Sobre a mercadoria força de trabalho em Karl Marx
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , , |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF)
|
| Departamento: |
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
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| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41872 |
Resumo: | “Hoje em dia, as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada”. Lorde Henry, em O retrato de Dorian Gray (1890), Oscar Wilde. RESUMO O conceito de mercadoria força de trabalho possui uma importância central nos estudos de Marx. Foi com a criação desse conceito, em meados dos anos 60 do século XIX, que Marx conseguiu revolucionar a economia política e fazer a crítica do modo de produção capitalista. Desdobrando o conceito de “mercadoria força de trabalho” do conceito de “mercadoria trabalho” da economia política, Marx fez a descoberta teórica de um dos pontos mais importantes dessa ciência. Com a transformação da visão de que o trabalhador estava reduzido à mercadoria, para a conceitualização do trabalhador como proprietário da mercadoria força de trabalho, um salto epistemológico gigantesco foi realizado. Com essa descoberta, Marx passou a analisar o mundo das mercadorias sob a ótica da singularidade da mercadoria força de trabalho, a partir da divisão do mundo das mercadorias em duas grandes categorias: a força de trabalho, de um lado; e, do outro, todas as demais mercadorias. Por força de trabalho ou capacidade de trabalho, Marx entendia o conjunto de faculdades físicas e mentais que existem no corpo ou na personalidade viva de um ser humano, sempre que ele está em ação no seu trabalho, produzindo valores de uso. A partir dessa descoberta Marx passou a analisar todos os processos fundamentais do sistema capitalista: mercadoria força de trabalho é a mercadoria responsável pelo processo de valorização do valor, pois é a fonte de valor, que cria o valor e mais valor do que nela se encerra. Mas, logo de saída, cabe aqui fazer uma advertência. Não se pode esquecer de que a crítica das categorias econômicas burguesas que Marx realizou não somente desvendou o caráter histórico do modo de produção capitalista. Se, por um lado, em O capital, Marx realizou a crítica da economia política e do modo de produção capitalista, por outro, deve-se entender também que esses estudos possuem um caráter etnológico como fundamento. Raramente foi notado que a relação entre o capitalista e o trabalhador se refere a um tipo particular da relação entre o colonizador e o colonizado. E como O capital é uma obra prima inacabada, Marx somente teve a base empírica para seus estudos etnológicos nos anos de 1879-82. Assim, esse trabalho busca fundamentar uma antropologia filosófica de base que aparece nos estudos etnológicos de Marx como uma extensão fundamental de O capital, através do qual ele discorre sobre a globalização capitalista e o consequente choque entre as culturas, devido à expansão e resistência de outras culturas à colonização europeia, na sua tentativa de transformar os produtores que possuem suas próprias condições de trabalho em meros proprietários da mercadoria força de trabalho. |
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Assim, esse trabalho busca fundamentar uma antropologia filosófica de base que aparece nos estudos etnológicos de Marx como uma extensão fundamental de O capital, através do qual ele discorre sobre a globalização capitalista e o consequente choque entre as culturas, devido à expansão e resistência de outras culturas à colonização europeia, na sua tentativa de transformar os produtores que possuem suas próprias condições de trabalho em meros proprietários da mercadoria força de trabalho.The concept of commodity labor power has a central importance in Marx's studies. It was with the creation of this concept in the mid 60 years of the nineteenth century, Marx could revolutionize the political economy and make the critique of the capitalist mode of production. Unfolding the concept of "commodity labor power" of the concept of "commodity work" of political economy, Marx made the theoretical discovery of one of the most important points of this science. With the transformation of the view that the worker was reduced to merchandise for worker conceptualization as owner of the commodity labor power, a huge epistemological jump was performed. With this discovery, Marx goes on to analyze the world of commodities from the uniqueness of the commodity labor power, from the division of the world of commodities into two broad categories: the workforce on the one hand; and on the other, all other commodities. For the workforce or working capacity, Marx understands the set of physical and mental powers that exist in the body or in the living of a human personality whenever he is in action in their work, producing use values. From this discovery Marx went on to examine all the fundamental processes of the capitalist system: the merchandise workforce is responsible for the goods value appreciation process, as it is the source of value, which creates value and more value than it closes. But at the outset, it is to issue a warning. We can’t forget that the critique of bourgeois economic categories that Marx held not only cracked the historical character of the capitalist mode of production. On the one hand, in Capital, Marx makes the critique of political economy and the capitalist mode of production, on the other, we should also understand that these studies have an ethnological character as the foundation. Rarely it was noted that the relationship between the capitalist and the worker refers to a particular kind of relationship between the colonizer and the colonized. How Capital is a raw unfinished work, Marx had only the empirical basis for their ethnological studies in the years 1879-82. Thus, this work aims to support a base of philosophical anthropology that appears in ethnological studies of Marx as a fundamental extension of Capital, where Marx goes on to discuss the capitalist globalization and the resulting clash of cultures due to the expansion and strength of other cultures to European colonization due to resistance from other cultures to European colonization in their attempt to turn producers who have their own working conditions in mere owners of the goods workforce.CAPESporUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) UFBABrasilFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)FetishismCommodityLabor powerCNPQ::CIENCIAS HUMANASFetichismoMercadoriaForça de TrabalhoCapitalSobre a mercadoria força de trabalho em Karl MarxMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionMoura , Mauro Castelo Branco dehttp://lattes.cnpq.br/8081639759656421Moura, Mauro Castelo Branco dehttp://lattes.cnpq.br/8081639759656421Câmara, Antônio da Silvahttp://lattes.cnpq.br/4868229187967997Costa Neto, Pedro Leão dahttp://lattes.cnpq.br/8913925209981626http://lattes.cnpq.br/8718284900591884Melo, Carlos Emanuel Alves Florêncioinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALDissertação de Carlos Emanuel de Melo.pdfDissertação de Carlos Emanuel de Melo.pdfapplication/pdf16919977https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41872/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20de%20Carlos%20Emanuel%20de%20Melo.pdf0db4f969fc040e8ba3c18d86e2733f2bMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41872/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/418722025-04-24 11:22:40.5open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/41872TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-04-24T14:22:40Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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