“Marcha, soldado, cabeça de papel”: reprodução interpretativa e cultura de pares nas brincadeiras de crianças em uma vila militar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: França, Dhiego Alves lattes
Orientador(a): Bichara, Ilka Dias lattes
Banca de defesa: Bichara, Ilka Dias lattes, Menezes, Shiniata Alvaia de lattes, Souza, Fabrício de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI) 
Departamento: Instituto de Psicologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/38384
Resumo: A brincadeira é um sistema comportamental presente em diversas espécies animais e em todos os mamíferos, incluindo aqui a espécie humana, que é aquela que mais brinca e por mais tempo. A brincadeira parece ter sido selecionada na história filogenética do homo sapiens devido à sua relevância para o desenvolvimento de flexibilização comportamental a fim de lidar com tecnologias e com uma estrutura social complexa. Do ponto de vista ontogenético, a brincadeira parece também ter relevância, pois está associada a benefícios imediatos – e também a médio e longo prazos – em diversas esferas do desenvolvimento: física, cognitiva, emocional, sociorrelacional e cultural. Sobre essa última, é sabido que a brincadeira catalisa a inserção e integração da criança ao ambiente sociocultural a que pertence, promovendo maior domínio das regras deste grupo social, das normas e dos valores prevalentes, pois, ao brincar, a criança cria uma representação lúdica do ambiente adulto. Não obstante, por meio da brincadeira, a criança não apenas introjeta regras e papéis sociais da macro cultura na qual se insere; ela também reinterpreta/ressignifica, de forma ativa e inovadora, tais elementos, fenômeno chamado de Reprodução Interpretativa, e, partir desse processo, cria cultura, a micro cultura do grupo de brinquedo, e transmite essas inovações culturais, horizontalmente, aos seus pares (Cultura de Pares) pela via lúdica. Devido à imbricada relação desenvolvimento humano-contexto, diversas pesquisas têm sido levadas a cabo buscando explorar e entender tal temática, inclusive por meio dos estudos sobre brincadeiras. A literatura sobre o tema já contempla investigações produzidas nos mais diversos contextos e com populações muito variadas: zonas urbanas/rurais, capitais/interiores, em ambientes externos (como ruas) ou internos (como playgrounds), com populações indígenas, quilombolas, com crianças das mais diversas idades, gêneros, com brincadeiras tradicionais ou eletrônicas. O ambiente militar, entretanto, segue pouco explorado, embora seja um contexto relevante por suas idiossincrasias. O objetivo do estudo, portanto, foi investigar se e como crianças residentes em uma vila militar da Marinha do Brasil, durante suas brincadeiras sociais, assimilam e ressignificam a cultura militar na construção de suas culturas lúdicas, do quê e como brincam, como interagem com seus pares e com seu ambiente cultural e quais as características de suas culturas de pares. Para tanto, a pesquisa foi conduzida em duas fases, ambas na Vila Naval da Barragem (VNB). Na fase 01, foram observados e registrados 40 episódios de brincadeiras de diversas categorias, em ambientes abertos da VNB, conduzidas de forma livre e sem interferência adulta. Na fase 02, foram entrevistadas 17 crianças, que eram convidadas a expressar seu ponto de vista acerca dos fenômenos em pauta. Participaram do estudo, crianças entre 4 e 10 anos. Em termos de delineamento, trata-se de pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa. Por meio da integração dos dados das duas fases do estudo, foram discutidas três categorias temáticas: Brincadeiras e Gênero; A transmissão da cultura lúdica na VNB; As simbologias navais nas brincadeiras. Ademais, caracterizaram-se os brincantes e também a VNB enquanto contexto de desenvolvimento. A pesquisa foi conduzida articulando elementos da Psicologia Evolucionista do Desenvolvimento, da Psicologia Sócio-Histórica e da Sociologia da Infância. Os resultados sugerem: predomínio de brincadeiras e jogos com regras/brincadeiras tradicionais em contexto de rua, em grupos não-coetâneos e variados em gênero, com forte protagonismo feminino; tendência a transmissibilidade cultural horizontal entre as crianças; pouca presença explícita de simbologias navais nas brincadeiras, mas claramente ressignificadas, quando evidenciadas.
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spelling 2023-11-10T09:37:24Z2023-11-10T09:37:24Z2023-10-18FRANÇA, D. A. (2023). “Marcha, soldado, cabeça de papel”: Reprodução Interpretativa e Cultura de Pares nas Brincadeiras de Crianças em uma Vila Militar (Dissertação de Mestrado) Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal da Bahia, Salvador.https://repositorio.ufba.br/handle/ri/38384A brincadeira é um sistema comportamental presente em diversas espécies animais e em todos os mamíferos, incluindo aqui a espécie humana, que é aquela que mais brinca e por mais tempo. A brincadeira parece ter sido selecionada na história filogenética do homo sapiens devido à sua relevância para o desenvolvimento de flexibilização comportamental a fim de lidar com tecnologias e com uma estrutura social complexa. Do ponto de vista ontogenético, a brincadeira parece também ter relevância, pois está associada a benefícios imediatos – e também a médio e longo prazos – em diversas esferas do desenvolvimento: física, cognitiva, emocional, sociorrelacional e cultural. Sobre essa última, é sabido que a brincadeira catalisa a inserção e integração da criança ao ambiente sociocultural a que pertence, promovendo maior domínio das regras deste grupo social, das normas e dos valores prevalentes, pois, ao brincar, a criança cria uma representação lúdica do ambiente adulto. Não obstante, por meio da brincadeira, a criança não apenas introjeta regras e papéis sociais da macro cultura na qual se insere; ela também reinterpreta/ressignifica, de forma ativa e inovadora, tais elementos, fenômeno chamado de Reprodução Interpretativa, e, partir desse processo, cria cultura, a micro cultura do grupo de brinquedo, e transmite essas inovações culturais, horizontalmente, aos seus pares (Cultura de Pares) pela via lúdica. Devido à imbricada relação desenvolvimento humano-contexto, diversas pesquisas têm sido levadas a cabo buscando explorar e entender tal temática, inclusive por meio dos estudos sobre brincadeiras. A literatura sobre o tema já contempla investigações produzidas nos mais diversos contextos e com populações muito variadas: zonas urbanas/rurais, capitais/interiores, em ambientes externos (como ruas) ou internos (como playgrounds), com populações indígenas, quilombolas, com crianças das mais diversas idades, gêneros, com brincadeiras tradicionais ou eletrônicas. O ambiente militar, entretanto, segue pouco explorado, embora seja um contexto relevante por suas idiossincrasias. O objetivo do estudo, portanto, foi investigar se e como crianças residentes em uma vila militar da Marinha do Brasil, durante suas brincadeiras sociais, assimilam e ressignificam a cultura militar na construção de suas culturas lúdicas, do quê e como brincam, como interagem com seus pares e com seu ambiente cultural e quais as características de suas culturas de pares. Para tanto, a pesquisa foi conduzida em duas fases, ambas na Vila Naval da Barragem (VNB). Na fase 01, foram observados e registrados 40 episódios de brincadeiras de diversas categorias, em ambientes abertos da VNB, conduzidas de forma livre e sem interferência adulta. Na fase 02, foram entrevistadas 17 crianças, que eram convidadas a expressar seu ponto de vista acerca dos fenômenos em pauta. Participaram do estudo, crianças entre 4 e 10 anos. Em termos de delineamento, trata-se de pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa. Por meio da integração dos dados das duas fases do estudo, foram discutidas três categorias temáticas: Brincadeiras e Gênero; A transmissão da cultura lúdica na VNB; As simbologias navais nas brincadeiras. Ademais, caracterizaram-se os brincantes e também a VNB enquanto contexto de desenvolvimento. A pesquisa foi conduzida articulando elementos da Psicologia Evolucionista do Desenvolvimento, da Psicologia Sócio-Histórica e da Sociologia da Infância. Os resultados sugerem: predomínio de brincadeiras e jogos com regras/brincadeiras tradicionais em contexto de rua, em grupos não-coetâneos e variados em gênero, com forte protagonismo feminino; tendência a transmissibilidade cultural horizontal entre as crianças; pouca presença explícita de simbologias navais nas brincadeiras, mas claramente ressignificadas, quando evidenciadas.Play is a behavioral system present in a diversity of animal species and in all mammals, including the human species, which is the one that plays most and for the longest time. Play seems to have been selected in the phylogenetic history of the homo sapiens due to its relevance in the development of behavioral flexibilization to collaborate with technologies, such as with a complex social structure. From an ontogenetic point of view, the play also seems to have relevance, because it is associated with immediate benefits - but also has medium and long-term benefits – in diverse spheres of development: physical, cognitive, emotional, socio-relational, and cultural. About this last one, it is known that play catalyzes the insertion and integration of the child into the sociocultural environment to which it belongs, promoting major dominance of the rules of that social group, of the prevalent standards and values, because, by playing, the child creates a ludic representation of the adult environment. However, through the play, the child does not only introject rules and social roles of the macro-culture to which it belongs, but it also reinterprets/re-signifies such elements, in an active and innovative form, phenomena called Interpretative Reproduction, and, from this process on, creates culture, the micro-culture of the play group and transmits these cultural innovations, horizontally, to its peers (Peer Culture) in a ludic way. Due to the imbricate relation between human development- context, diverse research has been conducted trying to explore and understand this kind of theme, even through the study of play. The literature on the theme includes investigations produced in the most diverse contexts and with very diverse populations: urban/rural zones, capital/interiors, external environments (such as streets) or intern (such as playgrounds), with indigenous populations, maroons (quilombolas), with children of the most diverse ages, genders, with traditional or electronic plays. The military environment, however, continues to be very little explored, although it is a relevant context for its idiosyncrasies. The goal of the study was to investigate and see if and how children, residents of a Marine town in Brazil, assimilate and re-signify during their social playing, a military culture in the construction of their ludic cultures, how and what they play, how they interact with their peers and with their cultural environment and which are the characteristics of their peer culture. The research was conducted in two phases, both in Vila Naval da Barragem (VNB). In phase 01, 40 episodes of play of diverse categories were observed and registered, in open environments of VNB, conducted in a free manner and without adult interference. In phase 02, 17 children were interviewed and were invited to express their point of view about the phenomena in question. Children aged between 4 and 10 participated in the study. In terms of delineation, we are talking about exploratory and descriptive research, of qualitative approach. By integrating the data of the two phases, three thematic categories were discussed: Play and Gender; the transmission of ludic culture at VNB; the naval symbology in games. Furthermore, the players are characterized and the VNB are characterized as development context. The research was conducted articulating elements of Evolutionary Developmental Psychology, Socio-Historical Psychology, and Sociology of Childhood. The results demonstrate a predominance of games and playful activities with traditional rules in the street context in non-coeval groups and varied in gender with strong feminine protagonism, a tendency to horizontal cultural transmissibility among children, barely any explicit presence of naval symbology in play but clearly re-signified when evidenced.Submitted by Dhiego França (dhiegopsi@gmail.com) on 2023-11-09T13:17:18Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) Dissertação-mestrado-DhiegoFranca.pdf: 2263369 bytes, checksum: 6ca3180d33729ae49323471b0c106ba1 (MD5)Approved for entry into archive by Isaac Viana da Cunha Araújo (isaac.cunha@ufba.br) on 2023-11-10T09:37:24Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) Dissertação-mestrado-DhiegoFranca.pdf: 2263369 bytes, checksum: 6ca3180d33729ae49323471b0c106ba1 (MD5)Made available in DSpace on 2023-11-10T09:37:24Z (GMT). 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