Perfil e distribuição dos encalhes de tartarugas marinhas no estado de Alagoas, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Bernieri, Eliane Macedo lattes
Orientador(a): Franke, Carlos Roberto lattes
Banca de defesa: Franke, Carlos Roberto, Silva, Aristeu Vieira da, Goldberg, Daphne Wrobel, Hohlenwerger, Janis Cumming
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
Departamento: Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41790
Resumo: BERNIERI, E.M. Perfil e distribuição dos encalhes de tartarugas marinhas no estado de Alagoas, Brasil. 2023. 64 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal nos Trópicos). Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal da Bahia, 2023. As tartarugas marinhas percorrem longas distâncias de acordo com os hábitos de forrageamento, nidificação e faixa etária de cada espécie. Dados de monitoramento de praia e análise de necropsias são ferramentas para a compreensão de quais ameaças estão sujeitos esses animais. O presente estudo objetiva avaliar a distribuição espacial e as causas dos encalhes das tartarugas em todo o litoral do estado de Alagoas, Brasil, entre os anos de 2018 e 2022. Para atingir o objetivo, analisamos o banco de dados de necropsia do Instituto Biota de Conservação, durante o período de maio de 2018 a maio de 2022. Os registros foram organizados por espécie, local de encalhe, sexo, faixa etária e achados macroscópicos relevantes. Neste período foram necropsiadas 79 tartarugas marinhas das quatro espécies de ocorrência no estado, sendo 69 espécimes de Chelonia mydas (87,4%), cinco espécimes de Caretta caretta (6,3%), três espécimes de Lepidochelys olivacea (3,8%) e dois espécimes de Eretmochelys imbricata (2,5%). A C. mydas foi a espécie mais frequente, em sua maioria fêmeas juvenis. Os achados macroscópicos mais relevantes foram: as interações com marcas de pesca em 15,2% (12/79), material plástico no trato gastrointestinal de 13,9% (11/79), tumorações cutâneas em 35,4% (28/79) e endoparasitoses em 46,8% (37/79). Observamos que os encalhes tiveram maior concentração na região centro-norte do estado, local de abrangência da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), que deteve 69,6% (55/79) dos encalhes. Embora seja uma área mais controlada, os fatores de risco observados são semelhantes aos registrados nas outras áreas não protegidas do litoral. Quase metade das ocorrências de animais com tumorações cutâneas estavam em área mais eutrofizadas próximas à capital. Esses fatores, associados aos registros de endoparasitoses, comprometem a condição corporal e imunológica das tartarugas e deveriam ser objeto de mais estudos e monitoramento.
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Os registros foram organizados por espécie, local de encalhe, sexo, faixa etária e achados macroscópicos relevantes. Neste período foram necropsiadas 79 tartarugas marinhas das quatro espécies de ocorrência no estado, sendo 69 espécimes de Chelonia mydas (87,4%), cinco espécimes de Caretta caretta (6,3%), três espécimes de Lepidochelys olivacea (3,8%) e dois espécimes de Eretmochelys imbricata (2,5%). A C. mydas foi a espécie mais frequente, em sua maioria fêmeas juvenis. Os achados macroscópicos mais relevantes foram: as interações com marcas de pesca em 15,2% (12/79), material plástico no trato gastrointestinal de 13,9% (11/79), tumorações cutâneas em 35,4% (28/79) e endoparasitoses em 46,8% (37/79). Observamos que os encalhes tiveram maior concentração na região centro-norte do estado, local de abrangência da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), que deteve 69,6% (55/79) dos encalhes. Embora seja uma área mais controlada, os fatores de risco observados são semelhantes aos registrados nas outras áreas não protegidas do litoral. Quase metade das ocorrências de animais com tumorações cutâneas estavam em área mais eutrofizadas próximas à capital. Esses fatores, associados aos registros de endoparasitoses, comprometem a condição corporal e imunológica das tartarugas e deveriam ser objeto de mais estudos e monitoramento.BERNIERI, E.M. Profile and distribution of sea turtles strandings in the state of Alagoas, Brazil. 2023. 64 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal nos Trópicos). Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal da Bahia, 2023. Sea turtles travel long distances depending on the foraging habits, nesting and age range of each species. Data from beach monitoring and necropsy analysis are tools for understanding the threats these animals are subject to. The present study aims to evaluate the spatial distribution and causes of turtle strandings along the entire coast of the state of Alagoas, Brazil, between the years 2018 and 2022. To achieve the objective, we analyzed the necropsy database of the Instituto Biota de Conservation, during the period from May 2018 to May 2022. The records were organized by species, stranding location, sex, age group and relevant macroscopic findings. During this period, 79 sea turtles of the four species occurring in the state were necropsied, including 69 specimens of Chelonia mydas (87.4%), five specimens of Caretta caretta (6.3%), three specimens of Lepidochelys olivacea (3.8%) and two specimens of Eretmochelys imbricata (2.5%). C. mydas was the most common species, mostly juvenile females. The most relevant macroscopic findings were: interactions with fishing tags in 15.2% (12/79), plastic material in the gastrointestinal tract in 13.9% (11/79), skin tumors in 35.4% (28/ 79) and endoparasitosis in 46.8% (37/79). We observed that strandings were most concentrated in the central-north region of the state, which is covered by the Costa dos Corais Environmental Protection Area (APACC), which accounted for 69.6% (55/79) of strandings. Although it is a more controlled area, the risk factors observed are similar to those recorded in other unprotected areas of the coast. Almost half of the occurrences of animals with skin tumors were in more eutrophic areas close to the capital. These factors, associated with records of endoparasitosis, compromise the body and immunological condition of turtles and should be the subject of further studies and monitoring.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)UFBABrasilEscola de Medicina Veterinária e Zootecniaendangered species; coastal monitoring; bycatchmarine pollution; necropsy; marine chelonians.CNPQ::CIENCIAS AGRARIASEspécies ameaçadasMonitoramento costeiroPesca acidentalPoluição marinhaNecropsiaQuelônios marinhosMedicina veterináriaNecropsia veterináriaTartaruga marinhaDistribuição geográficaConservaçãoNordeste - BrasilPerfil e distribuição dos encalhes de tartarugas marinhas no estado de Alagoas, BrasilProfile and distribution of sea turtles strandings in the state of Alagoas, BrazilMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionFranke, Carlos Robertohttp://lattes.cnpq.br/4459402733424328Macêdo, Gustavo Rodamilans dehttp://lattes.cnpq.br/3860462869890539Franke, Carlos Roberto,Silva, Aristeu Vieira daGoldberg, Daphne WrobelHohlenwerger, Janis Cumminghttp://lattes.cnpq.br/3243957764346889Bernieri, Eliane Macedoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALD-Eliane Macedo.pdfD-Eliane Macedo.pdfD-Eliane Macedoapplication/pdf2255939https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41790/1/D-Eliane%20Macedo.pdf76bf78e5c540d503418597651bab8a64MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41790/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/417902025-04-14 16:50:21.365open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/41790TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-04-14T19:50:21Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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