Meu encontro com a cobra coral e outros cobrasinofensivas: mulheres negras em situação de dança

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Marques, Luzia Amélia Silva lattes
Orientador(a): Machado, Adriana Bittencourt
Banca de defesa: Machado, Adriana Bittencourt, Conrado, Amélia Vitória de Souza, Britto, Fabiana Dultra, Ferreira, Luzia Gomes, Cunha, Marcelo Nascimento Bernardo da
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Dança (PPGDANCA)
Departamento: Escola de Dança
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41199
Resumo: O meu encontro com a cobra coral e outras cobras inofensivas, mulheres negrasem situação de dança, constrói-se dentro do Programa de Pós-Graduação em dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e se insere na linha de pesquisa 2, Processos e Configurações em Dança. A principal problemática que se apresenta é a condição de invisibilidade e hipervisibilidade das mulheres negras artistas da dança contemporânea no Brasil, em razão do racismo estrutural em que estamos inseridas. Partindo dessa problemática, apresento a seguintepergunta: sendo a cor da pele um dos traços fenotípicos que é índice de negritude em nossos corpos, ela importa na dança contemporânea brasileira? Partindo de uma perspectiva metodológica afrocêntrica (Assante,1998), construí a escrita considerando minha localização psicológica, no Piauí, sertão do Brasil, agora em Salvador, e assentada em lembranças e algumas imaginações surgidas a partir dos processos da diáspora negra vivenciados por mim e meus ancestrais trazidos do continente africano para o Brasil. Minha irmã,que nasceu morta, o crânio de Luzia e coisas que eu inventei participam da presente pesquisa como corpos que dançam entre o real e o imaginário, criando situações absurdas. Por conseguinte, pensadores, intelectuais e artistas negros fortalecem as proposições aqui levantadas, como Ani (2015), Mbembe (2018),Kilomba (2019) e hooks (2019), dentre outros. No campo da dança, busco tencioná-la, conectando-a com as opressões de raça, gênero e classe que somente mulheres negras experimentam. Ao mesmo tempo, procuro apontar caminhos abraçando a categoria amefricanidade (Gonzales,1988), que nos proporciona adentrar em uma unidade maior, específica da América do Sul, pormeio das imagens de Eliana de Santana (SP), Jaqueline Elesbão (BA), RobertaRox (GO). Wilemara Barros (CE), Jamila Marques (PE) Tieta Macau (MA) e dos projetos que compõem o que nomino de “Trilogia da esperança” nas cidades deTeresina (PI) e Salvador (BA). Projetos desobedientes, (Galindo, 2020), baseados no amor como ação e compromisso de emancipação coletiva (West, 2021). Por meios das construções intelectuais de Bittencourt (2012), Conrado (2015) e Silva (2017), proponho que mulheres negras em situação de dança desestruturem pela e com suas ações de dança os nefastos efeitos do racismo e do sexismo no campo da dança contemporânea brasileira.
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Partindo de uma perspectiva metodológica afrocêntrica (Assante,1998), construí a escrita considerando minha localização psicológica, no Piauí, sertão do Brasil, agora em Salvador, e assentada em lembranças e algumas imaginações surgidas a partir dos processos da diáspora negra vivenciados por mim e meus ancestrais trazidos do continente africano para o Brasil. Minha irmã,que nasceu morta, o crânio de Luzia e coisas que eu inventei participam da presente pesquisa como corpos que dançam entre o real e o imaginário, criando situações absurdas. Por conseguinte, pensadores, intelectuais e artistas negros fortalecem as proposições aqui levantadas, como Ani (2015), Mbembe (2018),Kilomba (2019) e hooks (2019), dentre outros. No campo da dança, busco tencioná-la, conectando-a com as opressões de raça, gênero e classe que somente mulheres negras experimentam. Ao mesmo tempo, procuro apontar caminhos abraçando a categoria amefricanidade (Gonzales,1988), que nos proporciona adentrar em uma unidade maior, específica da América do Sul, pormeio das imagens de Eliana de Santana (SP), Jaqueline Elesbão (BA), RobertaRox (GO). Wilemara Barros (CE), Jamila Marques (PE) Tieta Macau (MA) e dos projetos que compõem o que nomino de “Trilogia da esperança” nas cidades deTeresina (PI) e Salvador (BA). Projetos desobedientes, (Galindo, 2020), baseados no amor como ação e compromisso de emancipação coletiva (West, 2021). Por meios das construções intelectuais de Bittencourt (2012), Conrado (2015) e Silva (2017), proponho que mulheres negras em situação de dança desestruturem pela e com suas ações de dança os nefastos efeitos do racismo e do sexismo no campo da dança contemporânea brasileira.My encounter with the coral snake and other harmless snakes: black women ina dance situation”, is built in the Postgraduate in Dance at the Universidade Federal da Bahia (UFBA) and is inserted in line 2, Processes and Configurationsin Dance. The main problem that arises is the condition of invisibility andhypervisibility of black women artists of contemporary dance in Brazil, due to thestructural racism in which we are inserted. Based on this problem, I propose thefollowing question: since skin color is one of the phenotypic traits that is an indexof blackness in our bodies, does it matter in Brazilian contemporary dance? Starting from an Afrocentric methodological perspective (ASSANTE, 1998), I constructed the writing considering my psychological location, in Piauí, Brazil´s hinterlands, now in Salvador, and based on memories and some imaginations arising from the processes of the black diaspora experienced by me and my ancestors brought from the African continent to Brazil. My sister, who was born dead, Luzia's skull and creations that I invented participate in this research like bodies that dance between the real and the imaginary, in absurd dialogues. Therefore, black thinkers, intellectuals and artists strengthen the propositions raised here, such as ANI (2015), Mbembe (2018), Kilomba (2019) and hooks(2019), among others. In the field of dance, I try to tension it, connecting it with the oppressions of race, gender and class that only black women experience. Atthe same time, I try to point out ways embracing the amefricanity category (Gonzales,1988), which allows us to enter a larger unit, specific to South America, through the images of Eliana de Santana (SP), Jaqueline Elesbão (BA),Roberta Rox (GO). Wilemara Barros (CE), Jamila Marques (PE) Tieta Macau (MA) and the projects that make up what I call the “Trilogy of hope” in the cities of Teresina (PI) and Salvador (BA). I also present the “Disobedient Projects” (Galindo, 2020), based on love as an action and commitment to collective emancipation (WEST, 2021). Through the intellectual constructions of Bittencourt (2012), Conrado (2015) and SILVA (2017), I propose that black women in a dance situation disrupt through and with their dance actions the harmful effects of racism and sexism in the field of Brazilian contemporary dance.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Dança (PPGDANCA)UFBABrasilEscola de DançaContemporary danceBlack womenInvisibility and Hyper-visibilityDance situationRacism in danceDANÇADança contemporâneaMulheres NegrasInvisibilidade/HipervisibiliadeSituação de dançaRacismo na dançaMulheres Negras na DançaMeu encontro com a cobra coral e outros cobrasinofensivas: mulheres negras em situação de dançaDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionMachado, Adriana BittencourtMachado, Adriana BittencourtConrado, Amélia Vitória de SouzaBritto, Fabiana DultraFerreira, Luzia GomesCunha, Marcelo Nascimento Bernardo dahttp://lattes.cnpq.br/2406042289657074Marques, Luzia Amélia Silvainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALTese Luzia Amélia Marques.pdfTese Luzia Amélia Marques.pdfapplication/pdf6712954https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41199/1/Tese%20Luzia%20Am%c3%a9lia%20Marques.pdfc7a5aed6d625479809b4a184cb9a59a6MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41199/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/411992025-02-12 23:07:22.978open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/41199TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-02-13T02:07:22Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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