta e o início do tratamento variaram entre um e 29 meses, com valor médio igual a 6 ±5 meses. Conclusão: A detecção do cf- DNA HPV é um marcador clinicamente útil na vigilância pós-tratamento do câncer de colo do útero. O cf- DNA HPV pôde ser detectado 6 meses antes da recidiva/persistência da doença.Cervical cancer (CC) is considered a global public health problem and originates from persistent infection with oncogenic Human Papillomavirus (HPV), mainly genotypes 16 and 18. Follow-up of patients after treatment of CC, can lead to a better prognosis and increase the survival of these women through monitoring early detection of relapse/persistence, which can be done by detecting circulating HPV DNA in patients' plasma, and the presence of HPV genetic material. virus is associated with the tendency to develop relapse/persistence. Objective: To analyze the presence of circulating HPV DNA in plasma as a predictive marker of disease relapse/persistence in monitoring cervical cancer treatment. Objective: This study aimed to analyze the presence of circulating HPV DNA in plasma as a predictive marker for disease recurrence/persistence in the monitoring of cervical cancer treatment. Methods: This was a prospective cohort study involving Amazonian women undergoing treatment at the Fundação Centro de Controle de Oncologia, in which samples were collected at four stages: phase zero (before the start of treatment), phase 1 (around six months after starting treatment), phase 2 (about nine months after starting treatment) and phase 3 (about 18 months after starting treatment). The women were divided into Group A (FIGO IA to IIB) and Group B (FIGO IIIA to IVA). To detect HPV, the samples were subjected to a real-time PCR (qPCR) assay targeting the E7 gene of HPV 16 and 18. Results: 39 patients diagnosed with cervical cancer between August 31, 2020 and September 30, 2022 were included in the study, 13 from Group A and 26 from Group B. Age ranged between 25 and 80 years, with mean age 48.4 ±SD 13.4; Eighteen women (46.1%) reported being illiterate or having incomplete primary education; 30 (77.0%) had no income or had an income of up to one minimum wage; 31 (79.5%) had their first sexual intercourse between 12 and 17 years old; 17 (43.6%) were hyper-screened according to Brazilian guidelines (more than one cytology every three years); one (16.7%) had HIV infection; 59,1% reported not taking the CC screening exam due to inhibition, shame, fear or lack of time; 35 (89.7%) had a histopathological diagnosis of squamous cell carcinoma, four (10.3%) of adenocarcinoma; 26 (66.7%) presented stage III-IV. The most frequent therapeutic choice was chemotherapy (CT) and radiotherapy (RT) (74.4%); 12 (30.8%) women presented relapse/persistence after treatment; four (10.3%) died; 21 (53.8%) were positive before treatment for HPV 16 in plasma and none for HPV 18; group B had a higher frequency of detectable circulating HPV DNA (81.0%) (p = 0.041); one patient was positive for HPV16 in phases zero, 1 and 2 so that in phase 1 there was a decrease in the number of circulating HPV16 DNA copies, a fact that coincided with the end of radiotherapy; in a patient who had relapse/persistence of the disease, it was possible to detect circulating HPV DNA in plasma six months before the clinical diagnosis of relapse/persistence. The date of the first consultation and the start of treatment varied between one and 29 months, with an average value of 6 ± 5 months. Conclusions: Detection of cf-DNA HPV is a clinically useful marker in post-treatment surveillance of cervical cancer. Cf- HPV DNA could be detected 6 months before disease relapse/persistence.FAPEAM - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do AmazonasUniversidade Federal do AmazonasInstituto de Ciências BiológicasBrasilUFAMPrograma de Pós-graduação em Imunologia Básica e AplicadaSilva, Kátia Luz Torreshtt://lattes.cnpq.br/5785470863950566Marie, Adriana Malheiro AlleSantos, Cristina Maria BorboremaMartins, Toni RicardoMorais, Márcia Poinho Encarnaçãohttp://lattes.cnpq.br/2023581734505276https://orcid.org/0000-0003-0695-50702024-12-04T13:56:55Z2024-04-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfMORAIS, Márcia Poinho Encarnação. Presença do DNA plasmático dos Papillomavirus Humanos16 e 18 como marcador de recidiva/persistência do câncer de colo do útero. 2024. 132 f. Tese (Doutorado em Imunologia Básica e Aplicada) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2024.https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10517porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAMinstname:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)instacron:UFAM2024-12-05T05:04:58Zoai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/10517Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://200.129.163.131:8080/PUBhttp://200.129.163.131:8080/oai/requestddbc@ufam.edu.br||ddbc@ufam.edu.bropendoar:65922024-12-05T05:04:58Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM - Universidade Federal do Amazonas (UFAM)false
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