Danças afro-brasileiras: diálogos sobre memória e identidade
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (PÓS-AFRO)
|
| Departamento: |
EDUFBA
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42924 |
Resumo: | Esta pesquisa, intitulada “Danças afro-brasileiras: diálogos sobre memória e identidade”, propõe-se a investigar as dimensões artísticas, étnico-raciais e políticas presentes nas danças afrodiaspóricas no contexto brasileiro, tendo como ponto de partida e de reflexão a própria trajetória artística da autora. A investigação fundamenta-se no conceito de Escrevivências (EVARISTO, 2020), compreendendo a escrita acadêmica e poética como espaço de elaboração de experiências individuais e coletivas, profundamente atravessadas pela memória e pela ancestralidade negra. A dissertação concentra-se nas práticas das danças afro na cidade de Salvador, especialmente em dois espaços de formação fundamentais: a Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). Esses lugares são entendidos não apenas como instituições de ensino, mas como territórios de circulação de saberes, de permanências e reinvenções da tradição, em diálogo com a contemporaneidade. A pesquisa articula as categorias Corpo e Ancestralidade (SANTOS, 2021), tomando a linguagem da performance como chave de leitura para refletir sobre processos de criação artística. O corpo é compreendido como um lugar de memória, inscrição e resistência, capaz de traduzir experiências históricas e sociais em estéticas singulares que reconfiguram o campo das artes. No percurso comparativo, o estudo estabelece um diálogo com as danças da República da Guiné, analisando-as como elemento central da identidade cultural daquele país e observando a atuação do grupo Les Ballets Africains no contexto político do pós-independência. Essa aproximação amplia a perspectiva da pesquisa, permitindo compreender como diferentes experiências afrodiaspóricas constroem repertórios corporais que afirmam identidades e projetam futuros. Assim, compreende-se que as danças e performances negras constituem ferramentas potentes de autoconstrução e afirmação de sujeitos negros na diáspora, atuando simultaneamente como espaços de memória, resistência e inovação. Mais do que práticas artísticas, elas revelam-se como pedagogias do corpo, aprendizagens que se dão na relação entre corpo, ancestralidade e coletividade. Por esse viés, este estudo defende que as danças afro-brasileiras transcendem o âmbito do espetáculo e da cena, afirmando-se como um campo vigoroso de produção de conhecimento, no qual arte, política, identidade e ancestralidade se entrelaçam na construção de novas formas de existir e resistir no mundo. |
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2025-09-15T16:17:07Z2025-09-15T16:17:07Z2025-07-03AMORIM, Telma Pereira de. Danças afro-brasileiras: diálogos sobre memória e identidade. UFBA - 2025.https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42924Esta pesquisa, intitulada “Danças afro-brasileiras: diálogos sobre memória e identidade”, propõe-se a investigar as dimensões artísticas, étnico-raciais e políticas presentes nas danças afrodiaspóricas no contexto brasileiro, tendo como ponto de partida e de reflexão a própria trajetória artística da autora. A investigação fundamenta-se no conceito de Escrevivências (EVARISTO, 2020), compreendendo a escrita acadêmica e poética como espaço de elaboração de experiências individuais e coletivas, profundamente atravessadas pela memória e pela ancestralidade negra. A dissertação concentra-se nas práticas das danças afro na cidade de Salvador, especialmente em dois espaços de formação fundamentais: a Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). Esses lugares são entendidos não apenas como instituições de ensino, mas como territórios de circulação de saberes, de permanências e reinvenções da tradição, em diálogo com a contemporaneidade. A pesquisa articula as categorias Corpo e Ancestralidade (SANTOS, 2021), tomando a linguagem da performance como chave de leitura para refletir sobre processos de criação artística. O corpo é compreendido como um lugar de memória, inscrição e resistência, capaz de traduzir experiências históricas e sociais em estéticas singulares que reconfiguram o campo das artes. No percurso comparativo, o estudo estabelece um diálogo com as danças da República da Guiné, analisando-as como elemento central da identidade cultural daquele país e observando a atuação do grupo Les Ballets Africains no contexto político do pós-independência. Essa aproximação amplia a perspectiva da pesquisa, permitindo compreender como diferentes experiências afrodiaspóricas constroem repertórios corporais que afirmam identidades e projetam futuros. Assim, compreende-se que as danças e performances negras constituem ferramentas potentes de autoconstrução e afirmação de sujeitos negros na diáspora, atuando simultaneamente como espaços de memória, resistência e inovação. Mais do que práticas artísticas, elas revelam-se como pedagogias do corpo, aprendizagens que se dão na relação entre corpo, ancestralidade e coletividade. Por esse viés, este estudo defende que as danças afro-brasileiras transcendem o âmbito do espetáculo e da cena, afirmando-se como um campo vigoroso de produção de conhecimento, no qual arte, política, identidade e ancestralidade se entrelaçam na construção de novas formas de existir e resistir no mundo.This research, entitled “Afro-Brazilian Dances: Dialogues on Memory and Identity”, investigates the artistic, ethno-racial, and political dimensions present in Afro-diasporic dances in the Brazilian context, taking as its point of departure the author’s own artistic trajectory. The study is grounded in the concept of Escrevivências (EVARISTO, 2020), understanding academic and poetic writing as a space for elaborating individual and collective experiences deeply marked by Black memory and ancestry. The dissertation focuses on the practices of Afro-Brazilian dances in the city of Salvador, particularly in two key training spaces: the Dance School at the Federal University of Bahia (UFBA) and the Dance School of the Cultural Foundation of the State of Bahia (FUNCEB). These institutions are conceived not only as educational environments but also as territories where knowledge circulates, and where tradition is preserved, reinterpreted, and reinvented in dialogue with contemporary contexts. The research articulates the categories of Body and Ancestrality (SANTOS, 2021), employing the language of performance as an analytical tool to reflect on processes of artistic creation. The body is approached as a site of memory, inscription, and resistance, capable of translating historical and social experiences into singular aesthetics that reshape the field of the arts. In a comparative perspective, the study establishes a dialogue with the dances of the Republic of Guinea, analyzing them as central to the construction of cultural identity, as well as the role of Les Ballets Africains in the political context of the post-independence period. This transnational approach broadens the scope of the research, revealing how different Afro-diasporic experiences generate corporeal repertoires that affirm identities and project futures. The study thus understands Black dances and performances as powerful tools of self-construction and affirmation for Black subjects in the diaspora, functioning simultaneously as spaces of memory, resistance, and innovation. Beyond their artistic dimension, these practices embody a pedagogy of the body, a mode of learning shaped by the relationship between body, ancestry, and collectivity. In this sense, Afro-Brazilian dances transcend the limits of the stage and performance, asserting themselves as a vigorous field of knowledge production, where art, politics, identity, and ancestry intertwine in the creation of new ways of existing and resisting in the world.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB)porUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIAPrograma Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (PÓS-AFRO) UFBABrasilEDUFBAAfro-Braszlian DancesMemoryCorporealityBlack identyCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTESDanças afro-brasileirasMemóriaCorporeidadeIdentidade negraDanças afro-brasileiras: diálogos sobre memória e identidadeAfro-Brazilian Dances: Dialogues on Memory and IdentityMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionSOARES, Maria Andrea dos Santoshttp://lattes.cnpq.br/1221109091620338FERREIRA, Elízia Cristinahttp://lattes.cnpq.br/8142672108249721SOUZA, Cristiane Santoshttp://lattes.cnpq.br/8814476853305554MONIZ, Elias Alfama Vazhttp://lattes.cnpq.br/7907484410705725https://lattes.cnpq.br/5074292124271255AMORIM, Telma Pereira deinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALTelma_Amorim-Dissertacao-de-Mestrado.pdfTelma_Amorim-Dissertacao-de-Mestrado.pdfDissertação de Mestrado- Telma Amorimapplication/pdf5177329https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42924/1/Telma_Amorim-Dissertacao-de-Mestrado.pdf52c4b199cdded96d9e695dc8ad0b78feMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42924/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/429242025-09-15 13:17:08.188open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/42924TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-09-15T16:17:08Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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