Tu e você em cinco estados do Nordeste a partir dos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil: um estudo variacionista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Divino, Ludinalva Santos do Amor lattes
Orientador(a): Oliveira, Josane Moreira de
Banca de defesa: Oliveira, Josane Moreira de, Carvalho, Danniel da Silva, Paim, Marcela Moura Torres, Gonçalves, Clézio Roberto, Almeida, Norma Lucia Fernandes de
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) 
Departamento: Instituto de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42201
Resumo: Dada a necessidade de ampliar os estudos dialetais e sociolinguísticos sobre a realidade linguística do Nordeste brasileiro, procuramos fazer uma fotografia geossociolinguística do português falado em cinco Estados dessa região: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, no que concerne ao uso das formas de tratamento tu e você. Nosso objetivo geral é investigar o uso das formas de tratamento tu e você nos Estados mencionados, a partir da análise de um extrato do corpus do ALiB, enfocando todos os questionários (questões de prosódia, questionário semântico-lexical, questionário morfossintático, temas para discurso semidirigidos e questões metalinguísticas), exceto o Questionário Fonético-Fonológico. Como objetivos específicos, visamos a: (i) analisar a relevância das variáveis sociais – localidade, faixa etária, sexo, escolaridade – no comportamento dos falantes com relação ao uso das formas tu e você; (ii) analisar a relevância das variáveis linguísticas – parte do inquérito, tipo de referência, função sintática da variante, tempo verbal e paralelismo – na ocorrência das formas tu e você; (iii) representar, em cartas linguísticas, o uso das formas em estudo, com vistas a delinear a realidade dialetal nos Estados nordestinos analisados; (iv) observar como as formas tu e você estão distribuídas, em cada localidade, entre os informantes. A nossa amostra conta com a análise das falas de 140 informantes, compreendendo as capitais dos cinco Estados e 25 cidades do interior, totalizando 30 localidades. Os informantes foram distribuídos entre ambos os sexos, duas faixas etárias (18 a 30 anos e 50 a 65 anos) e dois graus de escolaridade (até o ensino fundamental II e universitário). O nível universitário é controlado somente nas capitais. A hipótese central do trabalho pauta-se no pressuposto de que os falantes da região Nordeste que residem no interior utilizam, preferencialmente, o pronome tu e os moradores das capitais dão preferência à utilização do você nas suas interlocuções. O estudo foi feito segundo os pressupostos teóricos da Dialetologia Pluridimensional Contemporânea e da Sociolinguística Variacionista, que prioriza os princípios gerais para o estudo da mudança linguística descritos por Weinreich, Labov e Herzog (2006 [1968]), ou seja, a variação é inerente à língua, é sistemática e condicionada por fatores intra- e extralinguísticos. A análise dos dados e os resultados de cálculos estatísticos foram feitos com o auxílio do pacote GoldVarb X. No tocante à interpretação dos dados, realizaram-se duas análises: uma geral, incluindo todos os Estados estudados e outra de cada Estado, separadamente. Na análise geral, obtivemos um total de 1.995 ocorrências de pronomes de segunda pessoa, sendo 1.769 contextos com o emprego de você (88,7%) e 226 usos de tu (11,3%). Mesmo com um número reduzido do pronome tu na amostra investigada, focamos a nossa análise em elucidar quais os contextos em que esse pronome ainda perdura. A rodada binária do GoldVarb X apontou como variáveis relevantes no emprego de tu: referenciação, parte do inquérito, localidade e escolaridade. Na descrição da análise por Estado, as variáveis selecionadas como significativas foram: em Pernambuco – referenciação, parte do inquérito, faixa etária e localidade; na Paraíba – parte do inquérito, faixa etária e localidade; em Alagoas – sexo e tipo de questionário; no Rio Grande do Norte e em Sergipe não houve variáveis selecionadas.
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Na análise geral, obtivemos um total de 1.995 ocorrências de pronomes de segunda pessoa, sendo 1.769 contextos com o emprego de você (88,7%) e 226 usos de tu (11,3%). Mesmo com um número reduzido do pronome tu na amostra investigada, focamos a nossa análise em elucidar quais os contextos em que esse pronome ainda perdura. A rodada binária do GoldVarb X apontou como variáveis relevantes no emprego de tu: referenciação, parte do inquérito, localidade e escolaridade. Na descrição da análise por Estado, as variáveis selecionadas como significativas foram: em Pernambuco – referenciação, parte do inquérito, faixa etária e localidade; na Paraíba – parte do inquérito, faixa etária e localidade; em Alagoas – sexo e tipo de questionário; no Rio Grande do Norte e em Sergipe não houve variáveis selecionadas.Given the need to expand dialectal and sociolinguistics studies on the linguistic reality of Northeast Brazilian, we tried to take a geo-sociolinguistic photograph of the Portuguese spoken in five States in that region: Rio Grande do Norte, Paraiba, Pernambuco, Alagoas and Sergipe in relation the use of these treatment forms tu and você. Our general objective is to investigate these uses at the mentioned states from the analysis of extract of ALiB corpus, focusing on all questionnaires (prosody questions, semantic-lexical questionnaire, morphosyntactic questionnaire, topics for semi-directed speech and metalinguistic questions), except the Phonetic-Phonological Questionnaire. As specific objectives, we aim do it at: (i) to analyze the relevance of social variables – location, age, gender, education – in the behavior of speakers about the use of tu and você forms; (ii) to analyze the relevance of language variation – part of this inquiry, type of reference, syntactic function of the variant, verbal time and parallelism – in the occurrence of the tu and você forms; (iii) to represent the use of the forms under study in order to delineate the dialectal reality in the analyzed northeastern states; (iv) to observe how the tu and você forms are distributed, in each location, among informants. Our sample includes date analysis of 140 informants, it achieves the capitals of five states and 25 towns, they total 30 places. The informants were distributed between both sexes, two age groups (18 to 30 years old, and 50 to 65 years old) and two levels of education (up to elementary school II and university). The university level is controlled only in the capitals. The central hypothesis of the work is based on the assumption about the speakers from Northeast region that live in the downtown prefer the pronoun tu, and residents of the capitals prefer the use of você. The study was carried out according to the theoretical assumptions of Contemporary multidimensional Dialectology and Variationist Sociolinguistics, which prioritizes the general principles for the study of language change described by Weinreich, Labov and Herzog (2006 [1968]), that is the variation is inherent to the language, it is systematic and it’s conditioned by interlinguistic and extralinguistic factors. The analysis of the data and the results of statistical calculations were carried out with the aid of the GoldVarb X package. Regarding the interpretation of the data, two analyzes were carried out: a general one, including all the states studied and the other from each state separately. In the general analysis, we obtained a total of 1,995 occurrences of second-person pronouns, being 1,769 contexts with the use of você (88.7%) and 226 uses of tu (11.3%). Even with a small number of tu pronoun in the sample investigated, we focus our analysis on clarify the contexts in which this pronoun still persists. The GoldVarb X binary round pointed out as relevant variables in the use of tu: referencing, part of the inquiry, location and schooling. In the description of the analysis by state, the variables selected as significant were: in Pernambuco – in referencing, part of the inquiry, age group and location; in Paraíba - part of the inquiry, age group and location; in Alagoas – gender and type of questionnaire; in Rio Grande do Norte and Sergipe there were no variables selected.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) UFBABrasilInstituto de LetrasWays of TreatmentPronounsLinguistic VariationDialectologySociolinguisticCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESFormas de TratamentoPronomesVariação LinguísticaDialetologiaSociolinguísticaTu e você em cinco estados do Nordeste a partir dos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil: um estudo variacionistaTu and voce in five Northeastern states based on data from the Atlas Linguistic Project in BrazilDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionOliveira, Josane Moreira deOliveira, Josane Moreira deCarvalho, Danniel da SilvaPaim, Marcela Moura TorresGonçalves, Clézio RobertoAlmeida, Norma Lucia Fernandes dehttp://lattes.cnpq.br/9466490548351415Divino, Ludinalva Santos do Amorinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALAta assinada.pdfAta assinada.pdfapplication/pdf181721https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42201/1/Ata%20assinada.pdf648455d30ff83452a4a29844a09d380eMD51open accessTese_Ludinalva_-_verso_final_rev_JO.pdfTese_Ludinalva_-_verso_final_rev_JO.pdfapplication/pdf3501770https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42201/2/Tese_Ludinalva_-_verso_final_rev_JO.pdf2b72a2a8c12af149d2607e836cb7c030MD52open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42201/3/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD53open accessri/422012025-05-31 22:14:43.018open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/42201TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-06-01T01:14:43Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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