Euclides da Cunha em terras baianas e amazônicas: impressões de um viajante sobre sertões brasileiros e outros espaços
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
brasil
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| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31686 |
Resumo: | Esta tese analisa as impressões de Euclides da Cunha produzidas em decorrência das duas viagens mais importantes para sua carreira intelectual e profissional: a primeira, aos sertões baianos, do final de agosto ao início de outubro de 1897, como correspondente de guerra do jornal O Estado de S. Paulo; a segunda, aos sertões amazônicos, de meados de dezembro de 1904 ao início de janeiro de 1906, como chefe da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus. Além dos sertões brasileiros na Amazônia ou em Canudos, Euclides da Cunha percorre outros espaços através da palavra, seja para melhor aludir aos sertões que o encantam, seja para refletir sobre a própria capacidade comunicativa e/ou representativa da linguagem. Há a decisão, nesta pesquisa, de refletir sobre Euclides da Cunha, Canudos e Os sertões, porém não se repete a máxima de que sejam temas indissociáveis. Assim como é possível falar de Euclides da Cunha sem fazer alusões a Canudos e Os sertões, já que vasta é a obra do autor, também são muitas as leituras possíveis para o tema Canudos, a partir de inúmeras produções discursivas, desde as produzidas no calor dos acontecimentos até as mais recentes, não sendo imperiosa, portanto, a necessidade de negação ou afirmação da narrativa mais conhecida. Nesse contexto, o objetivo principal desta tese é flagrar impressões do viajante Euclides da Cunha associadas a suas viagens pelos sertões baianos e amazônicos e a suas viagens pelo espaço da palavra, da escrita. Flagrar impressões de viagem e refletir sobre elas significa lançar olhares sobre a história de sua gestação discursiva, sobre como são expressas em linguagem e sobre como são percebidas pela crítica e pelo autor. A discussão também enseja leituras sobre as condições de forjamento e sobrevivência dessas impressões no imaginário nacional. Não há outro meio de acesso ao passado senão a linguagem, o discurso e a interpretação. Em Euclides da Cunha, a objetividade não se inscreve distanciada da subjetividade do eu que se pronuncia. Ainda assim, nos discursos sobre o escritor, a subjetividade por vezes aparece associada a uma inclinação à ficcionalidade, servindo de argumento para desconsiderar as pretensões históricas, documentais e científicas de sua obra. É bastante rotineira a atribuição dos muitas vezes referidos e poucas vezes demonstrados equívocos científicos e históricos cometidos pelo autor à literariedade, como se esta fosse um sinônimo de falseamento do real e/ou adulteração de dados coletados à realidade observada. Não se questiona, nesta tese, a literariedade da obra euclidiana, tema bastante contemplado nos meios acadêmicos. São expostos outros caminhos para a reflexão sobre a permanência do interesse pelas impressões de viagem de Euclides da Cunha na contemporaneidade. Dessa decisão de leitura, resulta um estudo evocativo de um escritor que se destaca na cultura brasileira por sua potência para produzir textos que se disseminam e produzem discursividades. |
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Dias, Léa Costa SantanaDias, Léa Costa SantanaHoisel, Evelina de Carvalho SáHardman, Francisco FootRocha, Iraci Simões daHerrera, Antonia TorreãoRamos, Elizabeth Santos2020-03-16T11:57:56Z2020-03-162015http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31686Esta tese analisa as impressões de Euclides da Cunha produzidas em decorrência das duas viagens mais importantes para sua carreira intelectual e profissional: a primeira, aos sertões baianos, do final de agosto ao início de outubro de 1897, como correspondente de guerra do jornal O Estado de S. Paulo; a segunda, aos sertões amazônicos, de meados de dezembro de 1904 ao início de janeiro de 1906, como chefe da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus. Além dos sertões brasileiros na Amazônia ou em Canudos, Euclides da Cunha percorre outros espaços através da palavra, seja para melhor aludir aos sertões que o encantam, seja para refletir sobre a própria capacidade comunicativa e/ou representativa da linguagem. Há a decisão, nesta pesquisa, de refletir sobre Euclides da Cunha, Canudos e Os sertões, porém não se repete a máxima de que sejam temas indissociáveis. Assim como é possível falar de Euclides da Cunha sem fazer alusões a Canudos e Os sertões, já que vasta é a obra do autor, também são muitas as leituras possíveis para o tema Canudos, a partir de inúmeras produções discursivas, desde as produzidas no calor dos acontecimentos até as mais recentes, não sendo imperiosa, portanto, a necessidade de negação ou afirmação da narrativa mais conhecida. Nesse contexto, o objetivo principal desta tese é flagrar impressões do viajante Euclides da Cunha associadas a suas viagens pelos sertões baianos e amazônicos e a suas viagens pelo espaço da palavra, da escrita. Flagrar impressões de viagem e refletir sobre elas significa lançar olhares sobre a história de sua gestação discursiva, sobre como são expressas em linguagem e sobre como são percebidas pela crítica e pelo autor. A discussão também enseja leituras sobre as condições de forjamento e sobrevivência dessas impressões no imaginário nacional. Não há outro meio de acesso ao passado senão a linguagem, o discurso e a interpretação. Em Euclides da Cunha, a objetividade não se inscreve distanciada da subjetividade do eu que se pronuncia. Ainda assim, nos discursos sobre o escritor, a subjetividade por vezes aparece associada a uma inclinação à ficcionalidade, servindo de argumento para desconsiderar as pretensões históricas, documentais e científicas de sua obra. É bastante rotineira a atribuição dos muitas vezes referidos e poucas vezes demonstrados equívocos científicos e históricos cometidos pelo autor à literariedade, como se esta fosse um sinônimo de falseamento do real e/ou adulteração de dados coletados à realidade observada. Não se questiona, nesta tese, a literariedade da obra euclidiana, tema bastante contemplado nos meios acadêmicos. São expostos outros caminhos para a reflexão sobre a permanência do interesse pelas impressões de viagem de Euclides da Cunha na contemporaneidade. Dessa decisão de leitura, resulta um estudo evocativo de um escritor que se destaca na cultura brasileira por sua potência para produzir textos que se disseminam e produzem discursividades.This thesis analyzes Euclides da Cunha’s impressions derived from the two most important trips for his intellectual and professional career: the first to Bahia’s backlands from late August to early October, 1897, as a war correspondent to O Estado de S. Paulo newspaper; and the second to the Amazon’s backlands from mid-December to early January, 1906, as the head of the Brazilian commission for reconnaissance of Alto Purus. Besides the Brazilian backlands in the Amazon or in Canudos, Euclides da Cunha visits other places through words, whether to make reference to the backlands that fascinated him, or to reflect on his own communicative and/or representative capability of using language. In this research, I have decided to reflect on Euclides da Cunha, Canudos uprising and the book Rebellion in the backlands, however the maxim that these themes are inseparable is dismissed. In the same way as it is possible to talk about Euclides da Cunha without referring to Canudos uprising and the book Rebellion in the backlands, given that this author has a vast body of work. Also, we can see Canudos uprising under different perspectives based on innumerous discursive productions, from those written in the heat of events to those written more recently. So there is no need for negation or affirmation of the most known narrative. In this context, the main objective of this thesis is to capture Euclides da Cunha’s impressions of his trips to Bahia’s backlands and to the Amazon’s backlands, and his trips to the space of words/writing. Capturing his trip impressions and reflecting on them mean looking at the history of their discursive gestation, how they are expressed through language and how they are perceived by critics and by the author himself. The discussion also provides readings of the conditions of fabrication and continuation of these impressions in the national imaginary. There is not any other way to access the past saving through language, discourse and interpretation. In Euclides da Cunha’s writings, objectivity is not far away from the subjectivity of the uttering self. Even so, in the discourses about the author, subjectivity is sometimes associated with an inclination to fictionality, which is used to disregard the historical, documental and scientific aspirations of his works. It is quite common to attribute the scientific and historical mistakes – frequently mentioned but insufficiently demonstrated – made by the author to literariness, as if it were a synonym for the fabrication of reality and/or the falsification of the data collected in the observed environment. In this thesis, the literariness in Euclides da Cunha’s works is not questioned, which is frequently discussed in academic circles. Instead, I present other ways of reflecting on the lingering interest in Euclides da Cunha’s trips in contemporary times. As a result of this reading, we have an evocative study about an author who stands out for his potency to write texts that disseminate and produce discursiveness in the Brazilian culture.Submitted by navarro ramos (navarroramos@ufba.br) on 2020-03-13T20:04:01Z No. of bitstreams: 1 TESE DE DOUTORADO ATUALIZADA - LÉA COSTA SANTANA DIAS - 21.01.2015.pdf: 2064648 bytes, checksum: c66923ca4cb643a499684184a82bef06 (MD5)Approved for entry into archive by Setor de Periódicos (per_macedocosta@ufba.br) on 2020-03-16T11:57:56Z (GMT) No. of bitstreams: 1 TESE DE DOUTORADO ATUALIZADA - LÉA COSTA SANTANA DIAS - 21.01.2015.pdf: 2064648 bytes, checksum: c66923ca4cb643a499684184a82bef06 (MD5)Made available in DSpace on 2020-03-16T11:57:56Z (GMT). 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