Análise dos processos de salinização das águas subterrâneas da Bacia do Rio Salitre por meio de traçadores ambientais
| Ano de defesa: | 2012 |
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Resumo: | Os processos de salinização das águas da bacia do rio Salitre foram analisados por meio de dados isotópicos e químicos de amostras de águas subterrâneas e superficiais no intuito de avaliar a participação dos fatores climáticos e geológicos na salinidade dessas águas. Os principais aqüíferos da bacia do rio Salitre são constituídos pelas rochas metassedimentares do Grupo Chapada Diamantina e pelas rochas carbonáticas do Grupo Una e da Formação Caatinga. Dados químicos mostram uma clara distinção entre os dois aqüíferos, um baixo teor de sais dissolvidos nas águas do aqüífero metassedimentar e um alto teor de sais dissolvidos nas águas do aqüífero cárstico. As composições isotópicas do hidrogênio (δ D) e do oxigênio (δ18O) das águas subterrâneas e superficiais da bacia variaram numa faixa de 33 ‰ e 4 ‰ (VSMOW) respectivamente. Para as águas do aqüífero cárstico, valores de δ D entre -43 ‰ e -10 ‰, e do δ18O entre -5,9 ‰ e -3,3 ‰, com elevado teor de sais dissolvidos, possibilitaram identificar a participação relativa de três mecanismos de salinização. As amostras com valores mais negativos indicam a dominância dos mecanismos de transpiração e/ou dissolução de rochas do tipo evaporíticas, enquanto que amostras com valores menos negativos indicam a dominância de mecanismos de evaporação. Já as amostras do aqüífero metassedimentar, valores do δ D entre -36 ‰ e -20 ‰, e do δ18O entre -5,4 ‰ e -3,5 ‰ sugerem águas pouco evaporadas, com baixo teor de sais dissolvidos, com exceção de uma amostra anômala a qual apresenta alto teor de sais dissolvidos. Em geral, as amostras de águas das barragens de Ourolândia, Tamburil e Caatinga do Moura mostram um grande enriquecimento em isótopos pesados do hidrogênio e oxigênio devido a perdas por evaporação. Nas proximidades dessas barragens, poços amostrados revelam valores isotópicos distintos, os quais comprovam que não há conexão dos poços com esses reservatórios. A composição isotópica do carbono no carbono inorgânico dissolvido (δ13CCID) das águas subterrâneas da bacia variaram entre -16,5 ‰ e -1,7 ‰ (PDB), com amostras do aqüífero cárstico mais enriquecidas em carbonatos dissolvidos devido a interação água-rocha. Valores do δ13CCID de grupos de amostras do aqüífero cárstico e metassedimentar possibilitaram identificar a participação relativa de dois mecanismos de salinização na bacia: intemperismo da rocha por ácido carbônico e intemperismo da rocha por ácido sulfúrico. O grupo de amostras do aqüífero cárstico com valores de δ13CCID entre -16,5 ‰ e -8,0 ‰ indicam zonas de dominância do intemperismo de carbonatos por ácido carbônico, enquanto que o grupo de amostras com valores de δ13CCID entre -8,0 ‰ e -1,7 ‰ indicam zonas de dominância do intemperismo de carbonatos por ácido sulfúrico. Uma amostra do aqüífero metassedimentar muito enriquecida em sulfatos, carbonatos, e em 13C, mostra que em alguns pontos a oxidação da pirita pode ser uma importante fonte para o intemperismo químico da rocha por ácido sulfúrico. |
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Santos, Christian Pereira Lopes dosSantos, Christian Pereira Lopes dosAzevedo, Antônio Expedito Gomes de2012-12-17T17:47:53Z2012-12-17T17:47:53Z2012-12-17http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/7619Os processos de salinização das águas da bacia do rio Salitre foram analisados por meio de dados isotópicos e químicos de amostras de águas subterrâneas e superficiais no intuito de avaliar a participação dos fatores climáticos e geológicos na salinidade dessas águas. Os principais aqüíferos da bacia do rio Salitre são constituídos pelas rochas metassedimentares do Grupo Chapada Diamantina e pelas rochas carbonáticas do Grupo Una e da Formação Caatinga. Dados químicos mostram uma clara distinção entre os dois aqüíferos, um baixo teor de sais dissolvidos nas águas do aqüífero metassedimentar e um alto teor de sais dissolvidos nas águas do aqüífero cárstico. As composições isotópicas do hidrogênio (δ D) e do oxigênio (δ18O) das águas subterrâneas e superficiais da bacia variaram numa faixa de 33 ‰ e 4 ‰ (VSMOW) respectivamente. Para as águas do aqüífero cárstico, valores de δ D entre -43 ‰ e -10 ‰, e do δ18O entre -5,9 ‰ e -3,3 ‰, com elevado teor de sais dissolvidos, possibilitaram identificar a participação relativa de três mecanismos de salinização. As amostras com valores mais negativos indicam a dominância dos mecanismos de transpiração e/ou dissolução de rochas do tipo evaporíticas, enquanto que amostras com valores menos negativos indicam a dominância de mecanismos de evaporação. Já as amostras do aqüífero metassedimentar, valores do δ D entre -36 ‰ e -20 ‰, e do δ18O entre -5,4 ‰ e -3,5 ‰ sugerem águas pouco evaporadas, com baixo teor de sais dissolvidos, com exceção de uma amostra anômala a qual apresenta alto teor de sais dissolvidos. Em geral, as amostras de águas das barragens de Ourolândia, Tamburil e Caatinga do Moura mostram um grande enriquecimento em isótopos pesados do hidrogênio e oxigênio devido a perdas por evaporação. Nas proximidades dessas barragens, poços amostrados revelam valores isotópicos distintos, os quais comprovam que não há conexão dos poços com esses reservatórios. A composição isotópica do carbono no carbono inorgânico dissolvido (δ13CCID) das águas subterrâneas da bacia variaram entre -16,5 ‰ e -1,7 ‰ (PDB), com amostras do aqüífero cárstico mais enriquecidas em carbonatos dissolvidos devido a interação água-rocha. Valores do δ13CCID de grupos de amostras do aqüífero cárstico e metassedimentar possibilitaram identificar a participação relativa de dois mecanismos de salinização na bacia: intemperismo da rocha por ácido carbônico e intemperismo da rocha por ácido sulfúrico. 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No. of bitstreams: 1 Santos.pdf: 26561273 bytes, checksum: a7e52fcaead0ac292161a5b880f040f3 (MD5)Laboratório de Física Nuclear Aplicada do Centro de Pesquisa em Geofísica e Geologia da UFBA, com recursos próprios, da CAPES e do CNPq (Processo n° 475655/03-6).Pós Graduação em Geofísica da UFBAhttp://www.pggeofisica.ufba.brreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBASalinização da águaÁguas subterrâneasRio SalitreRecursos hídricosAnálise dos processos de salinização das águas subterrâneas da Bacia do Rio Salitre por meio de traçadores ambientaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1762https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/7619/2/license.txt1b89a9a0548218172d7c829f87a0eab9MD52ORIGINALSantos.pdfSantos.pdfapplication/pdf26561273https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/7619/1/Santos.pdfa7e52fcaead0ac292161a5b880f040f3MD51TEXTSantos.pdf.txtSantos.pdf.txtExtracted texttext/plain205154https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/7619/3/Santos.pdf.txt0ac44a744ebb650720c78d38c3c61378MD53ri/76192022-07-05 14:03:08.866oai:repositorio.ufba.br:ri/7619VGVybW8gZGUgTGljZW7vv71hLCBu77+9byBleGNsdXNpdm8sIHBhcmEgbyBkZXDvv71zaXRvIG5vIHJlcG9zaXTvv71yaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRkJBCgogICAgUGVsbyBwcm9jZXNzbyBkZSBzdWJtaXNz77+9byBkZSBkb2N1bWVudG9zLCBvIGF1dG9yIG91IHNldQpyZXByZXNlbnRhbnRlIGxlZ2FsLCBhbyBhY2VpdGFyIGVzc2UgdGVybW8gZGUgbGljZW7vv71hLCBjb25jZWRlIGFvClJlcG9zaXTvv71yaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkYSBCYWhpYSBvIGRpcmVpdG8KZGUgbWFudGVyIHVtYSBj77+9cGlhIGVtIHNldSByZXBvc2l077+9cmlvIGNvbSBhIGZpbmFsaWRhZGUsIHByaW1laXJhLCAKZGUgcHJlc2VydmHvv73vv71vLiBFc3NlcyB0ZXJtb3MsIG7vv71vIGV4Y2x1c2l2b3MsIG1hbnTvv71tIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIAphdXRvci9jb3B5cmlnaHQsIG1hcyBlbnRlbmRlIG8gZG9jdW1lbnRvIGNvbW8gcGFydGUgZG8gYWNlcnZvIGludGVsZWN0dWFsIGRlc3NhIFVuaXZlcnNpZGFkZS4gCgogICAgUGFyYSBvcyBkb2N1bWVudG9zIHB1YmxpY2Fkb3MgY29tIHJlcGFzc2UgZGUgZGlyZWl0b3MgZGUgZGlzdHJpYnVp77+977+9bywgZXNzZSB0ZXJtbyBkZSBsaWNlbu+/vWEgZW50ZW5kZSBxdWU6IAoKICAgIE1hbnRlbmRvIG9zICBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcmVwYXNzYWRvcyBhIHRlcmNlaXJvcywgZW0gY2FzbyAKZGUgcHVibGljYe+/ve+/vWVzLCBvIHJlcG9zaXTvv71yaW8gcG9kZSByZXN0cmluZ2lyIG8gYWNlc3NvIGFvIHRleHRvIAppbnRlZ3JhbCwgbWFzIGxpYmVyYSBhcyBpbmZvcm1h77+977+9ZXMgc29icmUgbyBkb2N1bWVudG8gKE1ldGFkYWRvcyBkZXNjcml0aXZvcykuCgogRGVzdGEgZm9ybWEsIGF0ZW5kZW5kbyBhb3MgYW5zZWlvcyBkZXNzYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgCmVtIG1hbnRlciBzdWEgcHJvZHXvv73vv71vIGNpZW5077+9ZmljYSBjb20gYXMgcmVzdHJp77+977+9ZXMgaW1wb3N0YXMgcGVsb3MgCmVkaXRvcmVzIGRlIHBlcmnvv71kaWNvcy4gCgogICAgUGFyYSBhcyBwdWJsaWNh77+977+9ZXMgZW0gaW5pY2lhdGl2YXMgcXVlIHNlZ3VlbSBhIHBvbO+/vXRpY2EgZGUgCkFjZXNzbyBBYmVydG8sIG9zIGRlcO+/vXNpdG9zIGNvbXB1bHPvv71yaW9zIG5lc3NlIHJlcG9zaXTvv71yaW8gbWFudO+/vW0gCm9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBtYXMgbWFudO+/vW0gbyBhY2Vzc28gaXJyZXN0cml0byBhbyBtZXRhZGFkb3MgCmUgdGV4dG8gY29tcGxldG8uIEFzc2ltLCBhIGFjZWl0Ye+/ve+/vW8gZGVzc2UgdGVybW8gbu+/vW8gbmVjZXNzaXRhIGRlIApjb25zZW50aW1lbnRvIHBvciBwYXJ0ZSBkZSBhdXRvcmVzL2RldGVudG9yZXMgZG9zIGRpcmVpdG9zLCBwb3IgCmVzdGFyZW0gZW0gaW5pY2lhdGl2YXMgZGUgYWNlc3NvIGFiZXJ0by4KCiAgICBFbSBhbWJvcyBvIGNhc28sIGVzc2UgdGVybW8gZGUgbGljZW7vv71hLCBwb2RlIHNlciBhY2VpdG8gcGVsbyAKYXV0b3IsIGRldGVudG9yZXMgZGUgZGlyZWl0b3MgZS9vdSB0ZXJjZWlyb3MgYW1wYXJhZG9zIHBlbGEgCnVuaXZlcnNpZGFkZS4gRGV2aWRvIGFvcyBkaWZlcmVudGVzIHByb2Nlc3NvcyBwZWxvIHF1YWwgYSBzdWJtaXNz77+9byAKcG9kZSBvY29ycmVyLCBvIHJlcG9zaXTvv71yaW8gcGVybWl0ZSBhIGFjZWl0Ye+/ve+/vW8gZGEgbGljZW7vv71hIHBvciAKdGVyY2Vpcm9zLCBzb21lbnRlIG5vcyBjYXNvcyBkZSBkb2N1bWVudG9zIHByb2R1emlkb3MgcG9yIGludGVncmFudGVzIApkYSBVRkJBIGUgc3VibWV0aWRvcyBwb3IgcGVzc29hcyBhbXBhcmFkYXMgcG9yIGVzdGEgaW5zdGl0dWnvv73vv71vLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322022-07-05T17:03:08Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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